As
empresas representam espaços de disputa, em que constantemente somos colocados
em situações de conflitos que geram, de alguma forma, novas aprendizagens sobre
relacionamentos.
Investir nos
relacionamentos tornou-se tarefa obrigatória para quem deseja manter-se
competitivo no mercado, pois administrar a pressão, o medo e o stress que
afetam o desempenho das equipes corresponde a uma decisão estratégica que
precisa ser tomada com consciência pelos líderes.
O
estilo de liderança na empresa pode definir o nível de eficiência e eficácia
das equipes. “O peixe apodrece pela cabeça”. Esta frase me fez pensar que se
não houver um firme propósito de mudanças, por aqueles que detém o poder de
decisão, de nada vale investir na equipe. A equipe é fruto da liderança e
responde fielmente a sua prática no cotidiano.
Relacionamentos são
construídos em torno de necessidades sociais, emocionais, comerciais e
técnicas. Mesmo que as pessoas estejam ligadas por interesses de venda e
compra, existem aspectos intrínsecos que formam os vínculos afetivos nas
relações entre coordenadores e coordenados.
As pessoas sentem e
pensam sobre seus sentimentos. Tais sentimentos acompanham seu comportamento e
definem sua forma de se posicionar diante dos conflitos e situações que exigem
negociação.
Cabe-nos refletir
sobre o poder da liderança nas empresas, pois conforme pesquisas realizadas por
Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, a competência
emocional corresponde a cerca de dois terços dos ingredientes do desempenho de
um profissional de ponta. Esta competência, ao contrário das dicas técnicas e
intelectuais, corresponde entre 80% e 100% das apontadas pelas próprias
companhias como cruciais para o êxito. A competência emocional interage com as
demais e define o sucesso ou fracasso de uma empresa.
Assim, competências
pessoais, sociais e intelectuais precisam ser desenvolvidas constantemente
através de programas de capacitação e desenvolvimento pessoal. Estes devem
atender aos propósitos de promover os profissionais que deverão estar à frente
de equipes de trabalho. Liderar é a capacidade em inspirar e guiar indivíduos e
grupos. Os líderes precisam adquirir ou desenvolver habilidades de engajamento
e encorajamento de melhorias contínuas com suas equipes.
Vale a pena estarmos
sempre atentos às redes de relacionamentos que estão sendo formadas na empresa
e, principalmente, estarmos sensíveis aos sentimentos da equipe com relação aos
objetivos propostos e procedimentos adotados na resolução de problemas.
É fundamental
investirmos em lideranças comprometidas com um processo de
auto-desenvolvimento. Pessoas que aceitam e desejam investir em sua melhoria
emocional, buscando auto-realização através do trabalho e auto-conhecimento
através das dificuldades encontradas nos relacionamentos cotidianos.
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