terça-feira, 7 de setembro de 2010

Direito ao ócio

Caros leitores, quero compartilhar com vocês uma história que ouvi de um padre, durante seu sermão em uma missa dominical. Ela é mais ou menos assim: em um teste de seleção de candidatos para uma vaga em uma grande empresa, foi aplicada uma questão, cujo candidato escolhido surpreendeu a todos com sua resposta.
A pergunta solicitava que fosse feita uma opção. Propunha o seguinte: você está dirigindo seu carro, em um dia de chuva. De repente, você passa por um ponto de ônibus e vê uma velhinha precisando de atendimento médico. Ela está parada justamente no mesmo ponto em que também se encontra um médico, amigo seu, a quem você deve um grande favor. Para completar, neste ponto de ônibus também está aquela pessoa que você tanto ama e que há tempos não vê, a quem você sempre quis revelar seu grande amor. Você somente pode levar uma destas pessoas com você. Quem você levaria, a velhinha, o médico ou a pessoa amada?
O candidato que foi escolhido deu a seguinte resposta:
“Eu entregaria o meu carro para meu amigo médico levar a velhinha para o hospital e ficaria no ponto de ônibus, junto à pessoa amada, aguardando a condução”.
Tal episódio foi utilizado para que refletíssemos sobre o valor do desapego, para que possamos desfrutar de momentos de prazer e felicidade.
Ao ouvir esta história, lembrei-me de imediato de clientes que sofrem em suas empresas por não conseguirem fazer a experiência do desapego. Privam-se de outras oportunidades de realização, por concentrarem toda sua dedicação dentro do negócio, esquecendo-se de si mesmos e das pessoas que os amam.
Na verdade, vivemos uma realidade que precisa ser encarada de frente: “eu posso estar doente e minha doença pode ser miopia provocada pelo trabalho”.
Cabe ressaltar que todos os seres humanos precisam de momentos para desenvolver sua criatividade, sua sensibilidade, suas percepções e promover seu autoconhecimento. Isto ocorre em momentos de ócio, em que deixamos a mente livre dos problemas do cotidiano.
Dar-se o direito a férias, ao descanso, não é um luxo e sim uma necessidade para que tenhamos uma mente aberta e saudável para administrarmos a rotina, com menos estresse e mais sabedoria. Você entregaria seu carro, assim como fez nosso protagonista desta história? Ou ainda, você deixaria sua empresa uma semana, para desfrutar de alguns momentos de ócio?
Pense nisto, você ainda pode fazer escolhas...

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