Meus
amigos, quando estamos bem próximos do final do ano refletimos sobre a velocidade com que as
coisas aconteceram ou não. O tempo de fato não pára e parece estar trabalhando
em um ritmo cada vez mais acelerado .
Muitos
empresários aproveitam este momento para avaliarem o que foi planejamento e o que de fato foi realizado
no ano atual.
Se o planejamento foi escrito ou mesmo se ficou
nas mentes ,ainda assim é possível verificar como iniciamos e como estamos fechando o ano em termos de
realizações e superações.
O
que vemos, é um ano repleto de desafios financeiros, tributários, contábeis
como também , um ano de renovação de equipes de trabalho com a contratação de
novos perfis de profissionais com maior flexibilidade e abertura a novos
aprendizados.
Acompanho de perto o esforço de empresários
para se reinventarem, na busca de uma continuidade no mercado, como também
acompanho muito de perto, os custos desta reinvenção.
Com
tantas experiências vividas, decidi compartilhar com meus leitores alguns
aprendizados obtidos junto a estes empresários.
Um
destes aprendizados foi que , não dá para continuar administrando a empresa na
informalidade, ou com o jeitinho
“brasileiro”. È importante ter controles confiáveis de estoque, fluxo de caixa,
investimentos e lucratividade.
Ainda temos situações irregulares que tiram o
sono de muitos empresários, quando estes recebem uma fiscalização ou precisam
entregar seu imposto de renda.
Alguns insistem em não olhar os controles feitos
pela contabilidade, compram e vendem sem nota fiscal , desconsiderando as
exigências previstas em lei.
Além
dos controles contábeis e financeiros, faz-se necessário adequar vida pessoal
com as necessidades financeiras da empresa, ou seja, precisamos separar as
contas o quanto antes e fixarmos uma retirada fixa, ou pro labore compatível
aos cargos e aos cofres da empresa.
Torna-se
incongruente um discurso de economia, com uma prática de ostentação de
proprietários, demonstrando muitas vezes incoerência entre o que se fala para os
funcionários e aquilo que eles vêem como comportamentos dos Gestores da
empresa.
É
válido refletir sobre as competências existentes entre os familiares que ocupam
cargos na empresa, pois muitas vezes estes não estão devidamente preparados
para exercerem as responsabilidades do cargo.
Isto
pode gerar graves conflitos, pois nem sempre as relações de trabalho estão desvinculadas
das relações familiares ; logo os funcionários muitas vezes presenciam
discussões que fogem do âmbito técnico ou gerencial.
Situações
como estas, comprometem a credibilidade dos Gestores e o clima organizacional
da empresa, pois a todo momento os conflitos familiares ganham espaço, levando
toda empresa a uma perda de foco dos
resultados esperados.
A
distância das chefias das rotinas operacionais, também podem gerar problemas,
pois a falta de supervisão , faz com que
cada funcionário faça o que julga ser o melhor, gerando mudanças nos
procedimentos sem uma análise profunda sobre o impacto destas mudanças em
outros setores da empresa.
Delegar não significa deixar o funcionário “a
vontade” ou mesmo, “ afrouxar as regras”, pois quem muda um procedimento,muitas
vezes nem sabe porque ele existe.
Por
fim, chamo a atenção para as questões trabalhistas, que envolvem direitos e
deveres que foram acordados sob a forma de contrato e que muitas vezes, são
negligenciadas por ambas as partes.
Funcionários
que mudam seu horário de trabalho, sem comunicar sua chefia, alegando morarem
longe ou estudarem.
Porém
se esquecem que aceitaram o emprego e o
horário proposto , logo aceitaram receberem para cumprirem esta jornada de
trabalho.
Quanto
aos empregadores ; este também deslizam no cumprimento das leis, quando pedem
para os funcionários ficarem até mais tarde, sem pagarem pelas horas extras
trabalhadas. Chamam isto de comprometimento e se esquecem da jornada de
trabalho acordada entre as partes.
Todos
desejam ser atendidos em suas necessidades e interesses, mesmo que estes
prejudiquem a empresa como um todo.
È
necessário atingirmos uma maturidade profissional, capaz de transformar as
relações de trabalho, a ponto de não precisarmos de tantas interferências do
Estado nestas relações.
Estamos concluindo mais um ano de trabalho e
precisamos entender que o próximo, será continuidade deste, se não fizermos
nada diferente para mudar a situação.
Mudar
o calendário de um ano para o outro, não é garantia de mudança da realidade, se
os comportamentos permanecerem inalterados diante de novos cenários econômicos,
sociais , políticos e humanos.Vale a pena fazermos algo e não ficarmos apenas
nos queixando, acreditando que sempre foi assim e continuará sendo, pois a
solução não depende de nós.
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