terça-feira, 22 de setembro de 2009

PROCRASTINAR :ato de adiar, atrasar e deixar para depois

Diante desta definição, podemos refletir sobre como agimos no dia-a-dia.


Conseguimos identificar o que é urgente, importante e acidental?


Na verdade a organização do tempo está intimamente vinculada ao estabelecimento de prioridades. Quando temos muitas coisas por fazer, cabe uma análise sobre o que o atraso, poderia nos trazer de aborrecimentos e complicações. Assim, pode ser mais interessante , fazer o que precisa ser feito por nós mesmos e não adiarmos, ou transferirmos para outros.


O ato de procrastinar, pode nos trazer sérios transtornos . Um pesquisador da USP, defendeu sua tese de mestrado afirmando que pessoas que utilizam desta prática, tornam-se pessoas não confiáveis nas organizações. Ou seja, as pessoas percebem com o tempo que não podem contar com ela, deixando de oferecer-lhe tarefas de maior responsabilidade.


O que pode ser engraçado no início, torna-se trágico quando se trata de relacionamentos que exigem precisão e pró-atividade.


Nos tempos atuais, a velocidade da informação adquire aspectos cada vez mais exigentes. Ninguém tem tempo ou quer esperar. Tudo é pra ontem e na maioria das vezes, ocorrem com atraso e sem a qualidade necessária.


Assim, vamos refletir como cada um de nós, enquanto prestadores de serviço agimos em relação aos nossos compromissos.


Estamos sempre deixando pra última hora, pois gostamos de adrenalina? Gostamos do perigo?Ficamos esperando a melhor idéia que surge sempre no último momento?


Este especialista da USP, em entrevista ao Programa da Sra.Silvia Popovic, afirma que pessoas que deixam as coisas pra última hora, ou adiam muito, na verdade são inseguras e temem o fracasso. Assim utilizam-se da falta de tempo para justificarem seus trabalhos: “Se eu tivesse mais tempo, ficaria melhor”.Por não confiarem em sí mesmas, ficam aguardando por algo que possa livrar-lhe do compromisso e na última hora , seja dispensado da tarefa.


O momento nos solicita uma reflexão: Que profissionais somos? Que profissionais desejamos ser?


O que precisamos rever em nosso comportamento, para que tenhamos melhores resultados? Aliás , como avaliamos nossos resultados diários?


Nossos relacionamentos, podem nos dar este feedback. Se as pessoas estão sempre nos cobrando algo, ou ainda se estamos sempre sendo pressionados, podem ser sinais ou sintomas de nossa procrastinação.


Vamos refletir e começar a entender melhor:


O que é importante: Precisa ser feito por nós.Agrega valor ao trabalho


O que é urgente: Não pode ser adiado, pois já era importante e agora, já não temos mais tempo para adiamentos.Geralmente não agrega valor e sim estresse, culpa e cobrança.


O que é acidental? Vai acontecer de qualquer forma, independente de nós.


Como todos nós , estamos sempre em processo de aprendizagem, vale a pena nos auto-avaliarmos e promovermos um plano de mudança e melhoria pessoal.



Bom trabalho!


Não tenho Tempo




Quando pensamos nas inúmeras coisas que temos a fazer, vem sempre aquela frase usual: Não tenho tempo.
Não tenho tempo para conversar com meu sócio sobre os rumos de nossa administração.
Não tenho tempo para conversar com meu contador sobre a situação da Empresa.
Não tenho tempo para conversar com meus colaboradores sobre o que precisamos melhorar no nosso dia-a-dia.
Não tenho tempo para ligar para meus clientes para consultar-lhes sobre o atendimento recebido.
Não tenho tempo de atualizar equipamentos.
Não tenho tempo para me atualizar e aprimorar meus conhecimentos.
Não tenho tempo para visitar um fornecedor, ou mesmo um parceiro de trabalho.
Não tenho tempo para analisar meu leque de serviços e procurar novas oportunidades de negócio.
Não tenho tempo para divulgar meu trabalho e minha empresa nos veículos de comunicação locais.
Não tenho tempo para participar de Feiras, encontros do Setor, Grupos enfim, não tenho tempo.
Não tenho tempo para responder meus e-mails nem de acessar uma aula pela Internet.
Na verdade, não tenho tempo para fazer estas coisas, pois estou sempre muito ocupado.
Quanto á minha família, não tenho tempo para estar com eles.
Não tenho tempo para viajarmos juntos, para almoçarmos juntos, para conversarmos sobre nossa relação familiar.
Não tenho tempo para estar com meu filho, olhar o seu caderno, ou interessar-me por sua vida.
Gente, não tenho tempo nem para cuidar de minha própria saúde!
Quantas vezes, você, eu, muitos de nós repetimos estas frases como se fosse algo natural.
Sobrevivemos, pois passamos pela vida, olhando-a pela janela de nossos olhos perdidos nos problemas que criamos e não conseguimos nos desprender deles, como se fossem a única razão de nossa existência.
Quero refletir com vocês, meus queridos leitores, quem é o dono do nosso Tempo?
Como gastamos cada segundo de nossa vida e com o que? Pois se não temos , algo ou alguém está se apropriando de nosso valioso Tempo.
Utilizamos frases como: Perder tempo. Como perder algo que não temos?
Como nos propomos a ter um negócio e não nos dedicarmos ao nosso sucesso?
Quantas vezes somos displicentes, gastando energia em situações de menor valor e importância, desviando nosso foco para o que é essencial para nossa felicidade.
Você já deve ter ouvido a expressão: Auto-sabotagem. Ela existe quando sem perceber, não investimos em coisas que podem fazer a diferença entre viver e sobreviver.Entre ter resultados e “ apagar incêndios” do dia-a-dia.
A Empresa idealizada por nós, na verdade, não existe, pois sempre teremos situações a serem consideradas, resolvidas e isto faz parte de nossa aprendizagem. Pode parecer estranho, mas as dificuldades nos ensinam mais que as facilidades. Para vermos os fatos como desencadeadores de crescimento, precisamos encontrar o que perdemos; o nosso Tempo.
Precisamos encontrar Tempo para analisar o que estamos fazendo e como estamos construindo nossa rotina, nossas metas e como estamos definindo nossas prioridades. Precisamos encontrar o Tempo devido para ouvir as pessoas e principalmente, a nossa própria consciência.
Precisamos nos apropriarmos novamente de nosso Tempo, valorizando cada segundo como um presente precioso e irrecuperável.
Procure o seu Tempo, ele pode estar muito mais próximo do que imagina, ao alcance de suas mãos, basta desejá-lo verdadeiramente e trazê-lo para mais junto de você, como um forte aliado.

Vamos nos Comunicar?


A comunicação nas Empresas, sempre foi alvo de desencontros, pois muitas coisas são tratadas apenas verbalmente, não havendo a prática de se registrar o que foi dito, nem tão pouco os encaminhamentos definidos como sendo necessários.
Em Oficinas,Centros Automotivos,Auto Peças e Distribuidoras, geralmente encontramos certas resistências quando tratamos de implantações de check-list, controles de resultados, Ordens de Serviço,etc, pois a pressa na execução do serviço ou no atendimento do pedido, faz com que os profissionais queimem etapas importantes de procedimentos preventivos.
A falta de prática em promovermos anotações, cria uma cultura de “negação aos papéis”, pois os mesmos retardam os atendimentos.
Quantas vezes, serviços são refeitos, prejuízos são acumulados, devido a falta de informações nos diagnósticos, bem como a falta de leitura do que está escrito, por parte daqueles que estão diretamente envolvidos na execução do trabalho.
È comum ouvirmos os reparadores, reclamarem do atendimento do balconista, que pouco explora as informações e enviam peças erradas, gerando re-trabalho.Por outro lado, temos os balconistas que se queixam do reparadores que solicitam as peças erradas , por não conhecerem as especificações de aplicação, o código do produto,etc. Os motoqueiros que se queixam de sairem várias vezes, para o mesmo destino, pois os reparadores não solicitam as peças de uma única vez.
Enfim, todos se queixam de todos. Porém onde reside e começa o problema?
Em quem compra, que não identifica claramente o que deseja?
Em quem vende, que não faz questionamentos sobre a aplicação do produto a ser adquirido e que muitas vezes não conhece o produto que está vendendo?
Do motoqueiro que está sempre apressado em ir buscar a peça?
Há quem diga que nossos profissionais não têm o hábito de lerem. Agem por impulso e por ensaio e erro;isto porque não contabilizam as despesas geradas por transtornos gerados pela ineficiência de processos de comunicação.
Se formos mais a fundo, quantas vezes o colaborador é informado sobre as regras do jogo, já estando dentro da partida. Ou seja, as normas da empresa são passadas aos poucos, quando surgem os problemas e não logo no início do contrato. Aliás, o contrato muitas vezes é apenas de caráter moral, nada documentado, contando com o bom senso das partes envolvidas, que a princípio concordam com tudo e somente com a convivência, começam a questionar os acordos feitos, por se julgarem prejudicados .
Nossas empresas realmente precisam trabalhar na construção de uma nova cultura.
Precisamos criar em nossos profissionais , o hábito de documentar, de monitorar resultados e promoverem análises.
Certa vez perguntei aos colaboradores de uma empresa, se os mesmos sabiam quantos carros eram reparados por mês e ninguém soube me responder, pois não tinham este feedback.
Quantas peças foram vendidas? Quantas devoluções foram feitas? Quantos orçamentos perdidos?
Meus amigos vamos refletir sobre o óbvio:
Como atingir metas sem parâmetros ou comparativos?
Como visualizar o todo, fragmentando as informações?
Se não apresentarmos aos colaboradores, nossas demandas, nossas falhas, nossos prejuízos e ainda, nossas possibilidades de crescimento, como contar com seu comprometimento?
Assim, a comunicação deve ser mais assertiva e objetiva no ambiente de trabalho.
Planilhas precisam ser socializadas e trabalhadas, tornando todos conhecedores e responsáveis pela realidade apresentada.
Comunicação não consiste somente em informar, mas também em formar , através da construção de conhecimentos gerados pela discussão da prática.
Profissionais alienados, não se comprometem. Acham que já fazem sua parte, pois chegam no horário e não faltam. Sabemos que não basta estar presente, executando tarefas rotineiras. Precisamos de profissionais capazes de pensar processos de melhorias, de oferecerem sugestões e promoverem mudanças.
Assim sendo, vamos refletir sobre nossa comunicação junto as nossas equipes de trabalho, ou mesmo, entre sócios.
Vamos pensar se estamos registrando nossos acordos, nossos projetos e metas. As palavras, muitas vezes se perdem com o tempo e se esvaziam sem as atitudes.

domingo, 20 de setembro de 2009

DICAS PARA VIAGENS





Cunha.SP







DEIXE COMIGO

Queridos leitores, quero nesta edição, convidá-los a refletirem junto comigo sobre uma situação muito comum nas empresas e que nem sempre , estamos atentos as suas conseqüências .
Refiro-me ao fato de termos diversos colaboradores sobre nossa coordenação que não conseguem desenvolver seu trabalho com eficiência , pelo simples fato de estarmos por perto. Até que ponto nossa presença pode bloquear iniciativas ou mesmo, gerar acomodações ?
É preciso analisar caso a caso, buscando um ponto de equilíbrio entre tomar a frente da situação e saber cobrar responsabilidades. Se temos pessoas responsáveis por determinadas tarefas como: elaborar um orçamento, cotar uma mercadoria ou efetivar um recebimento ou cobrança, por que temos que atropelar o processo, assumindo a execução de tarefas que deveriam ser delegadas e supervisionadas por nós? È importantíssimo monitorarmos cada atendimento, avaliando constantemente a eficácia de nossa empresa. Porém , se estivermos presos em tarefas operacionais de rotina, não teremos tempo para lançarmos um olhar crítico sobre nossa prática empresarial. Não adianta criarmos procedimentos, se somos os primeiros a não cumprí-los. Nossos colaboradores esperam que nós, empresários, diretores, gerentes demos o exemplo.
Se estamos sobrecarregados, pois não podemos contar com uma equipe ágil e comprometida, vale repensarmos como tratamos estes procedimentos .Se não temos tempo de ensinar ou mesmo cobrar, então quando poderemos deixar de fazer?
As pessoas precisam do mínimo de autonomia para assimilarem suas funções e ainda, saberem que são elas mesmas que deverão fazê-las. Portanto, precisam se empenhar no aprendizado e estarem cientes das conseqüências de seus erros.
O famoso:”- Deixe comigo” precisa dar lugar a outras expressões como:”- Onde está sua dúvida? Como você costuma fazer ?”Vou orientá-lo desta vez, porém na próxima você deverá fazer sozinho”. Esta tarefa não é tão simples assim, pois há quem prefira fazer , do que solicitar que alguém faça. È uma decisão a ser tomada, pensando não apenas no momento presente, mas no futuro. Você pode estar resolvendo um problema hoje e criando outros, com os quais irá conviver durante muito tempo.
Você pode ter começado sozinho ou com poucos colaboradores, porém se hoje já conta com uma equipe maior, saiba aproveitá-los e prepare-se para delegar. Delegar não significa deixar de orientar ou cobrar resultados. Este ato requer conhecimento profundo do trabalho que está sendo oferecido por seus colaboradores , a percepção de seus clientes e o discernimento sobre as exigências do mercado .

O Resultado de um Trabalho


Prezados amigos, foi com grande alegria que no dia 18 de setembro, fui rever uma pessoas de uma das empresas em que atuei há 9 anos atrás.

Fui visitar a Distribuidora Koga-koga, juntamente com meus atuais clientes Sr. Celso e Júnior da Dispemec.

Foi um reencontro emocionante, pois recebi tanto carinho de tantas pessoas com as quais compartilhei conhecimentos, emoções e aprendizados, há tantos anos atrás.

Por alguns instantes, voltei no tempo e me ví em uma etapa importante de minha trajetória profissional.

Sempre fui movida pelo entusiasmo e pela fé, enfrentando as minhas próprias inseguranças , medos , assim pude aplicar nesta empresa, toda minha energia e vontade em fazer a diferença na vida das pessoas.

Valeu a pena!!!

Logo que cheguei, recebi um abraço forte do Sr. Pedro Vicentini, os agradecimentos de Luiza, uma técnica de T.I inteligentíssima e sensível, um sorriso de Léia , uma funcionária que atua em uma área muito estratégica da empresa. Recebi uma recepção carinhosa de Márcia Koga, com quem compartilhei muitos aprendizados.

Foi marcante este reencontro e veio na hora certa , pois eu precisa confirmar, minha missão.

Quando você começa a ouvir pessoas falarem coisas sobre você, diferente daquilo que você se propõem a fazer, é hora de olhar para trás.
Constatar, quais foram os resultados de meu trabalho e como outras pessoas assimilaram-no. Foi bom ouvir, ver e sentir que a metodologia aplicada, traz resultados.

Minha intenção foi ainda,promover a aproximação entre pessoas especiais, com as quais já atuei e atuo. Acredito que todas elas podem se conhecer melhor , trocarem experiências e fazerem bons negócios , mesmo depois de concluirmos um trabalho de consultoria ou coach.

Não foi para me auto promover, até porque não esperava que iria receber manifestações carinhosas e agradecimentos, após tantos anos sem ter contato com estas pessoas.

Sai desta experiência com uma certeza: Seja o que eu me proponha a fazer, a responsabilidade é sempre grande, pois posso marcar a vida das pessoas e graças a Deus, pude constatar que para estas pessoas, eu já deixei marcas POSITIVAS .
Isto renovou minha motivação e me fez crer que para ajudar algumas pessoas, outras se sentirão incomodadas. Tal incômodo, ainda pode conduzí-las a uma postura melhor.
De qualquer forma, vale a pena prosseguir incomodando.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

COMO É BOM TERMOS O QUE AGRADECER!!!!




Quando estamos entre amigos, ou com as pessoas que escolhemos para serem nossos pares, queremos dividir com eles, momentos que se tornam especiais.
Esta foto representa um destes momentos que ficam em nossa lembrança e que nos fazem sorrir de olhos fechamos.
O aniversário da NINIM Reparações Automobilística, em que a data foi comemorada através de uma "Festa a Fantasia, em 2008.
Esta Empresa foi a primeira experiência profissional que tive a oportunidade de atuar em São Paulo e através dela pude conhecer e trabalhar em tantas outras: Peghasus, Auto Chechup,Pat Paulicéia, Jaguarauto, Dimas Funilaria e Pintura, Batimore, Josecar, Koga-koga, Lucios Distribuidora de Auto Peças e muitas outras em Sorocaba,Florianópolis, Ponta Grossa,Belo Horizonte e Espírito Santo.
Estar com todas estas pessoas, só me fez crescer e aprender que na vida, todos temos uma missão.
Enquanto não descobrimos qual é, vivemos apenas para fazer coisas.
A partir do momento que descobrimos o que queremos; nossa vida passa a ter um novo sentido.
Viver para fazer a diferença na vida de pessoas, é a minha escolha e missão.
Fazer uma diferença exige um compromisso de dedicação, estudo,empenho e muita determinação em elevar todas estas pessoas, a um status de alta performace e resultados.
Me emociono com elas, compartilho com elas e aprendo com elas.
Toda minha busca por novos aprendizados, consiste na vontade extrema de saber mais, para errar menos e conduzí-las ou estar caminhando lado a lado com elas; amenizando riscos que porventura possam passar.
Em resumo: comprometo-me em contribuir para que tenham dias melhores e sintam-se mais realizadas com suas escolhas.
Acredito que meu trabalho não depende somente de capacitação técnica, mas de controle e inteligência emocional. Esta inteligência emocional que venho trabalhando em mim todos os dias, para lidar com pessoas, fatos e circunstâncias que me mostram sempre, quem sou eu e o quanto ainda tenho para aprender. Na verdade, vejo que o OUTRO me possibilita este aprendizado. Quando estamos diante de alguém, estamos diante de nossa impotência e aí surge o desafio em descobrirmos que aprendizados teremos que buscar.
Agradeço muito a DEUS, por tantas experiências maravilhosas, obtidas com as pessoas com as quais convivo e que pude conviver por um período de trabalho.
Agradeço ao meu marido e companheiro que sempre me apoiou e respeitou minha escolha, pois no seu silêncio , muitas vezes encontrei as respostas que precisava ouvir.
E hoje, agradeço a todos que estão lendo esta mensagem, pois enquanto eu tiver a oportunidade de agradecer, quero que saibam que a todos vocês , sou GRATA.
Vânia Lúcia de Oliveira

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Algumas Experiências Profissionais de 2004 a 2008

Grupo de Empresas -G15 S.P
Workshop com Idosos - Liderança



Treinamento com Lideranças Comunitárias

domingo, 13 de setembro de 2009

O caráter educativo das empresas


Nesta edição quero salientar a importância de se criar nas empresas um ambiente propício ao aprendizado e à troca de conhecimento, capaz de gerar resultados eficazes.
Temos, primeiramente, que apontar quatro viabilizadores da transmissão de conhecimento que precisam ser planejados e alinhados: cultura, tecnologia, infra-estrutura e medições. Nenhum deles basta sozinho.
Embora todos sejam cruciais, um deles é o mais difícil de se modificar. Estamos nos referindo à existência da cultura que cada empresa, divisão e departamento possui.
"Cultura é a combinação da história, das expectativas, das regras informais e dos costumes sociais comuns que afetam o comportamento de todos, dos gerentes aos funcionários da expedição". (Livro: As melhores práticas Gerenciais,Carla O'Dell, C. Jackson Grayson Jr., Editora Futura).
Se a tendência de sua empresa é compartilhar e colaborar, tudo que temos a fazer é eliminar as barreiras estruturais e providenciar os viabilizadores (como tecnologia e facilitadores) para que a troca de conhecimento flua da melhor maneira possível. Porém, se a natureza da sua empresa é acumular e centralizar conhecimentos, estamos diante de uma questão comportamental, pois assimilar e compartilhar conhecimento são atividades sociais que acontecem entre as pessoas.
É importante ressaltar que quando estamos em grupo, não aprendemos somente regras e procedimentos manifestos. Aprendemos também o que forma o inconsciente coletivo deste grupo, suas estratégias de sobrevivência, seus processos de sabotagem, a manutenção do poder e os jogos existentes nas relações de conflito, etc. Para tornar isto mais claro, as vezes ouço as pessoas dizerem que sempre tiveram idéias para melhorar os resultados do seu setor, ou mesmo da empresa, mas nunca foram encorajadas a expor estas idéias, por questões simples: "Não há ambiente para isto. As pessoas não oferecem espaço para o diálogo aberto sobre os problemas, nem buscam as soluções através estratégias planejadas em conjunto. As coisas vêm de cima para baixo".
Pois bem, a cultura de uma empresa pode se transformar em uma grande inviabilizadora de novas práticas administrativas. Pois ela ocasiona demora na tomada de decisão, levando sempre ao culto pelo "tradicionalismo conservador" que menospreza toda iniciativa em prol da criação de algo novo. Fica-se na exaltação das experiências bem sucedidas do passado e não consegue-se enxergar os desafios do presente que exigem despojamento, capacidade em ouvir, trabalho em equipe e capacidade em negociar e aprender e ceder. Habilidades organizacionais modernas que requerem novos paradigmas. A oficina, a loja, o distribuidor podem e devem ser espaços que facilitem o aprendizado não somente técnico mas, acima de tudo, o aprendizado da gestão do trabalho pelo conhecimento compartilhado. Ou seja, as pessoas podem aprender mais que vender, comprar, receber, cobrar, arquivar, embalar, atender, reparar, etc. Elas podem aprender que são capazes de prover a empresa com seus conhecimentos, habilidades, percepções da realidade e sensibilidade para construir um projeto sustentável. Elas podem aprender que suas mentes podem criar várias empresas de sucesso, como podem ainda inviabilizar qualquer processo de melhoria nas já existentes. Aos empresários cabe ampliar este espaço. O resultado é consequência de uma boa organização e capacidade em "aprender a aprender".


Vânia Lucia de Oliveira, psicopedagoga, especialização em Desenvolvimento de Recursos Humanos, atua no segmento automotivo e de autopeças desenvolvendo palestras, treinamentos e consultorias às empresas de reparação automotiva, lojas de autopeças e distribuição.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A Liderança baseada em exemplo



Caros leitores, tenho recomendado aos meus clientes e amigos, a leitura de alguns textos que trazem conceitos importantes sobre liderança e que possam , de alguma forma influenciá-los em suas práticas, junto as suas equipes de trabalho.
No livro,”O monge e o executivo, de James C. Hunter”,o autor nos traz exemplos de lideres que marcaram a história da humanidade, através dos comportamentos que adotaram , frente a situações em que haviam conflitos de interesses.
Hoje, nos ambientes empresariais, crescem as necessidades em adotarmos uma postura de liderança capaz de influenciar pessoas e motivá-las a buscarem resultados em suas áreas de competência.
O conceito de liderança ainda não é reconhecido em sua essência na maioria dos casos, pois ainda temos pessoas que se negam a exercer uma liderança comprometida com os objetivos e adotam a força e a autoridade do cargo, ao invés do poder do convencimento pelo exemplo apresentado.
As atitudes convencem mais que as palavras, logo a liderança pelo exemplo, torna-se mais eficaz e atrai seguidores.
A dificuldade em abrir mão de algumas tarefas que não agregam valor ao trabalho, faz com que muitos “líderes” , optem pela centralização de ações que poderiam ser delegadas.
Geram relações de dependência junto aos seus colaboradores, fazendo com que os mesmos percam suas iniciativas e se tornem meros tarefeiros e executores motores.
Na verdade, a liderança ainda é um conceito a ser aprendido por todos nós, colaboradores e líderes.
Poucos grupos investem nesta formação, supondo que para exercer uma liderança eficaz , basta ser antigo no grupo, ou mesmo, ter um bom conhecimento, sem levar em consideração outros itens como: o relacionamento com as pessoas, a capacidade de organização, a iniciativa, o espírito de equipe e a capacidade em aprender.
Liderança é relacionamento, porém a habilidade social deve reverter em resultados práticos, coerentes com os objetivos e metas.

Resilência nas Empresas



Vamos através deste texto, refletir sobre um tema que vem sendo muito debatido nas empresas; o que parece-me bastante oportuno tendo em vista o atual cenário econômico, político e social repleto de mudanças em que estamos inseridos.Quero tratar do tema “Resiliência” por serem os resilientes capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que eles sejam. Pode ser desde um desemprego inesperado, a morte de um parente querido, a separação dos pais, a repetência na escola ou uma catástrofe como um tsunami. Está sendo bastante comum escutar nas empresas, nas escolas e a imprensa falar de que temos que ser resilientes.
Aliás, já podemos encontrar muitos livros abordando o assunto como:”Resiliência: descobrindo as próprias fortalezas,de Aldo Melilo e Elbio Nestor Suárez Ojeda.
Estes autores relatam que o conceito de Resiliência, passou de uma fase de “qualidades pessoais”, para o conceito mais atual de “atributo da personalidade.Diante de inúmeras incertezas que promovem ansiedade, medo e pressões simultâneas sobre a nossa capacidade de respostas; precisamos obter um novo aprendizado:o da resiliência como capacidade de suportar adversidades, sem perder o controle emocional e a competência de buscar soluções criativas e inovadoras.Ou seja, ter uma postura assertiva diante de um cenário de crises em que não existem receitas prontas que possam garantir o sucesso . Vivemos uma crise de valores, em que pessoas e empresas, precisam discutir de forma mais profunda, quais os comportamentos mais adequados a serem adotados dentro das organizações e que terão impacto em toda sociedade. A Lei da vantagem ou mesmo, a famosa “Lei de Gerson”, não atendem mais nossas necessidades, pois as mesmas traduzem pensamentos individualistas, desalinhados dos propósitos maiores de sustentabilidade da relação de trabalho e emprego do novo milênio.Os profissionais precisam de fato desenvolver seus diferenciais, capacitando-se para atuarem de maneira mais comprometida com os resultados.
As empresas em momentos de crise; precisam investir na formação de pessoas capazes de assumirem atitudes resilientes, pois precisamos potencializar a flexibilidade nas relações de trabalho.Como podemos fazer isto? Buscando coerência entre discurso e prática.Vivendo nas relações, princípios de respeito, melhoria contínua ,reconhecimento de boas práticas entre outros.
Não basta afirmarmos uma idéia, é preciso vivê-la.
Assim, não basta dizermos que vamos transformar crise em oportunidades ,se não aceitamos idéias novas e continuamos promovendo formas obsoletas de atuação.

"Nossa empresa é uma família"



Prezados leitores, como consultora de empresas, tenho constantemente ouvido expressões como esta :”Somos uma família”.Porém, quando estamos em pequenas e médias empresas descobrimos o real significado desta expressão quando iniciamos um processo de mudança em que, privilégios individuais são reavaliados, em função da organização. Sem dúvida, quando ouço esta expressão , pergunto: “- Se o seu salário deixasse de ser depositado, o que você faria? A resposta, nem sempre é uma resposta emocional e sim, de direito do trabalhador dentro de uma relação comercial entre empregador e empregado. O que eu quero refletir com todos vocês , diz respeito as formas com que nos relacionamos com nossos colaboradores, dando-lhes uma percepção de estabilidade, diante do direito adquirido. O que foi feito no passado, justifica a inércia do presente, ou ainda, mudanças são aceitas desde que não tragam riscos para a manutenção do poder instalado. Aceitamos mudanças , mas não nos preparamos para elas. Queremos que a empresa cresça e se desenvolva, mas nem sempre desejamos investir na capacitação pessoal para contribuirmos com este processo. Tudo que sabemos e aplicamos na empresa, pode ser melhorado desde que não retiremos os desafios do cenário empresarial. Colaboradores necessitam ser desafiados e colocados em estado de alerta constante. O que podemos concluir é que a falta de estresse ou cobrança por resultados, gera cristalização de competências. As pessoas deixam de lutar por seus objetivos e de acreditarem em seu poder competitivo.
Gestores devem estar atentos quanto aos sentimentos presentes no ambiente de trabalho. Devem deixar claro critérios de promoção, de gratificação atrelando-os sempre a resultados que devem ser conquistados. Todos são responsáveis diretos pelo seu desempenho e o mesmo deve ser mensurado através de metas bem planejadas pelos gestores.
Vale ressaltar que a empresa educa seus colaboradores e pode torná-los pró-ativos ou meros expectadores de crises que vão e vem. Pode gerar um ambiente intenso de aprendizado ou um ambiente protetor e reativo.
A empresa pode provocar o crescimento individual de seus colaboradores, mas não pode interferir na escolha de cada colaborador em aproveitar ou não oportunidades de crescimento por ela oferecidos. Nem sempre, o sucesso da corporação reflete o esforço individual de seus colaboradores. Podemos ter uma empresa empreendedora com colaboradores, cujos valores não convergem para uma melhoria contínua.
Nestas situações vale identificar competências a serem desenvolvidas e ainda, estabelecer parâmetros claros entre ser uma Empresa e ser uma Família, decodificando o que isto significa para o crescimento ou estagnação do negócio.

Feijoada e Gincana da Solidariedade DISPEMEC Soluções em Auto Peças


Feijoada e Gincana da Solidariedade DISPEMEC
Agosto de 2009
Arrecadação de 800 kg de alimentos destinados a
Obra Social COMAS de São José dos Campos.




A Empresa Emocional

Caros leitores, muitos de nós podem até acreditar que as empresas são conduzidas por processos racionais e conscientes. Porém o que venho identificando em meu trabalho já há alguns anos , são processos inconscientes, interferindo diretamente nas tomadas de decisões nos mais diferentes níveis empresariais.

A dificuldade das pessoas em administrarem conflitos e pressões, o medo de perderem espaços de poder; faz com que muitos profissionais tenham seu desempenho comprometido.

Geralmente , as dificuldades vem acompanhadas por sentimentos infantis, manifestados sob a forma de choros, gritos ou mesmo protestos latentes de sabotagem e insubordinação.

Equipes maduras, requerem um alto investimento em trabalhos de auto-conhecimento e equilíbrio emocional, bem como planejamento e monitoramento de resultados.

É comum constatarmos incoerências de condutas das equipes que desejam uma liderança democrática e participativa ,mas se comportam como crianças mimadas que não aprenderam a assumir seus erros e nem aceitam correções. Ficam presas a modelos pré-concebidos de relação entre “patrão e empregado” e não se propõem a adotar novos comportamentos.

Certa vez, ao me reunir com uma equipe de lideranças, todos criticavam a coordenação por ser autoritária e muito rígida em suas cobranças. No entanto, não conseguiam perceber como poderiam neutralizar tal atitude, sendo mais profissionais e pró-ativos. Não percebiam que o autoritarismo era alimentado por eles próprios, pois esperavam serem cobrados, para executarem suas tarefas. Agiam como crianças, esperando a bronca ou a recompensa, por ações que faziam parte de suas competências ou funções.

Vocês devem estar se perguntando:porque as pessoas agem assim?

Muitos de nosso comportamentos podem ser entendidos, pela análise de como fomos tratados quando crianças.

É claro que nem tudo que somos e fazemos, são justificados pela infância que tivemos.

Porém, existem pessoas que não conseguem se libertar ou amadurecer em suas emoções mais primitivas e reagem com raiva, medo ou mesmo impulsividade , quando se sentem pressionadas em seu trabalho.

É preciso tratar estas situações com muito seriedade e carinho, pois já presenciei excelentes profissionais, serem prejudicados, por não saberem se controlar e manterem uma postura equilibrada frente a uma situação desafiadora.

Quando as teorias de auto-ajuda, não funcionam, adotam os métodos antigos, por achá-los mais eficientes.

Na verdade, nunca estiveram convencidos de que pudesse ser diferente e acabam se escondendo atrás de discursos progressistas e humanistas.

Caros leitores, as emoções correspondem a essência de nossa condição humana. Logo, não trabalhá-las, somente retarda e atrapalha nossa evolução pessoal e o progresso de nossa Empresa. Precisamos de fato, lançarmos um olhar mais profissional para este aspecto e trabalharmos nossas empresas, sem medo de também nos conhecermos como realmente somos.