Quero nesta edição compartilhar experiências que venho construindo diariamente com as pessoas acerca do papel que as empresas passaram a ter em suas vidas. É um privilégio e uma imensa responsabilidade poder falar para tantos leitores, sabendo que posso influenciá-los em suas decisões. Encaro este privilégio com toda seriedade, pois sinto diariamente o quanto estamos carentes e perdidos mediante tantas exigências, cobranças e expectativas que nos são impostas neste mercado altamente competitivo. Na verdade, ouço a cada dia histórias de empresas que surgiram sem grandes pretensões, cresceram e se tornaram o centro da vida de empresários e suas famílias. E eles só se deram conta desse crescimento quando perceberam que já tinham muito a perder.
Muitas empresas cresceram sem qualquer planejamento, em uma fase em que a intuição, a ousadia e a vontade superaram qualquer outro sentimento. Fazer contas nem era tão importante, pois a empresa podia ser administrada com os olhos. A matemática era: comprar bem para vender bem. Hoje, a matemática inclui outras variáveis que nem sempre conseguimos compreender sem o auxílio de profissionais especializados.
Mas não quero falar sobre análise financeira ou tributos, pois não é a minha especialidade. Quero falar sobre o espaço que as empresas tomaram em nossa vida e o quanto outras prioridades foram deixadas de lado. Vejo o quanto as pessoas estão infelizes dentro de suas empresas. Relacionamentos que foram sacrificados e que deixaram um patrimônio que se tornou motivo de disputa entre herdeiros. Meus amigos, onde estão nossos verdadeiros valores? O que de fato nos move e nos faz sentirmos vivos, realizados e felizes?
Quando o sucesso vem acompanhado de desenvolvimento pessoal, ou seja, quando as pessoas reconhecem que estão melhores em sua vida familiar, pessoal e que a empresa proporcionou-lhes isto, temos casos verdadeiros de sucesso. Porém quando as pessoas utilizam a empresa para esconderem-se da própria vida, tornando-se prisioneiros dela.
E isto é muito mais comum do que imaginamos. Certo dia, uma esposa cansada me revelou: “Não temos, eu e meu marido, mais diálogo, só conversamos sobre a empresa. Quando isto não está em pauta, reina um imenso silêncio entre nós”.
Meus queridos leitores, olhem para vossas empresas e se perguntem que lugar elas vêm ocupando em vossas vidas. Do que estamos abrindo mão em prol delas?
Digo isto porque a empresa só pode ser saudável sendo administradas por pessoas saudáveis. Se nossa vida familiar, pessoal e emocional estiver nos possibilitando este desenvolvimento saudável, faremos uma empresa bem sucedida. Ela será uma parte importante de nossa vida. Mas, certamente, não será tudo. Pois nem tudo depende unicamente de um bom faturamento.
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