terça-feira, 14 de setembro de 2010

A prática da paz

Vivemos tempos de guerra. Tempo em que saímos as ruas, sem a certeza de que voltaremos para nossos lares.Pior que esta percepção, é o sentimento de perda de proteção ou , descrença na seriedade de nossas Instituições Governamentais.
Tempo de revisão de valores sobre o que é importante e o que é essencial. Lendo um livro:”Os 7 hábitos das pessoas muitos eficazes”, li algo que me fez refletir.O autor fala sobre a ética da personalidade e do caráter. Mostra-nos que hoje: Parecer Ser é mais importante do que, Ser de fato.
A ética da personalidade, que consiste em você se moldar as exigências sociais, prevalece sobre a ética do caráter que considera a base do sucesso a integridade, persistência, coragem, justiça,diligência e a integridade.
A frase “ De tão habituados a colher onde não semeamos, tenhamos esquecido da necessidade de semear”.As pessoas sempre colhem o que semeiam, não há atalhos.
Diante de todas estas idéias, pensei em Nós. Pensei no Grupo do qual fazemos parte e da importância que ele ocupa em nossa vida. Refleti sobre a necessidade inerente ao ser humano de se agrupar para cultivar e promover a manutenção de valores. De poder em grupo, praticar a ética do caráter, mesmo que não seja esta a tônica pregada pelos homens que detêm o poder da informação, da força e de promoverem a guerra, com argumentos de que desejam a PAZ.
Tempos de guerra, pedem gestos concretos pela paz. Gestos que possam ser praticados em nossa casa, junto aos nossos familiares.Gestos que possam ser praticados em nossa empresa e em nosso Grupo de Trabalho.
A prática e o exercício de semear o bem, precisam voltar a fazer parte de nossa rotina. O desejo de que podemos Ser, deve prevalecer sobre a pressão social em Ter.
Se cultivarmos a ética do caráter, não nos curvaremos a representar um personagem passivo e alienado, o qual nos obrigam a interpretar, tentando tirar de nós nosso senso crítico e nossa capacidade de indignação.Mais ainda, tentam tirar de nós a fé, a esperança e o sentimento de compaixão.
A intolerância, o orgulho e a vaidade, tornam a arte do Poder, um instrumento frágil e inoperante, nas mãos daqueles que se omitem, perante as aflições da humanidade.
A necessidade de estarmos em Grupo, se traduz hoje não apenas pela necessidade humana de nos integrarmos, mas de nos protegermos e proteger nossas crenças, sentimentos e utopias.De não nos perdermos entre a multidão confusa entre o que ético, moral ou legal; sem referências ou perspectivas de melhorias em sua vida,de seus filhos e amigos.
O Grupo representa um espaço de exercício humano, onde podemos praticar a ajuda mútua, sem interesses;o amor fraterno que prevalece sobre as diferenças;o aprendizado empírico que reforça as ideologias e práticas tecnológicas. A humanização das relações, sobre a superficialidade dos encontros informais e descomprometidos com os interesses comuns e a felicidade coletiva.
O encontro pode ser ocasional, porém permanecermos juntos, é opcional. O re-encontro é um desejo planejado, transformado em realidade através de nossa disponibilidade em querermos estar junto com o outro.
Todos os meses, temos oportunidades de nos re-encontrarmos e experimentarmos emoções que fortaleçam o verdadeiro encontro, que não é de pessoas mas de almas e mentes que acreditam no poder da construção coletiva.Que nossos encontros sejam sempre motivo de celebração da vida.
Que saibamos valorizar este presente que construímos juntos, pois fizemos-nos merecedores e protagonistas desta história de 12 anos de convivência.
Que Deus possa iluminar nossas mentes e nos mobilizar para vermos as oportunidades que temos em Grupo, de promovermos a PAZ e de desenvolvermos a ética do caráter entre nós.
Paz a todos.
Vânia

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