Quero convidar a todos para uma reflexão acerca do nosso comportamento e formas como reagimos as mais diversas situações do dia-a-dia.
Muito se tem visto, ouvido e falado sobre as constantes exigências do mercado, sobre a competitividade e busca pela qualidade na prestação de serviço, como na venda de produtos. Isto tem levado muitos profissionais de volta para a sala de aula, com o propósito de assimilar novos conhecimentos que possam ser aplicados a esta nova realidade. No entanto existem barreiras que precisam ser derrubadas no contexto emocional. Primeiro, precisamos nos libertar de algumas experiências, que acabaram marcando negativamente nossa trajetória escolar. É comum ouvir pessoas dizerem que detestam matemática, que tem dificuldade em elaborar uma redação e julgam-se incapazes de lerem um texto e explicarem o que entenderam. Quando questionadas sobre suas dificuldades, surge a figura de um professor. Na verdade a dificuldade de relacionamento com o professor acabou se estendendo para a matéria e dificultando o aprendizado. Isto nos remete a uma reflexão: aprendemos melhor quando existe uma relação afetiva positiva entre quem ensina e quem aprende. A inteligência é movida pela emoção. Assim, quando colocamos a nossa emoção à disposição do nosso desenvolvimento intelectual, o aprendizado é mais rápido e significativo.
O que eu estou tentando demonstrar é que nossa inteligência e nossa criatividade são movidas pelas nossas habilidades emocionais.
Assim temos que buscar este aprendizado, até como pré-requisito para qualquer setor em que venhamos atuar. Precisamos explorar mais nossas reações e os sentimentos que nos impulsionam, para termos maior consciência e controle sobre eles. Muitos autores afirmam: o profissional de sucesso é aquele que adquire seu autoconhecimento e busca seu autodesenvolvimento abrangendo não apenas aspectos intelectuais, mas também emocionais, físico, espiritual e social. É preciso estar bem consigo, para estar bem com as pessoas que estão ao redor. É preciso Ser ,antes mesmo do Ter. Somos pessoas empreendedoras, simpáticas, otimistas, negativas ou tristes, independente do que temos. Para ser um bom vendedor, representante, gerente ou supervisor, faz-se necessário um reconhecimento de quem somos, qualquer que seja o nosso ofício. Certamente o que fazemos em nosso trabalho não representa tudo que ainda somos capazes de produzir. Assim, precisamos investir em nosso autoconhecimento, em nossas habilidades pessoais para que possamos encontrar uma coerência entre quem somos, o que fazemos e como podemos fazer. Existe uma definição de aprendizagem que é muito utilizada pelos educadores: aprendizagem significa mudança de comportamento. Podemos afirmar que aprendemos algo, quando mudamos nosso comportamento, caso contrário, as informações, os cursos, não tiveram o aproveitamento necessário e eficaz. Adquirimos mais informações, mas não nos tornamos pessoas melhores. Logo, não podemos afirmar que aprendemos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário