domingo, 16 de janeiro de 2011

“ O fator mais importante e decisivo na vida não é o que nos acontece e sim, a atitude que adotamos diante do ocorrido. A revelação mais certa do caráter da pessoa é a maneira como ela suporta o sofrimento. As circunstâncias e as situações podem colorir a vida, mas Deus nos concedeu a graça de poder escolher a cor...” (Charles R. Woodson).
Prezados leitores, tenho a percepção que não temos como prever o futuro, nem mesmo o que pode nos acontecer em alguns segundos a frente, mas podemos trabalhar nossas reações. O maior desafio que temos, é administrar tais reações de forma assertiva. Olhar os fatos e buscar neles um sentido que nos ajude a construir uma nova história, torna-se um desafio constante, pois nem sempre conseguimos compreender e aceitar os acontecimentos como conseqüências de nossas próprias escolhas.
Como aprender com os desacertos, sem procurar em outros, as justificativas pelo que nos afeta emocionalmente?
Penso que nossos comportamentos representam o que optamos por aprender através de nossas emoções . Nossas reações são reflexos de nossas percepções, nem sempre corretas ou analisadas por diferentes ângulos.Olhar a vida e remover de nossa mente as fantasias que nos impedem de amadurecer, é sempre um exercício a ser praticado.

Pais e Filhos

Prezados leitores, quero compartilhar com todos vocês uma reflexão importante a cerca dos relacionamentos familiares nas empresas; tema que tenho a oportunidade em acompanhar bem de perto, durante vários anos de experiência profissional.Na realidade este tema é extremamente delicado e merece uma análise profunda, pois em meus atendimentos em consultório pude acompanhar muitos pacientes através de trabalhos terapêuticos, em que as queixas eram solucionadas a partir de uma intervenção familiar.
Quando encontramos nas empresas, situações em que o espaço é compartilhado entre membros de uma mesma família, percebemos que alguns conflitos latentes, tornam-se mais evidenciados pelas expectativas que são geradas em relação a performace profissional. É comum que pais esperem de seus filhos, atitudes semelhantes as suas e ainda que projetem neles, sonhos que desejavam realizar e esperam que se confirmem através dos filhos.
Geralmente ,tais sentimentos tendem a impedir o crescimento profissional dos filhos que acabam atuando mais para agradar seus pais do que para promoverem a lucratividade do negócio.
Aspectos como : iniciativa, cumprimento de procedimentos, apresentação de resultados ficam comprometidos pela visão recíproca que se estabelece entre pais e filhos, pois os acertos não são tão evidenciados como os erros. Na verdade , a relação de amor e afeto estão sempre presentes, o que não necessariamente é ruim. O que dificulta é o fato de acharmos que por nos conhecermos há muitos anos, conhecemos todas as necessidades do outro e não precisamos conversar sobre elas.Pais e filhos se ajudam quando conseguem conversar sobre o negócio, independente do que pensam um do outro. Expõem idéias, sem competirem entre si, no sentido de provarem quem está certo e quem está errado.
Empresas familiares são riquíssimas em possibilidades de aprendizado e auto-conhecimento, fatores essenciais para o amadurecimento pessoal e profissional.Não podemos nos esquecer que antes dos pais assumirem este difícil papel, eles também foram filhos e continuam sendo. Eles também trazem em sua bagagem emocional, experiências vivenciadas com seus pais. Logo , espelham em seus filhos suas expectativas como Pais e também como Filhos . É comum ouvirmos dos pais: “Eu não tive do meu pai,nem um terço do que meu filho recebe de mim”.Logo se, meu pai fosse como eu sou, pra mim estaria ótimo.” Porém os filhos são outras pessoas, diferentes de seus pais, embora tragam uma herança genética na bagagem, ainda encontram espaço para colocar nesta bagagem suas próprias percepções e experiências. Assim, geralmente não reproduzem na íntegra o comportamento daqueles que os geraram. Podem ser melhores em alguns aspectos, ou apresentarem dificuldades que para seus pais, parecia sempre foi de fácil compreensão.
Desta forma, afirmo que vale a pena, pais e filhos investirem em uma relação saudável de diálogo, dentro e fora da empresa.Vale a pena se ouvirem e valorizarem o que cada um tem para ensinar ao outro. Pois, por mais experiência que um tenha em relação ao outro, sempre há algo novo para se aprender e algo antigo para se ensinar.

Quando é a hora de parar?

Prezados leitores, empresas familiares em sua maioria,apresentam histórias de luta, abdicação e muito emprenho.
É comum ouvirmos as pessoas lembrarem com saudade, do tempo em que não tinham sábado, domingo ou mesmo , não tiravam férias por terem que permanecer na empresa, com poucos funcionários e muito trabalho a ser realizado.
O que era um meio de sobrevivência, com o tempo passou a ser a própria vida e em muitos casos, até mesmo a família foi deixada de lado, em função da empresa.
Alguns empresários fizeram esta opção, jurando que seria por um tempo, pois logo que a empresa se estruturasse, se dedicariam um pouco mais a outros prazeres e ficariam mais tempo com a família, amigos e até, com ele próprio.
No entanto, até que ponto dedicação se confunde com obstinação, ou mesmo, obsessão.
É importante sabermos o momento em que precisamos renovar a empresa, rever hábitos, conceitos e atitudes.
Há momentos em que somos chamados a refletir sobre até quando iremos abrir mão da saúde física, espiritual,psicológica em prol de um faturamento mensal.
Vejo constantemente pessoas adoecerem dentro de suas empresas, por não perceberem que com o tempo e com o sucesso, precisamos nos desvincular das rotinas estressantes e ocupacionais para pensarmos o negócio, sem que necessariamente tenhamos que fazer tudo.
Já ouvi alguns empresários afirmarem que , por não confiarem em suas equipes, preferem tomar a frente e fazerem com suas próprias mãos, como se esta atitude fosse saudável e produtiva.
Depois, se queixam por estarem cercadas de pessoas sem iniciativa e descomprometidas. Logo, não é vantajoso, após anos de dedicação a empresa, estarmos fazendo as mesmas tarefas que fazíamos quando começamos.
Sei o quanto é difícil, mas precisamos parar.
Parar de buscarmos culpados e responsáveis por decisões que tínhamos que tomar e que ainda depende somente de nós.
Parar de nos queixarmos dos mesmos erros, tomando sempre as mesmas atitudes.
Parar de fazermos horas-extras, por não conseguirmos administrar nosso tempo na empresa, deixando de fazer o importante para nos dedicarmos ao emergencial, gerado pela nossa falta de planejamento.
Parar de fazermos pelos outros, passando a delegar e cobrar um pouco mais daqueles que devem assumir responsabilidades e fazer jus a sua função.
Parar de querer fazer tudo, conforme nosso entendimento, sem ouvir as pessoas com as quais trabalhamos.
Parar de viver do passado, acreditando que se continuarmos agindo como há anos atrás, iremos retardar os avanços e segurar o tempo.
Precisamos parar, para prosseguirmos arriscando-nos a aprender algo novo, mesmo estando no negócio há 40 anos.
Pausa, para que a vida não nos tire o tempo que ainda temos para admitirmos com sabedoria, o momento de Parar e recomeçar.

O valor das escolhas.

Prezados leitores, certa vez alguém perguntou a um homem bem sucedido: Qual o segredo de seu sucesso? Ele respondeu: A capacidade em ter feito as escolhas certas.
Ao ouvir esta explicação, senti um forte desejo em compartilhar com todos, sobre esta reflexão que constantemente faço junto aos meus coachees , alunos e clientes.
Nossas escolhas são fundamentais para a materialização de nossos projetos, ou ainda, para entendermos o porquê das nossas inquietações. Penso que nem sempre, fazemos as escolhas adequadas, porém a fazemos por sermos influenciados pelas circunstâncias, ou ainda, por sermos limitados em nossa visão de futuro e percepções de nossas reais necessidades. Pensamos no momento presente e nos esquecemos que ele; o presente, irá construir o nosso amanhã de alguma forma.
Pensemos que ao escolhermos um funcionário, um sócio, um emprego, um companheiro(a) ou seja lá o que for, estamos focados no retorno a curto prazo e nos esquecemos de que esta escolha influenciará a nossa história de vida de forma positiva ou não.
Não se trata de uma escolha para toda uma vida, mas de uma escolha que pode nos trazer conseqüências para toda nossa vida. Sabermos escolher, consiste em fazermos análises quanto aos possíveis riscos que poderemos ter; de situações que teremos que aprender a contornar e ainda, sacrifícios que teremos que nos submeter se desejamos permanecer com estas escolhas.
Escolhas favorecem eliminação de possibilidades, pois ao persistirmos em nossas convicções, abrimos mão de outras que também poderiam nos atender, mas que por razões conscientes e inconscientes, não quisemos nos comprometer.
Pode parecer subjetivo demais, porém ao estudar empresas e comportamentos de pessoas nas organizações, vejo diariamente que as escolhas no âmbito pessoal, precedem as escolhas profissionais e as influenciam de forma efetiva.
Nos planos de sucessão familiar, nos planos de melhoria contínua ou em outros, pessoas vivenciam seus valores através de atitudes que assumem em seus relacionamentos com clientes, fornecedores e pares.
Nem sempre percebem o que ocasionam os fracassos deste planos; as dificuldades em fazerem as escolhas no momento exato em que precisam ser feitas.
Uma empresa que busca crescimento e desenvolvimento, necessita de pessoas comprometidas com estes propósitos, mas se permanecermos insistindo com aquelas que resistem em aprender um comportamento novo, perdemos a energia e o entusiasmo necessário para investirmos em novas idéias e pessoas criativas e inovadoras.
Abrimos mão de uma escolha pessoal, para a tendermos as escolhas de outros que desejam algo diferente. Estes detém sobre nós, algum poder de influência e persuasão. Para fazermos escolhas , precisamos nos sentir “livres” e prontos a assumirmos riscos .
Os ricos na tomada de decisão existem e precisam ser amenizados pela competência daqueles que a tomam.
Competência consiste em termos a habilidade de fazermos adequadamente algo que seja importante.
Assim, escolher não é apenas eliminar alternativas e sim, estar preparado para assumir dificuldades,privações e perdas .Quem faz escolhas sabe que se quiser estar bem com todos, não fará o que precisa ser feito, pois preocupado em agradar, não fará nada que possa colocar em risco sua imagem ou reputação.
Desta forma, queridos leitores, preparem-se para fazer escolhas, perguntando-se sempre : -O que estamos escolhendo hoje, pode garantir-nos o que verdadeiramente desejamos obter e ser.
Podemos ter o que desejamos nossas escolhas , mas podemos não Ser a pessoa que gostaríamos com elas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Arvorismo e caminhada planilhada em 28 de novembro.2010

Aventura em Socorro no interior de São Paulo, fechou as atividades radicais de 2010 Foi uma atividade diferente que exigiu coragem e esforço físico de todos.
Nossa equipe foi a campeã com menor tempo e menos irregularidades cometidas durante a prova.
Cumprimos os procedimentos e trabalhamos em equipe.

A arte de gerenciar pessoas e resultados

Prezados leitores, ao ler o livro “Gerente Minuto”, surpreendi-me com algo extremamente atualizado a cerca de pessoas e processos de trabalho que desejo compartilhar com todos. Em meus trabalhos como Consultora e Coach, verifico cotidianamente a dificuldade dos gestores em oferecerem aos seus colaboradores os feedbacks necessários de forma assertiva.Muitos afirmam não saberem mais como cobrar resultados, pois afirmam que suas equipes não estão comprometidas com os objetivos da empresa.Neste momento pergunto-lhes: Quais são os objetivos de sua empresa? Quais os resultados esperados e em que prazo? Você sabe como medirá estes resultados?
Perguntas como estas, fazem muitos gestores pararem para pensar. Para que possamos cobrar é fundamental estabelecermos objetivos claros que devem ser atingidos pelos colaboradores. Tais objetivos precisam ser tangíveis e mensuráveis, de forma que fique transparente para os colaboradores e gestores, como o desempenho será medido. É fundamental para os colaboradores terem metas contínuas e gradativas, durante sua permanência na empresa. Os gestores precisam planejar esta escalada individual e também de sua equipe.Quem não sabe o que deseja, qualquer resultado é válido...
No livro, Gerente Minuto, o autor fala-nos de objetivos minutos. Aqueles que devem ser atingidos em curto espaço de tempo, com a utilização dos recursos disponíveis, cuja realização trará resultados significativos para organização. Tais resultados devem ser transmitidos sob a forma de tarefas que são pertinentes ao colaborador e que somente ele, poderá realizar. Uma vez dito o que desejamos, vale perguntar se os colaboradores têm como fazer o que estamos lhes transmitindo. Se os mesmos disponibilizam dos recursos necessários e se possuem habilidades e conhecimentos para desenvolverem bem suas tarefas, pois serão cobrados justamente pela execução de cada uma delas . Em seguida, o autor fala-nos dos elogios minutos, que correspondem aos momentos de feedbacks, em que o reforço externo se faz necessário. Neste momento o gestor deve acompanhar a performance de seus colaboradores, dando-lhes respostas específicas sobre seus comportamentos, mostrando-lhes onde acertaram, como e ainda o que a organização ganhou com esta atuação. Porém, o Gerente Minuto também deve aplicar as repreensões minutos quando os colaboradores não desenvolverem bem suas tarefas.
O método é simples porém muito eficaz. O gestor deve chamar o colaborador imediatamente, falar-lhe sinceramente sobre o objetivo que não foi alcançado, demonstrando seu sentimento quanto a esta situação, deixando por último o encorajamento para que ele possa buscar um resultado mais favorável da próxima vez.
A importância em saber como oferecer o feedback, determina os resultados de uma equipe e boa parte dos lideres não dão ou não sabem oferecer feedback aos seus colaboradores.Desta forma, leve este método para sua empresa:
1.Estabeleça objetivos minutos com cada colaborador e com a equipe,
2.Faça elogios minutos e repreensões minutos.Como?
Separe o comportamento da pessoa. Fale de seu comportamento inadequado, mas reforce nela sua credibilidade em sua capacidade em corrigir-se. Faça isto olhando-a nos olhos e ao falar de seu sentimento, fique alguns instantes em silêncio para que ele (colaborador) possa interiorizar a mensagem.
Feito isto, vire a página e siga em frente, evitando ficar falando o tempo todo sobre o evento.Para concluir, faça reuniões sistemáticas de avaliação de resultados, demonstrando , através de indicadores os avanços, porém faça-as de forma planejada e rápida.Não concentre muito tempo em reuniões sem pauta definida, ou cuidado para não perder o foco com conversas de pouca importância para os propósitos que se desejam.
Vale a pena conferir...

Um momento para pensar...

Ao olhar para minhas mãos, percebi que minha pele está mudando. Já não tem mais a mesma juventude, nem é tão firme como já foi um dia. Percebi também que elas estão mais disponíveis, prontas para acolher e afagar. Parece não ter mais a insegurança da recusa, nem o medo da rejeição. Porém ela não é mais a mesma que eu tinha aos 20 anos.
Olho para meu corpo e percebo algumas transformações. Luto contra elas, mais elas estão cada dia mais fortes. Procuro prosseguir ágil, com leveza e encanto. Busco nas marcas , os aprendizados e as lembranças de fases tão boas de minha juventude.O que antes eram apenas sonhos, hoje é a agenda de amanhã. O que era distante, agora segura minhas pernas, impedindo-me de correr, mantendo-me mais calma e paciente diante do inevitável encontro com o futuro. Não é melancolia que sinto, nem nostalgia. Apenas saudades de uma mente que sonhava mais, pois ainda contava com o incerto das escolhas. Saudades da inocência perdida e dos amores impossíveis. Dos bailinhos na garagem de casa, da música lenta que juntava os corpos, e do coração que batia mais forte ao som de uma música chamada, romântica. Saudades dos encontros no portão para conversar sobre coisas sem muita importância. Saudades das brincadeiras de rua, das viagens para o litoral, do contato com o mar e com as águas dos rios, da cidade de meus avós maternos.Do cheiro do fogão a lenha, do curral e do lírio que brotava as margens dos rios, bem abaixo das pontes de madeira. Dos bambuzais, onde se escondiam os sacis e a mula sem cabeça. Do lampião de gás e do café de caldo de cana quentinho, servido no bule e na canequinha esmaltada. Saudades dos filmes da sessão da tarde, das novelas em preto e branco, do Chacrinha aos sábados. Dos bailes, das músicas, dos amigos de final de semana e das aventuras de faculdade. Saudades da primeira bicicleta ,do primeiro fusca, e dos primeiros momentos de conquista e maturidade.Tudo foi passando, passando e ficou para trás como se eu estivesse olhando tudo pela janela de um trem que só vai adiante e não volta na estação por onde passou. As pessoas me vêem e se despedem , acenando suas mãos desejando-me sorte na próxima estação. Me falam adeus e vão ficando presentes apenas em minhas lembranças contadas com palavras envelhecidas pela distância imposta pela tempo.
Sinto-me feliz por estar viva e poder contar histórias, ajudar pessoas e ajudar-me com minha vontade inexorável de compor, de construir e de faze acontecer. Sinto-me repleta e vazia, como se tudo e nada, fosse uma única pergunta ainda sem resposta.
Percebo que há um mistério e nele habita a existência humana. A minha própria existência que se encontra e se perde de tantas outras. Sinto que a realidade de hoje é a história contada amanhã com pouca riqueza de detalhes, esquecidas pela visão precária dos movimentos que acontecem todos, ao mesmo tempo em que eu respiro um momento desta imensidão de moléculas e átomos em movimento e transformação. Não consumo a vida, pois ela é intensa e não cabe em mim em sua plenitude.Fico com o que consigo dela: pequenos prazeres , vividos em encontros com horas marcadas para acabar. Apoio-me na esperança do amanhã. Ah ! como o amanhã é gostoso de se esperar. Como é bom sentir o seu chegar de mansinho, querendo fazer improviso no cotidiano planejado. Querendo criar novos caminhos em mapas já desenhados e ainda, apontar para direções que estão fora de nossa bússola mental.
Quando o amanhã se faz presente, ele se expressa e me invade de oxigênio e hormônios da felicidade. È um estágio de contemplação e ao mesmo tempo de resgate, pois me renovo a cada instante vivido em razão de uma causa maior. Uma causa que nem eu sei como chamar. Uma causa que se transforma em missão de vida e razão de existir, pois por ela vale a pena morrer e até viver todos os dias um pouquinho que seja.
Não há lógica, nem teórico que explique como as idéias vão se compondo em minha mente e como elas influenciam meu modo de ser, sentir e agir.Como os sentimentos formam redes e se conectam em minha projeção mental, criando um cenário de múltiplas possibilidades de ser feliz.
Sinto-me feliz por estar com as pessoas que conheço hoje e que se mostram, diante de meus olhos. Quero ter com cada uma delas, os meus melhores momentos, pois sei que elas também ficarão em alguma estação um dia, mesmo que eu deseje levá-las comigo elas têm suas vidas e irão fazer outras escolhas, onde eu não farei parte. Sinto-me imensamente grata a cada uma delas, por terem me permitido entrar em suas vidas e compartilhar com elas momentos de alegria, de risos, de tristezas e de vida. Agradeço por ter-me sentido tão bem como mulher, como gente, como profissional e como criatura humana. Agradeço por ter-me potencializado e me energizado com seus sonhos, seus olhos e seus lábios.
Tudo tornou-se grande demais, que as vezes sinto que preciso de mais espaço para colocar tantas pessoas incríveis que eu não quero mais deixar. Quero estar sempre com elas. Quero estar sempre ao seu lado, mas... como????
Não há como prever o amanhã, nem tão pouco o quanto tudo isto vai durar...
Só sei que está sendo tão bom acordar para viver todos os dias da semana, de segunda a segunda. Todos os minutos e todas as horas estão sendo plenos de vida. Tudo isto, eu devo as pessoas que me permitem estar ao seu lado. Tudo isto eu agradeço a cada uma delas. Elas me fazem sentir –me especial.Não pelo que sou, mas pelo que elas me fazem acreditar que posso ser.

Retrospectiva 2010.

Um ano se passou. Muitos afirmam que passou tão rápido que nem nos demos conta do quanto fizemos.
Foi um ano de Copa do Mundo, um ano em que o Brasil foi escolhido para sediar as próximas Olímpiadas em 2016 ; a Copa do mundo em 2014, um ano de eleição presidencial ; Salão do Automóvel, Fórmula 1 no Brasil e tantas outros acontecimentos, que certamente marcaram a nossa história e da humanidade.
Um ano de implementações de novas formas de tributação, novas regras no cenário financeiro e um apelo cada vez maior por qualidade e otimização de recursos. Foi um ano de discussões ambientais, de avanços na ciência, de crescimento da frota de carros novos rodando pelas nossas estradas devido a facilidade de créditos e financiamentos, e ainda um ano de inspeção veicular.
Para muitos empresários, foi um ano de muito trabalho. Um ano de muito planejamento, para administrar um cenário incerto, repleto de variáveis que fugiram do nosso padrão pessoal de compreensão e solução de problemas. Um ano em que eu vivi de perto, a dificuldade em recrutar e selecionar profissionais em todas as áreas, devido o aquecimento do mercado, que levou muitas empresas a investirem no aumento de seu quadro de colaboradores para atender a demanda . Olhando este cenário, percebi o quanto precisamos investir no conhecimento, como uma possibilidade viável de sustentabilidade.
Não vejo como as empresas se manterem competitivas, sem que haja uma produção criativa de conhecimento que caminhe alinhada a prática. Ou seja, precisamos formar profissionais que possam contribuir com as empresas, além da aplicação de conceitos técnicos.
Precisamos investir na formação de colaboradores éticos, que tenham e pratiquem valores dos quais possamos nos orgulhar, enquanto empresa e como cidadãos.
A gestão do conhecimento deve estar integrada a gestão de pessoas, construindo desta forma, para que o ambiente empresarial possa desenvolver-se de forma humanizada e com profissionais capazes de pensar e se comprometerem com os resultados desejados pelas organizações, assumindo e reconhecendo estes objetivos.
Ou seja, é preciso informar as pessoas o que queremos delas e ainda, o que esperamos delas na forma de comportamentos mensuráveis e tangíveis.
É fundamental, para o gestor de empresa, traçar os objetivos para um novo ano , com base em resultados obtidos no ano que se encerra, adotando parâmetros claros de análise e avaliação de resultados. Dizer como foi o ano, é mais que fazer uma avaliação superficial conceituando-o como bom, ótimo ou regular. È preciso medir resultados com base em cálculos precisos de faturamento, investimentos, retiradas, entre outros. É necessário, desenhar um novo ano, utilizando o conhecimento assimilado em anos anteriores, planejando-se para uma mudança de comportamentos antigos, comprovadamente não funcionais para um novo cenário econômico, social e político.
Só há avanço com aprendizagens que quando são intensas e verdadeiras, são capazes de gerar mudanças.
Assim, aprender com os erros só acontece quando estes deixam de ser cometidos mediante uma nova postura assumida.
O que vale é ter a coragem de assumir novas possibilidades de ação e até errar na tentativa de não permanecer passivo diante de um novo ano que em breve estará em nossos calendários e agendas. Desta forma, convido todos vocês a investirem em um novo ano, de uma forma mais comprometida com resultados que desejam atingir.
Sabemos que resultados, são frutos de escolhas e que escolher sem conhecimento, é uma aventura, cujo os riscos podem comprometer não apenas mais um ano, mas todo um desempenho profissional e pessoal. Assim, iniciemos uma nova trajetória, investindo no conhecimento de novas competências e novas atitudes.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eleições 2010

Hoje, dia 03 de outubro, o pais se mobilizou para o exercício da cidadania através da eleição de nossos representantes.
Penso sempre neste momento sobre o perfil de nossos representantes. Quem de fato eles representam?
Tenho total compreensão de que a política está presente em nossas vidas, gostando ou não da forma como ela é praticada em nosso país. Porém a cada dia torna-se mais difícil escolher,pois todos os candidatos mascaram suas verdadeiras intenções, atrás de discurssos programados,em que tudo é possível a partir da nomeação deles como políticos do bem. Nenhum deles afirma perante seu eleitorado a complexidade da governabilidade. Que sozinhos nada farão e que, a política muitas vezes se sobrepõe aos valores daqueles que foram eleitos. A política tem um preço alto.Para muitos ela se transforma em um câncer que consome a mente e a alma humana , levando pessoas comuns a se transformarem em seres acima do bem e do mal.
Escolaridade, conhecimento, sabedoria,equilíbrio emocional, competência e tantas outras habilidades necessárias para qualquer profissional é negligenciada por boa parte dos políticos que não estão preparados para governar e nem sentem esta necessidade . Pensam que o voto é sinônimo de capacitação. Mentem, enganam os cidadãos menos esclarecidos e se apegam as fraquezas sociais e economicas, para se fortalecerem em sua ambição pessoal. Querem o poder a qualquer preço.
De que serve o Poder?
Para ter status, prestígio, vantagens de informações, dinheiro entre outros bens.
O poder concede autonomia para julgar, força para impugnar e visibilidade para reforçar uma imagem pessoal perante o grupo social, do qual o eleito faça parte.
É perigoso este tal de Poder. É sedudor, devastador pois arrasta multidões ao holocausto.
Já vi muitas pessoas se renderem ao Poder, inclinando-se perante ele até atingir o chão, acreditando que assim estariam atingindo um patamar superior. Já vi homens abrirem mão de suas famílias, de suas convicções religiosoas , de suas verdades e até de seus ideais , para servirem a política.Para serem aceitos por este grupo aprenderam a mentir, a trair e até, se vender por algo que desejavam possuir.
Destruiram famílias, roubaram sonhos, sepultaram relacionamentos para estabelecerem trocas vantajosas.
Sem dúvida, o país está caminhando para um novo cenário político.
Creio que estamos melhores do que já fomos. Mas ainda temos muito o que fazer. Precisamos qualificar nossos representantes, exigindo deles mais preparo para nos representar. Precisamos cobrar mais competência e esta, não se adquire no palanque, no gabinete,nem tão pouco nos comitês políticos.É preciso ter conteúdo acadêmico, conteúdo vivencial,experiência profissional em qualquer área de atuação que não seja apenas a política,e ainda ter princípios espirituais. Digo espirituais e não morais ou religiosos, pois acredito que a fé, o respeito ao próximo deve estar acima de qualquer credo.Tudo pode ser melhorado através das pessoas que se preparam para serem melhores. Sem pessoas melhores, não teremos uma política ética. Se elegermos sempre os mesmos, teremos sempre os mesmos resultados e o pior, já conhecidos e questionados por muitos de nós.
A classe política requer capacitação, qualificação ou uma espécie de ISO2010. É preciso auditá-los sempre, ter indicadores de reusltados mensuráveis e tangíveis.Precisamos formar políticos com habilidades para governar com empreendedorismo, inovação e visão estratégica. Precisamos reprovar aqueles que fugiram e fogem do aprendizado, acrditando que tudo sabem a partir de suas convicções.Não aceitam ser questionados, não assumem seus erros e não recebem feedback de forma assertiva.
Sinto que somos manipulados a todo momento e que não há escolhas. Porém vale a pena refletirmos e acreditarmos que podemos ter uma força extraordinária, através da emissão de nossas opiniões e principalmente , da prática consciente de nossa cidadania.Eu amo meu país e quero o melhor para ele.Assim, quero o melhor para todos, independente de meus próprios interesses. Isto é possível pelo menos na minha prática diária.Pois se eu fizer a minha parte, já estou contribuindo de alguma forma para que esta realidade se propague.

domingo, 26 de setembro de 2010

O valor das escolhas

Prezados leitores, certa vez alguém perguntou a um homem bem sucedido: Qual o segredo de seu sucesso? Ele respondeu: A capacidade em ter feito as escolhas certas.
Ao ouvir esta explicação, senti um forte desejo em compartilhar com todos, sobre esta reflexão que constantemente faço junto aos meus coachees , alunos e clientes.
Nossas escolhas são fundamentais para a materialização de nossos projetos, ou ainda, para entendermos o porquê das nossas inquietações. Penso que nem sempre, fazemos as escolhas adequadas, porém a fazemos por sermos influenciados pelas circunstâncias, ou ainda, por sermos limitados em nossa visão de futuro e percepções de nossas reais necessidades. Pensamos no momento presente e nos esquecemos que ele; o presente, irá construir o nosso amanhã de alguma forma.
Pensemos que ao escolhermos um funcionário, um sócio, um emprego, um companheiro(a) ou seja lá o que for, estamos focados no retorno a curto prazo e nos esquecemos de que esta escolha influenciará a nossa história de vida de forma positiva ou não.
Não se trata de uma escolha para toda uma vida, mas de uma escolha que pode nos trazer conseqüências para toda nossa vida. Sabermos escolher, consiste em fazermos análises quanto aos possíveis riscos que poderemos ter; de situações que teremos que aprender a contornar e ainda, sacrifícios que teremos que nos submeter se desejamos permanecer com estas escolhas.
Escolhas favorecem eliminação de possibilidades, pois ao persistirmos em nossas convicções, abrimos mão de outras que também poderiam nos atender, mas que por razões conscientes e inconscientes, não quisemos nos comprometer.
Pode parecer subjetivo demais, porém ao estudar empresas e comportamentos de pessoas nas organizações, vejo diariamente que as escolhas no âmbito pessoal, precedem as escolhas profissionais e as influenciam de forma efetiva.
Nos planos de sucessão familiar, nos planos de melhoria contínua ou em outros, pessoas vivenciam seus valores através de atitudes que assumem em seus relacionamentos com clientes, fornecedores e pares.
Nem sempre percebem o que ocasionam os fracassos deste planos; as dificuldades em fazerem as escolhas no momento exato em que precisam ser feitas.
Uma empresa que busca crescimento e desenvolvimento, necessita de pessoas comprometidas com estes propósitos, mas se permanecermos insistindo com aquelas que resistem em aprender um comportamento novo, perdemos a energia e o entusiasmo necessário para investirmos em novas idéias e pessoas criativas e inovadoras.
Abrimos mão de uma escolha pessoal, para a tendermos as escolhas de outros que desejam algo diferente. Estes detém sobre nós, algum poder de influência e persuasão. Para fazermos escolhas , precisamos nos sentir “livres” e prontos a assumirmos riscos .
Os ricos na tomada de decisão existem e precisam ser amenizados pela competência daqueles que a tomam.
Competência consiste em termos a habilidade de fazermos adequadamente algo que seja importante.
Assim, escolher não é apenas eliminar alternativas e sim, estar preparado para assumir dificuldades,privações e perdas .Quem faz escolhas sabe que se quiser estar bem com todos, não fará o que precisa ser feito, pois preocupado em agradar, não fará nada que possa colocar em risco sua imagem ou reputação.
Desta forma, queridos leitores, preparem-se para fazer escolhas, perguntando-se sempre : -O que estamos escolhendo hoje, pode garantir-nos o que verdadeiramente desejamos obter e ser.
Podemos ter o que desejamos nossas escolhas , mas podemos não Ser a pessoa que gostaríamos com elas.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O imediatismo que retarda o crescimento

Caros leitores, quero compartilhar com todos vocês sobre um aspecto importante que pode atrapalhar os processos de melhorias nas empresas de nosso segmento e empresas no geral.Vamos refletir sobre o Imediatismo.
Muitos reconhecem que os tempos atuais exigem agilidade e precisão nas respostas. As pessoas vivem correndo de um lado para o outro, em busca de soluções que requeiram pouco esforço e baixo nível de comprometimento. Na minha percepção, falta-nos o hábito de planejarmos o que desejamos e ainda mais, nos prepararmos para atingirmos objetivos, identificando as tarefas a serem feitas. Todos desejamos obter os melhores resultados, mas nem sempre estamos dispostos a fazer os “sacrifícios”, ou seja, mudar nossas práticas e nossos antigos hábitos.
Isto leva-nos a encarar as decisões como atos heróicos e momentâneos, tomados de forma impulsiva, quando a emoção prevalece sobre a razão.
Constantemente ouvimos empresários relatarem suas experiências, colocando no mercado a justificativa para suas perdas de rendimentos, dificuldades em atenderem, venderem serviços e produtos. Porém ao serem questionados sobre o que estão fazendo dentro das empresas, para reverterem a situação, ainda ouço: - “Mas o que eu posso fazer?”
Muitos não conseguem fazer a leitura crítica de suas práticas, identificando suas falhas de controle e planejamento. Na verdade, trabalha-se muito no segmento automotivo, porém muitas vezes sem “foco”, não estabelecendo claramente onde deseja-se chegar.A falta de metas e de clareza nos resultados, provoca imediatismos, pois quando as oficinas estão cheias, as lojas vendendo, os distribuidores abastecendo o mercado, não existe a mesma preocupação em discutir processos e procedimentos. Aliás, não há monitoramento e controle quanto ao que fazemos e os resultados são medidos apenas pela capacidade em pagarmos as contas e não baixarmos nossas retiradas.
É preciso rever nosso pensamento e nossos comportamentos, se quisermos atingir um ponto de equilíbrio em nossas empresas. Temos que sair um pouco do operacional e nos dedicarmos um pouco mais ao planejamento. Precisamos entender o que significa planejar e ainda, adquirirmos o hábito de olharmos para trás e vermos o que fizemos e os resultados que obtivemos, tanto positivos como negativos.Mais ainda, termos a coragem de assumirmos nossos erros e aceitarmos aprender uma forma diferente de trabalhar.Precisamos aproveitar melhor o tempo, não esperando que o problema entre em nossa empresa para reagirmos. È preciso ser pró-ativo e deixarmos o imediatismo para os amadores.
Somos profissionais que podem reagir as mudanças do mercado como também podemos influenciá-lo.
O que desejamos para o futuro, precisamos começar a planejar hoje.Mais ainda, precisamos fazer a lição de casa que exige: dedicação, prontidão, vontade e racionalidade sobre nossa administração.
O imediato nem sempre é o que irá se manter, pode ser apenas o mais fácil não o mais duradouro.
Aí reside a diferença entre o eficiente e o mais eficaz.

A prática da paz

Vivemos tempos de guerra. Tempo em que saímos as ruas, sem a certeza de que voltaremos para nossos lares.Pior que esta percepção, é o sentimento de perda de proteção ou , descrença na seriedade de nossas Instituições Governamentais.
Tempo de revisão de valores sobre o que é importante e o que é essencial. Lendo um livro:”Os 7 hábitos das pessoas muitos eficazes”, li algo que me fez refletir.O autor fala sobre a ética da personalidade e do caráter. Mostra-nos que hoje: Parecer Ser é mais importante do que, Ser de fato.
A ética da personalidade, que consiste em você se moldar as exigências sociais, prevalece sobre a ética do caráter que considera a base do sucesso a integridade, persistência, coragem, justiça,diligência e a integridade.
A frase “ De tão habituados a colher onde não semeamos, tenhamos esquecido da necessidade de semear”.As pessoas sempre colhem o que semeiam, não há atalhos.
Diante de todas estas idéias, pensei em Nós. Pensei no Grupo do qual fazemos parte e da importância que ele ocupa em nossa vida. Refleti sobre a necessidade inerente ao ser humano de se agrupar para cultivar e promover a manutenção de valores. De poder em grupo, praticar a ética do caráter, mesmo que não seja esta a tônica pregada pelos homens que detêm o poder da informação, da força e de promoverem a guerra, com argumentos de que desejam a PAZ.
Tempos de guerra, pedem gestos concretos pela paz. Gestos que possam ser praticados em nossa casa, junto aos nossos familiares.Gestos que possam ser praticados em nossa empresa e em nosso Grupo de Trabalho.
A prática e o exercício de semear o bem, precisam voltar a fazer parte de nossa rotina. O desejo de que podemos Ser, deve prevalecer sobre a pressão social em Ter.
Se cultivarmos a ética do caráter, não nos curvaremos a representar um personagem passivo e alienado, o qual nos obrigam a interpretar, tentando tirar de nós nosso senso crítico e nossa capacidade de indignação.Mais ainda, tentam tirar de nós a fé, a esperança e o sentimento de compaixão.
A intolerância, o orgulho e a vaidade, tornam a arte do Poder, um instrumento frágil e inoperante, nas mãos daqueles que se omitem, perante as aflições da humanidade.
A necessidade de estarmos em Grupo, se traduz hoje não apenas pela necessidade humana de nos integrarmos, mas de nos protegermos e proteger nossas crenças, sentimentos e utopias.De não nos perdermos entre a multidão confusa entre o que ético, moral ou legal; sem referências ou perspectivas de melhorias em sua vida,de seus filhos e amigos.
O Grupo representa um espaço de exercício humano, onde podemos praticar a ajuda mútua, sem interesses;o amor fraterno que prevalece sobre as diferenças;o aprendizado empírico que reforça as ideologias e práticas tecnológicas. A humanização das relações, sobre a superficialidade dos encontros informais e descomprometidos com os interesses comuns e a felicidade coletiva.
O encontro pode ser ocasional, porém permanecermos juntos, é opcional. O re-encontro é um desejo planejado, transformado em realidade através de nossa disponibilidade em querermos estar junto com o outro.
Todos os meses, temos oportunidades de nos re-encontrarmos e experimentarmos emoções que fortaleçam o verdadeiro encontro, que não é de pessoas mas de almas e mentes que acreditam no poder da construção coletiva.Que nossos encontros sejam sempre motivo de celebração da vida.
Que saibamos valorizar este presente que construímos juntos, pois fizemos-nos merecedores e protagonistas desta história de 12 anos de convivência.
Que Deus possa iluminar nossas mentes e nos mobilizar para vermos as oportunidades que temos em Grupo, de promovermos a PAZ e de desenvolvermos a ética do caráter entre nós.
Paz a todos.
Vânia

Competências dos Diretores Executivos mais eficientes:

Liderança – Capacidade em inspirar e guiar indivíduos e grupos


Líderes destacados, conforme pesquisa realizada por Daniel Goleman, revelou que a competência emocional corresponde, de forma geral, a cerca de dois terços dos ingredientes do desempenho de um profissional de ponta.

Competências Emocionais, ao contrário das dicas técnicas ou cognitivas, correspondem entre 80% a 100% das que são apontadas pelas próprias companhias como cruciais para o êxito. A Competência emocional interage com as demais Mathev Juechter, presidente da American Siciety for Training and Development, afirma: “A Liderança é quase só inteligência emocional”.

Competências dos Diretores Executivos mais eficientes:

1 – Competências Pessoais como busca de realização, autoconfiança e engajamento.

2 – Competências Sociais como influência, percepção política e empatia.

Essa ampla gama de capacidades caracteriza os diretores executivos de alto desempenho na Ásia, nas Américas e na Europa

3 - Competências Cognitivas - como pensamentos estratégicos, pensamento conceitual e visão de futuro, identificando padrões relevantes m meio à enxurrada de informações.

O poder de um líder de estabelecer um tom emocional positivo ou negativo numa organização; interferem diretamente no desempenho da equipe.

Existem líderes que priorizam a execução de tarefas, outros, as relações de equipe.

De qualquer forma, a liderança exige tomada de decisões que requerem um equilíbrio entre atuar de forma firme, utilizando o poder da posição que detém e usar de persuasão.

O Líder não deve ser passivo, preocupando-se em ser “querido”, não se comprometendo com resultados.

A incompetência pode ser revelada em algo muito comum, como esquivar-se de assumir a direção e deixar que ela vá se arrastando sinuosamente, em vez de conduzí-la diretamente.

De qualquer modo, o Líder precisa estar em constante preparo e aprendizagem, para adequar sua postura aos objetivos propostos.

A força do ECO

Olharmos as dificuldades e não as possibilidades, é uma característica comum nos seres humanos.
Fomos educados a pensar “Não” e pouco exercitamos os “Sins”
Ser otimista passou a ser uma habilidade pouco estimulada e os que a praticam, muitas vezes são vistos como alienados poéticos.
Pois bem, tudo é uma questão de opção. Todos os dias temos oportunidades de escolhas, embora em alguns momentos possamos acreditar que tudo já está definido e não há nada a fazer.
Os fatos e acontecimentos, independem de nossa vontade, porém a maneira como reagirmos a eles, fazem toda diferença.
Certo dia, um empresário falou-me: -”Será que eu deveria reclamar mais? Parece que quem não lamenta, ou proclama a todos suas dificuldades , é mais aceito que aqueles que estão sempre procurando ver as coisas de outra forma.”
O fato de não estarmos o tempo todo reclamando, não significa que não tenhamos dificuldades.
Indo para São Paulo, em uma destas minhas viagens de Pássaro Marrom, ouvi uma passageira contar a outra a seguinte história : “ Um jovem que só reclamava da vida e de suas amarguras, encontrou um homem que orientou-lhe a subir a montanha do ECO para fazer uma terapia breve. Pediu a ele que lá, falasse tudo que estava em sua mente e que constantemente dizia para seus funcionários, amigos e parentes. Que gritasse e colocasse para fora tudo que pensava sobre o mundo, seus negócios , sua família. Assim ele o fez. Após algum tempo , ele percebeu que tudo que ele falava voltava para ele com a mesma força.
Resolveu então, gritar coisas boas, seus sonhos, sentimentos bons que um dia cultivou e começou a sentir algo estranho, diferente da sensação anterior, pois enquanto gritava coisas negativas, sentia um aperto no peito e uma revolta o envolvia, causando-lhe um mau estar.
Quando mudou as palavras, o ECO gerou nele sentimentos de vitória, entusiasmo e paz.
Assim desceu a montanha decidido a não exaltar as coisas que não lhe fazia bem, pois em nada o ajudavam.Tomou a sua decisão ao perceber que enquanto ele só via as dificuldades, mais força elas ganhavam sobre ele.
Meus queridos, pois tomo a liberdade de chamá-los desta forma.No Grupo encontramos muitos ECOS. Para cada palavra nossa, podemos provocar este ECO, seja positivo ou negativo. Na vida não é diferente.Temos diferentes papéis a desempenhar e em cada um deles, nossos sentimentos se manifestam de forma a comprometer nossas reações perante situações de perdas, inquietações e oportunidades.
Temos em nosso Grupo pessoas que desempenham outros papéis, além de serem empresários.
São filhos, mães, pais, irmãos,esposas, avós,maridos, amantes,cristãos,voluntários, cidadãos, entre outros. Para cada situação estabelecemos comportamentos que revelam a maneira como os sentimentos são processados em nossa mente.
Geralmente, as pessoas nos oferecem o ECO daquilo que fazemos, mostrando-nos que o que oferecemos, recebemos de volta.

Procrastinar: ato de adiar, atrasar, deixar para depois.

Diante desta definição, podemos refletir sobre como agimos no dia-a-dia.
Conseguimos identificar o que é urgente, importante e acidental?
Na verdade a organização do tempo está intimamente vinculada ao estabelecimento de prioridades. Quando temos muitas coisas por fazer, cabe uma análise sobre o que o atraso, poderia nos trazer de aborrecimentos e complicações. Assim, pode ser mais interessante , fazer o que precisa ser feito por nós mesmos e não adiarmos, ou transferirmos para outros.
O ato de procrastinar, pode nos trazer sérios transtornos . Um pesquisador da USP, defendeu sua tese de mestrado afirmando que pessoas que utilizam desta prática, tornam-se pessoas não confiáveis nas organizações. Ou seja, as pessoas percebem com o tempo que não podem contar com ela, deixando de oferecer-lhe tarefas de maior responsabilidade.
O que pode ser engraçado no início, torna-se trágico quando se trata de relacionamentos que exigem precisão e pró-atividade.
Nos tempos atuais, a velocidade da informação adquire aspectos cada vez mais exigentes. Ninguém tem tempo ou quer esperar. Tudo é pra ontem e na maioria das vezes, ocorrem com atraso e sem a qualidade necessária.
Assim, vamos refletir como cada um de nós, enquanto prestadores de serviço agimos em relação aos nossos compromissos.
Estamos sempre deixando pra última hora, pois gostamos de adrenalina? Gostamos do perigo?Ficamos esperando a melhor idéia que surge sempre no último momento?
Este especialista da USP, em entrevista afirmou que pessoas que deixam as coisas pra última hora, ou adiam muito, na verdade são inseguras e temem o fracasso. Assim utilizam-se da falta de tempo para justificarem seus trabalhos: “Se eu tivesse mais tempo, ficaria melhor”.Por não confiarem em sí mesmas, ficam aguardando por algo que possa livrar-lhe do compromisso e na última hora , seja dispensado da tarefa.
O momento nos solicita uma reflexão: Que profissionais somos? Que profissionais desejamos ser?
O que precisamos rever em nosso comportamento, para que tenhamos melhores resultados? Aliás , como avaliamos nossos resultados diários?
Nossos relacionamentos, podem nos dar este feedback. Se as pessoas estão sempre nos cobrando algo, ou ainda se estamos sempre sendo pressionados, podem ser sinais ou sintomas de nossa procrastinação.
Vamos refletir e começar a entender melhor:
O que é importante: Precisa ser feito por nós.Agrega valor ao trabalho
O que é urgente: Não pode ser adiado, pois já era importante e agora, já não temos mais tempo para adiamentos.Geralmente não agrega valor e sim estresse, culpa e cobrança.
O que é acidental? Vai acontecer de qualquer forma, independente de nós.
Como todos nós , estamos sempre em processo de aprendizagem, vale a pena nos auto-avaliarmos e promovermos um plano de mudança e melhoria pessoal.

Bom trabalho!

sábado, 11 de setembro de 2010

SORVETE DE BAUNILHA E A GM:

Olhem como qualquer reclamação de um cliente pode levar a uma descoberta
totalmente inesperada do seu produto. Parece coisa de louco, mas não é. Esta é a moral de uma história que está circulando de boca em boca entre os principais especialistas
norte-americanos em atendimento ao cliente.
A história ou "causo", como está sendo batizada aqui no Brasil, começa
quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu
uma curiosa carta de reclamação de um cliente. Eis o que ele escreveu:
“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por
não me responder. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma
tradição em nossa família, que é a de comer sorvete depois do jantar.
Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e
eu sou o encarregado de ir comprá-lo. Recentemente comprei um novo Pontiac
e, desde então, minhas idas à sorveteria se transformaram num problema.
Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o
carro não funciona se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro
funciona normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é que
estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99".
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa
acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério e
mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.
O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de
vários carros foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac. O engenheiro
sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro efetivamente não
funcionou.
O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o mesmo
trajeto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só não
pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a
fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis e, depois
de duas semanas, chegou a primeira grande descoberta. Quando escolhia
baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque este tipo de sorvete
estava bem na frente.
Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de
compra era muito mais reduzido no caso da baunilha, em comparação com o
tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso, os
vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida
fosse instantânea.
A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de
combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha
99. Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da
reforma do que não pegava com sorvete de baunilha. A GM distribuiu também
um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as
reclamações mais estapafúrdias “porque pode ser que uma grande inovação •esteja por atrás de um sorvete de baunilha” diz a carta da GM.
Isso serve para as empresas nacionais que não tem o costume de dar atenção
a seus clientes, tratando-os até mal. Com certeza esse consumidor americano
comprará um outro Pontiac, porque qualidade não está dentro da empresa,
está também no atendimento que despendemos aos nossos clientes.

"Tempos Loucos, exigem empresas Malucas”.

Tom Peters.

VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:

1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;
2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;
3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e volta para buscá-lo;
4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café;
5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,...;
6. Você não sabe o preço de um envelope comum;
7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);
8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular !!);
Você digita o '0' para telefonar de sua casa;
10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando já escureceu de novo;
11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;
11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;
12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9;
13. Você retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11;
14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;
15. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;
16. Provavelmente agora você vai clicar no botão ''Encaminhar''... É a vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também...

Feliz modernidade !!!j

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O PRINCÍPIO 90/10 - Stephen Covey

Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.
O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho.
Mas, você é quem determinará os outros 90%. Como ? Com sua reação.
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação. Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai para o trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. De atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso para o dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã. Pense: por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?

A resposta correta é a E). Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim. O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "Está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente.
Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10.
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.

Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia.
Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabe ça. Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10. Pode mudar a sua vida!
Para complementar o texto, segue uma historinha...
"O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.
NINGUÉM PODE ESTRAGAR O SEU DIA, A MENOS QUE VOCÊ PERMITA!

Fique de olho em seu negócio

Prezados leitores, não sou contadora, nem analista financeira. Porém, como consultora de recursos humanos, tenho visitado inúmeras empresas de reparação e reposição que simplesmente ignoram o que chamamos de controle financeiro. Compram e vendem, sem uma análise apurada de resultados e lucratividade, não fazem um inventário de seu estoque e recorrem a empréstimos bancários, com tarifas altíssimas, para financiar o décimo terceiro dos funcionários.
É preciso estar atento e fazer o controle financeiro da empresa o quanto antes. Torna-se uma tarefa de rotina quando encarada como procedimento fundamental para a sobrevivência do negócio.
Não se faz investimento se não soubermos onde queremos chegar e, principalmente, como a empresa está se comportando no mercado.
Muitos empresários de formação técnica fogem desta tarefa e acabam entregando nas mãos de um funcionário considerado de confiança, ou não fazem o trabalho como deveria ser feito. Assim, acabam se decepcionando com o que pensavam ser uma empresa rentável.
Não se pode conduzir uma empresa com controles amadores ou superficiais. É o futuro de uma vida de trabalho que está em jogo. A empresa não deve ficar anotada simplesmente em um caderninho, guardado em uma gaveta. Ela deve estar sendo monitorada a cada investimento realizado, a cada conta a pagar e receber, planilhada e com dados bem apurados.
Muitas vezes a situação chega ao limite e os proprietários perdem o controle, não sabendo mais quanto ganham ou quanto precisam para manter a empresa aberta.
Trabalhar os Recursos Humanos das empresas passa também por esta discussão, já que a finalidade do negócio é gerar renda. Porém, renda é conseqüência de boa administração, com pessoas capacitadas para analisar números e tomar decisões certas para o desenvolvimento e melhoria constante do negócio.
Pessoas capacitadas tornam o gerenciamento eficaz, e o plano de desenvolvimento torna-se sustentável.
O funcionário fica mais seguro quando percebe a solidez da empresa e sua competência em gerar recursos financeiros para o crescimento de todos. Porém, uma empresa que não zela por seu patrimônio, nem trabalha com resultados e metas, está sempre a mercê dos ventos do mercado e não consegue projetar o futuro, pois vive apenas administrando as perdas do presente.
Pensem nisto e reflitam:
“Eu sei quanto custa a minha empresa?”
“Eu sei quanto preciso faturar para mantê-la aberta?”
Quanto tempo por dia me dedico a analisar e fazer o controle financeiro da empresa?”
Se você ainda não parou para pensar nisto, aproveite e comece hoje a se dedicar a esta tarefa de casa.

O profissional aprendiz

Quero convidar a todos para uma reflexão acerca do nosso comportamento e formas como reagimos as mais diversas situações do dia-a-dia.
Muito se tem visto, ouvido e falado sobre as constantes exigências do mercado, sobre a competitividade e busca pela qualidade na prestação de serviço, como na venda de produtos. Isto tem levado muitos profissionais de volta para a sala de aula, com o propósito de assimilar novos conhecimentos que possam ser aplicados a esta nova realidade. No entanto existem barreiras que precisam ser derrubadas no contexto emocional. Primeiro, precisamos nos libertar de algumas experiências, que acabaram marcando negativamente nossa trajetória escolar. É comum ouvir pessoas dizerem que detestam matemática, que tem dificuldade em elaborar uma redação e julgam-se incapazes de lerem um texto e explicarem o que entenderam. Quando questionadas sobre suas dificuldades, surge a figura de um professor. Na verdade a dificuldade de relacionamento com o professor acabou se estendendo para a matéria e dificultando o aprendizado. Isto nos remete a uma reflexão: aprendemos melhor quando existe uma relação afetiva positiva entre quem ensina e quem aprende. A inteligência é movida pela emoção. Assim, quando colocamos a nossa emoção à disposição do nosso desenvolvimento intelectual, o aprendizado é mais rápido e significativo.
O que eu estou tentando demonstrar é que nossa inteligência e nossa criatividade são movidas pelas nossas habilidades emocionais.
Assim temos que buscar este aprendizado, até como pré-requisito para qualquer setor em que venhamos atuar. Precisamos explorar mais nossas reações e os sentimentos que nos impulsionam, para termos maior consciência e controle sobre eles. Muitos autores afirmam: o profissional de sucesso é aquele que adquire seu autoconhecimento e busca seu autodesenvolvimento abrangendo não apenas aspectos intelectuais, mas também emocionais, físico, espiritual e social. É preciso estar bem consigo, para estar bem com as pessoas que estão ao redor. É preciso Ser ,antes mesmo do Ter. Somos pessoas empreendedoras, simpáticas, otimistas, negativas ou tristes, independente do que temos. Para ser um bom vendedor, representante, gerente ou supervisor, faz-se necessário um reconhecimento de quem somos, qualquer que seja o nosso ofício. Certamente o que fazemos em nosso trabalho não representa tudo que ainda somos capazes de produzir. Assim, precisamos investir em nosso autoconhecimento, em nossas habilidades pessoais para que possamos encontrar uma coerência entre quem somos, o que fazemos e como podemos fazer. Existe uma definição de aprendizagem que é muito utilizada pelos educadores: aprendizagem significa mudança de comportamento. Podemos afirmar que aprendemos algo, quando mudamos nosso comportamento, caso contrário, as informações, os cursos, não tiveram o aproveitamento necessário e eficaz. Adquirimos mais informações, mas não nos tornamos pessoas melhores. Logo, não podemos afirmar que aprendemos.