O livro Empresas Feitas para Vencer, de Jim Collins, me foi tão bem
recomendado e por tantas pessoas que o comprei com uma expectativa nas alturas.
E as 395 páginas desta verdadeira obra-prima superaram todas as minhas
expectativas.
Good to great, do original em inglês, tem como
missão responder a pergunta: o que faz uma empresa
deixar de ser uma empresa boa para se tornar uma empresa excelente?
Para respondê-la, o autor convocou uma equipe de pesquisadores que se
debruçaram sobre números de diversas empresas de capital aberto que tenham
crescido muito mais do que a média de mercado
e do que suas concorrentes diretas num período de tempo extenso, de
mais de 15 anos.
As empresas teriam que ser de capital
aberto por conta do acesso aos dados. E o período tinha que ser extenso
para não ser obra do acaso, ou seja, fruto do trabalho de um CEO inspirado, por
exemplo. Os resultados obtidos pelos pesquisadores foram compilados em seis
princípios que foram o que o autor chamou de volante do crescimento.
Seis princípios básicos
Os tais seis princípios são divididos em três segmentos: pessoas
disciplinadas, pensamento disciplinado e ação disciplinada. No primeiro está o
princípio de ter um líder de nível cinco – sobre o qual já falei aqui
anteriormente – e de ter as pessoas certas no barco, escolhendo primeiro a
equipe e depois o que elas vão fazer.
Esse ponto especificamente me deixou animado e também preocupado. Eu não
sei se sou eu que não sei procurar, mas a coisa mais difícil que acho é
encontrar profissionais excelentes. Nem digo profissionais excelentes que
estejam desempregados, mas sim profissionais excelentes de qualquer área.
Aqueles que se destacam mesmo, que são mais do que “bons profissionais”.
Em pensamento disciplinado está o princípio de enfrentar a verdade nua e
crua, ou seja, não ficar fantasiando nem elaborando programas milagrosos para
fugir dos fatos (e isso acontece muito, pelo que mostra a pesquisa). O outro
princípio deste segmento é o que ele chamou de conceito do porco-espinho, que
vem a ser a interseção entre aquilo que a equipe da empresa ama fazer, aquilo
que a empresa é boa o suficiente para fazer e aquilo que move o motor econômico
da empresa.
Por fim, na ação disciplinada temos a importância da cultura da
disciplina e do uso da tecnologia
como um acelerador (e não como uma finalidade).
É complicado fazer um resumo com todas as revelações surpreendentes do livro, por isso sugiro que você leia e
aprenda muito com Jim Collins. Vale cada centavo.
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