Prezados leitores, não sou contadora, nem analista financeira. Porém, como consultora de recursos humanos, tenho visitado inúmeras empresas de reparação e reposição que simplesmente ignoram o que chamamos de controle financeiro. Compram e vendem, sem uma análise apurada de resultados e lucratividade, não fazem um inventário de seu estoque e recorrem a empréstimos bancários, com tarifas altíssimas, para financiar o décimo terceiro dos funcionários.
É preciso estar atento e fazer o controle financeiro da empresa o quanto antes. Torna-se uma tarefa de rotina quando encarada como procedimento fundamental para a sobrevivência do negócio.
Não se faz investimento se não soubermos onde queremos chegar e, principalmente, como a empresa está se comportando no mercado.
Muitos empresários de formação técnica fogem desta tarefa e acabam entregando nas mãos de um funcionário considerado de confiança, ou não fazem o trabalho como deveria ser feito. Assim, acabam se decepcionando com o que pensavam ser uma empresa rentável.
Não se pode conduzir uma empresa com controles amadores ou superficiais. É o futuro de uma vida de trabalho que está em jogo. A empresa não deve ficar anotada simplesmente em um caderninho, guardado em uma gaveta. Ela deve estar sendo monitorada a cada investimento realizado, a cada conta a pagar e receber, planilhada e com dados bem apurados.
Muitas vezes a situação chega ao limite e os proprietários perdem o controle, não sabendo mais quanto ganham ou quanto precisam para manter a empresa aberta.
Trabalhar os Recursos Humanos das empresas passa também por esta discussão, já que a finalidade do negócio é gerar renda. Porém, renda é conseqüência de boa administração, com pessoas capacitadas para analisar números e tomar decisões certas para o desenvolvimento e melhoria constante do negócio.
Pessoas capacitadas tornam o gerenciamento eficaz, e o plano de desenvolvimento torna-se sustentável.
O funcionário fica mais seguro quando percebe a solidez da empresa e sua competência em gerar recursos financeiros para o crescimento de todos. Porém, uma empresa que não zela por seu patrimônio, nem trabalha com resultados e metas, está sempre a mercê dos ventos do mercado e não consegue projetar o futuro, pois vive apenas administrando as perdas do presente.
Pensem nisto e reflitam:
“Eu sei quanto custa a minha empresa?”
“Eu sei quanto preciso faturar para mantê-la aberta?”
Quanto tempo por dia me dedico a analisar e fazer o controle financeiro da empresa?”
Se você ainda não parou para pensar nisto, aproveite e comece hoje a se dedicar a esta tarefa de casa.
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