sexta-feira, 22 de junho de 2012

A difícil arte de viver em grupo


Os grupos são criados em função de uma necessidade.


Estes grupos, apesar de estarem no mesmo segmento, apresentam características diferentes quanto aos procedimentos operacionais. Têm ainda estruturas administrativas diferenciadas. Porém, em sua maioria são empresas familiares.

Como juntar empresas diferentes, com expectativas diferentes dentro de um grupo de trabalho e obter um resultado que agrade a todos?

Viver em grupo é uma arte. A convivência em grupo nos possibilita enxergar qualidades e fraquezas em nós que sozinhos não teríamos condições de ver. Penso que os grupos, antes mesmo de serem formados, precisam definir um perfil de empresas com as quais querem compartilhar e aprender. O princípio da confiança e ética junto a fornecedores, clientes e com o segmento é fundamental, pois trata-se de uma parceria, e só podemos trocar com quem estabelecemos vínculos relacionais. Não basta formar grupos utilizando apenas o critério de amizades, é necessário que nos conheçamos nos aspectos mais profissionais. Não precisamos pensar igual, mas precisamos nos respeitar o suficiente para ouvir idéias diferentes daquelas que trazemos como verdades absolutas.

Em grupo as experiências de quem tem 30 anos de empresa e os que têm cinco anos se complementam, não se sobrepõem. O que o mercado nos apresenta é novo para nós. Portanto, temos que pensar formas novas de atuação e nos desprendermos um pouco mais do passado. Não significa desprezá-lo, mas não utilizarmos sempre referências que ficaram lá atrás.

Os grupos exigem uma forma de organização, para que os encontros sejam produtivos e para que as pessoas saiam das reuniões com informações que as auxiliem nas questões administrativas, gerenciais, técnicas e comerciais, entre outras. As pessoas precisam ter espaço para falar e a capacidade incontestável em saber ouvir.

Quero aqui estimular as empresas a buscarem nos grupos uma forma de organização, na busca de novas soluções para um novo mercado que nasce a cada dia. Já aqueles que estão nos grupos devem buscar uma forma mais eficiente de somar esforços, pensando sempre não somente na sua necessidade particular, mas na sustentabilidade das empresas de modo geral. Os grupos são fortes quando cada empresa e seus administradores reconhecem sua força agregada a de outros que também são fortes em suas competências. Eles não substituem outras formas de organizações institucionais, como associações e sindicatos. Ao contrário, podem fortalecer tais órgãos representativos, exercitando em pequenos núcleos a participação consciente e comprometida com resultados. É possível construir algo melhor em grupo.



Vânia Lucia de Oliveira é psicopedagoga com especialização em Desenvolvimento de Recursos Humanos.

Um comentário:

  1. Grupo social


    Ivone Boechat


    O grupo não é uma simples soma de indivíduos, é um conjunto que nasce, adquire a própria individualidade, evolui. Quanto mais diferentes os indivíduos, mais possibilidades têm de compartilhar uns com os outros das suas experiências. Os iguais podem se atropelar. Quando se tem consciência disto, o grupo sai fortalecido pela troca e pela participação de cada um no crescimento do outro. Do contrário, vão contribuindo para que o ambiente se transforme num palco de "estrelas" e "rejeitados".
    Viver em grupo é, fundamentalmente, importante para o homem. Conviver é uma aprendizagem que deve ser desenvolvida, quanto mais cedo melhor!
    A postura dos integrantes do grupo deve estar pautada, primeiramente, na humildade, porque a participação de cada um é importante,
    A vida em grupo sempre beneficiou a sociedade, ainda mais quando o respeito é incentivado pela educação. Freud concluiu que “aprender a jogar na infância prepara para jogar na vida adulta e principalmente ensina a perder!”
    A convivência estimula o conhecimento, colocando erros e acertos a serviço do fortalecimento moral dos integrantes de um grupo, selecionando as atitudes que certamente darão subsídios necessários à formação de um grupo forte e unido que deve ser a base do crescimento.
    Michel Quoist, no seu livro Poemas para rezar, diz que "Em volta dos buracos os arames dão-se as mãos. Para não romper a roda, apertam com muita força o punho do companheiro: e assim é que, com buracos, conseguem fazer uma cerca". Sugere ainda uma oração para o grupo:
    "Senhor, na minha vida há uma porção de buracos. Há vazios também na vida dos meus vizinhos, mas se quiserem, vamos dar-nos as mãos, apertar bem com força e, juntos, fazer um belo rolo de tela para arrumar o paraíso".

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