domingo, 16 de janeiro de 2011

Pais e Filhos

Prezados leitores, quero compartilhar com todos vocês uma reflexão importante a cerca dos relacionamentos familiares nas empresas; tema que tenho a oportunidade em acompanhar bem de perto, durante vários anos de experiência profissional.Na realidade este tema é extremamente delicado e merece uma análise profunda, pois em meus atendimentos em consultório pude acompanhar muitos pacientes através de trabalhos terapêuticos, em que as queixas eram solucionadas a partir de uma intervenção familiar.
Quando encontramos nas empresas, situações em que o espaço é compartilhado entre membros de uma mesma família, percebemos que alguns conflitos latentes, tornam-se mais evidenciados pelas expectativas que são geradas em relação a performace profissional. É comum que pais esperem de seus filhos, atitudes semelhantes as suas e ainda que projetem neles, sonhos que desejavam realizar e esperam que se confirmem através dos filhos.
Geralmente ,tais sentimentos tendem a impedir o crescimento profissional dos filhos que acabam atuando mais para agradar seus pais do que para promoverem a lucratividade do negócio.
Aspectos como : iniciativa, cumprimento de procedimentos, apresentação de resultados ficam comprometidos pela visão recíproca que se estabelece entre pais e filhos, pois os acertos não são tão evidenciados como os erros. Na verdade , a relação de amor e afeto estão sempre presentes, o que não necessariamente é ruim. O que dificulta é o fato de acharmos que por nos conhecermos há muitos anos, conhecemos todas as necessidades do outro e não precisamos conversar sobre elas.Pais e filhos se ajudam quando conseguem conversar sobre o negócio, independente do que pensam um do outro. Expõem idéias, sem competirem entre si, no sentido de provarem quem está certo e quem está errado.
Empresas familiares são riquíssimas em possibilidades de aprendizado e auto-conhecimento, fatores essenciais para o amadurecimento pessoal e profissional.Não podemos nos esquecer que antes dos pais assumirem este difícil papel, eles também foram filhos e continuam sendo. Eles também trazem em sua bagagem emocional, experiências vivenciadas com seus pais. Logo , espelham em seus filhos suas expectativas como Pais e também como Filhos . É comum ouvirmos dos pais: “Eu não tive do meu pai,nem um terço do que meu filho recebe de mim”.Logo se, meu pai fosse como eu sou, pra mim estaria ótimo.” Porém os filhos são outras pessoas, diferentes de seus pais, embora tragam uma herança genética na bagagem, ainda encontram espaço para colocar nesta bagagem suas próprias percepções e experiências. Assim, geralmente não reproduzem na íntegra o comportamento daqueles que os geraram. Podem ser melhores em alguns aspectos, ou apresentarem dificuldades que para seus pais, parecia sempre foi de fácil compreensão.
Desta forma, afirmo que vale a pena, pais e filhos investirem em uma relação saudável de diálogo, dentro e fora da empresa.Vale a pena se ouvirem e valorizarem o que cada um tem para ensinar ao outro. Pois, por mais experiência que um tenha em relação ao outro, sempre há algo novo para se aprender e algo antigo para se ensinar.

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