terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vamos nos Comunicar?

A comunicação nas Empresas, sempre foi alvo de desencontros, pois muitas coisas são tratadas apenas verbalmente, não havendo a prática de se registrar o que foi dito, nem tão pouco os encaminhamentos definidos como sendo necessários.
Em Oficinas,Centros Automotivos,Auto Peças e Distribuidoras, geralmente encontramos certas resistências quando tratamos de implantações de check-list, controles de resultados, Ordens de Serviço,etc, pois a pressa na execução do serviço ou no atendimento do pedido, faz com que os profissionais queimem etapas importantes de procedimentos preventivos.
A falta de prática em promovermos anotações, cria uma cultura de “negação aos papéis”, pois os mesmos retardam os atendimentos.
Quantas vezes, serviços são refeitos, prejuízos são acumulados, devido a falta de informações nos diagnósticos, bem como a falta de leitura do que está escrito, por parte daqueles que estão diretamente envolvidos na execução do trabalho.
È comum ouvirmos os reparadores, reclamarem do atendimento do balconista, que pouco explora as informações e enviam peças erradas, gerando re-trabalho.Por outro lado, temos os balconistas que se queixam do reparadores que solicitam as peças erradas , por não conhecerem as especificações de aplicação, o código do produto,etc. Os motoqueiros que se queixam de sairem várias vezes, para o mesmo destino, pois os reparadores não solicitam as peças de uma única vez.
Enfim, todos se queixam de todos. Porém onde reside e começa o problema?
Em quem compra, que não identifica claramente o que deseja?
Em quem vende, que não faz questionamentos sobre a aplicação do produto a ser adquirido e que muitas vezes não conhece o produto que está vendendo?
Do motoqueiro que está sempre apressado em ir buscar a peça?
Há quem diga que nossos profissionais não têm o hábito de lerem. Agem por impulso e por ensaio e erro;isto porque não contabilizam as despesas geradas por transtornos gerados pela ineficiência de processos de comunicação.
Se formos mais a fundo, quantas vezes o colaborador é informado sobre as regras do jogo, já estando dentro da partida. Ou seja, as normas da empresa são passadas aos poucos, quando surgem os problemas e não logo no início do contrato. Aliás, o contrato muitas vezes é apenas de caráter moral, nada documentado, contando com o bom senso das partes envolvidas, que a princípio concordam com tudo e somente com a convivência, começam a questionar os acordos feitos, por se julgarem prejudicados .
Nossas empresas realmente precisam trabalhar na construção de uma nova cultura.
Precisamos criar em nossos profissionais , o hábito de documentar, de monitorar resultados e promoverem análises.
Certa vez perguntei aos colaboradores de uma empresa, se os mesmos sabiam quantos carros eram reparados por mês e ninguém soube me responder, pois não tinham este feedback.
Quantas peças foram vendidas? Quantas devoluções foram feitas? Quantos orçamentos perdidos?
Meus amigos vamos refletir sobre o óbvio:
Como atingir metas sem parâmetros ou comparativos?
Como visualizar o todo, fragmentando as informações?

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