sexta-feira, 22 de junho de 2012

Antes que o ano termine


Meus amigos, quando estamos bem próximos do final do ano  refletimos sobre a velocidade com que as coisas aconteceram ou não. O tempo de fato não pára e parece estar trabalhando em um ritmo cada vez mais acelerado .

Muitos empresários aproveitam este momento para avaliarem o que foi  planejamento e o que de fato foi realizado no  ano atual.

 Se o planejamento foi escrito ou mesmo se  ficou  nas mentes ,ainda assim é possível verificar como iniciamos  e como estamos fechando o ano em termos de realizações e superações.

O que vemos, é um ano repleto de desafios financeiros, tributários, contábeis como também , um ano de renovação de equipes de trabalho com a contratação de novos perfis de profissionais com maior flexibilidade e abertura a novos aprendizados.

 Acompanho de perto o esforço de empresários para se reinventarem, na busca de uma continuidade no mercado, como também acompanho muito de perto, os custos desta reinvenção.

Com tantas experiências vividas, decidi compartilhar com meus leitores alguns aprendizados obtidos junto a estes empresários.

Um destes aprendizados foi que , não dá para continuar administrando a empresa na informalidade, ou com o  jeitinho “brasileiro”. È importante ter controles confiáveis de estoque, fluxo de caixa, investimentos e lucratividade.

 Ainda temos situações irregulares que tiram o sono de muitos empresários, quando estes recebem uma fiscalização ou precisam entregar seu imposto de renda.

 Alguns insistem em não olhar os controles feitos pela contabilidade, compram e vendem sem nota fiscal , desconsiderando as exigências previstas em lei.

Além dos controles contábeis e financeiros, faz-se necessário adequar vida pessoal com as necessidades financeiras da empresa, ou seja, precisamos separar as contas o quanto antes e fixarmos uma retirada fixa, ou pro labore compatível aos cargos e aos cofres da empresa.

Torna-se incongruente um discurso de economia, com uma prática de ostentação de proprietários, demonstrando muitas vezes incoerência entre o que se fala para os funcionários e aquilo que eles vêem como comportamentos dos Gestores da empresa.

É válido refletir sobre as competências existentes entre os familiares que ocupam cargos na empresa, pois muitas vezes estes não estão devidamente preparados para exercerem as responsabilidades do cargo.

Isto pode gerar graves conflitos, pois nem sempre as relações de trabalho estão desvinculadas das relações familiares ; logo os funcionários muitas vezes presenciam discussões que fogem do âmbito técnico ou gerencial.

Situações como estas, comprometem a credibilidade dos Gestores e o clima organizacional da empresa, pois a todo momento os conflitos familiares ganham espaço, levando toda  empresa a uma perda de foco dos resultados esperados.

A distância das chefias das rotinas operacionais, também podem gerar problemas, pois  a falta de supervisão , faz com que cada funcionário faça o que julga ser o melhor, gerando mudanças nos procedimentos sem uma análise profunda sobre o impacto destas mudanças em outros setores da empresa.

 Delegar não significa deixar o funcionário “a vontade” ou mesmo, “ afrouxar as regras”, pois quem muda um procedimento,muitas vezes  nem sabe porque ele existe.

Por fim, chamo a atenção para as questões trabalhistas, que envolvem direitos e deveres que foram acordados sob a forma de contrato e que muitas vezes, são negligenciadas por ambas as partes.

Funcionários que mudam seu horário de trabalho, sem comunicar sua chefia, alegando morarem longe ou estudarem.

Porém se esquecem que  aceitaram o emprego e o horário proposto , logo aceitaram receberem para cumprirem esta jornada de trabalho.

Quanto aos empregadores ; este também deslizam no cumprimento das leis, quando pedem para os funcionários ficarem até mais tarde, sem pagarem pelas horas extras trabalhadas. Chamam isto de comprometimento e se esquecem da jornada de trabalho acordada entre as partes.

Todos desejam ser atendidos em suas necessidades e interesses, mesmo que estes prejudiquem a empresa como um todo.

È necessário atingirmos uma maturidade profissional, capaz de transformar as relações de trabalho, a ponto de não precisarmos de tantas interferências do Estado nestas relações.

 Estamos concluindo mais um ano de trabalho e precisamos entender que o próximo, será continuidade deste, se não fizermos nada diferente para mudar a situação.

Mudar o calendário de um ano para o outro, não é garantia de mudança da realidade, se os comportamentos permanecerem inalterados diante de novos cenários econômicos, sociais , políticos e humanos.Vale a pena fazermos algo e não ficarmos apenas nos queixando, acreditando que sempre foi assim e continuará sendo, pois a solução não depende de nós.

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