sexta-feira, 22 de junho de 2012

As relações que determinam o sucesso nas empresas



 Cultivar práticas de melhoria nas empresas requer um olhar profundo sob nossas próprias crenças. As crenças acompanham nossas ações diárias e subsidiam qualquer processo de mudanças.

As empresas representam espaços de disputa, em que constantemente somos colocados em situações de conflitos que geram, de alguma forma, novas aprendizagens sobre relacionamentos.

Investir nos relacionamentos tornou-se tarefa obrigatória para quem deseja manter-se competitivo no mercado, pois administrar a pressão, o medo e o stress que afetam o desempenho das equipes corresponde a uma decisão estratégica que precisa ser tomada com consciência pelos líderes.

O estilo de liderança na empresa pode definir o nível de eficiência e eficácia das equipes. “O peixe apodrece pela cabeça”. Esta frase me fez pensar que se não houver um firme propósito de mudanças, por aqueles que detém o poder de decisão, de nada vale investir na equipe. A equipe é fruto da liderança e responde fielmente a sua prática no cotidiano.

Relacionamentos são construídos em torno de necessidades sociais, emocionais, comerciais e técnicas. Mesmo que as pessoas estejam ligadas por interesses de venda e compra, existem aspectos intrínsecos que formam os vínculos afetivos nas relações entre coordenadores e coordenados.

As pessoas sentem e pensam sobre seus sentimentos. Tais sentimentos acompanham seu comportamento e definem sua forma de se posicionar diante dos conflitos e situações que exigem negociação.

Cabe-nos refletir sobre o poder da liderança nas empresas, pois conforme pesquisas realizadas por Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, a competência emocional corresponde a cerca de dois terços dos ingredientes do desempenho de um profissional de ponta. Esta competência, ao contrário das dicas técnicas e intelectuais, corresponde entre 80% e 100% das apontadas pelas próprias companhias como cruciais para o êxito. A competência emocional interage com as demais e define o sucesso ou fracasso de uma empresa.

Assim, competências pessoais, sociais e intelectuais precisam ser desenvolvidas constantemente através de programas de capacitação e desenvolvimento pessoal. Estes devem atender aos propósitos de promover os profissionais que deverão estar à frente de equipes de trabalho. Liderar é a capacidade em inspirar e guiar indivíduos e grupos. Os líderes precisam adquirir ou desenvolver habilidades de engajamento e encorajamento de melhorias contínuas com suas equipes.

Vale a pena estarmos sempre atentos às redes de relacionamentos que estão sendo formadas na empresa e, principalmente, estarmos sensíveis aos sentimentos da equipe com relação aos objetivos propostos e procedimentos adotados na resolução de problemas.

É fundamental investirmos em lideranças comprometidas com um processo de auto-desenvolvimento. Pessoas que aceitam e desejam investir em sua melhoria emocional, buscando auto-realização através do trabalho e auto-conhecimento através das dificuldades encontradas nos relacionamentos cotidianos.


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