
Nesta edição quero salientar a importância de se criar nas empresas um ambiente propício ao aprendizado e à troca de conhecimento, capaz de gerar resultados eficazes.
Temos, primeiramente, que apontar quatro viabilizadores da transmissão de conhecimento que precisam ser planejados e alinhados: cultura, tecnologia, infra-estrutura e medições. Nenhum deles basta sozinho.
Embora todos sejam cruciais, um deles é o mais difícil de se modificar. Estamos nos referindo à existência da cultura que cada empresa, divisão e departamento possui.
"Cultura é a combinação da história, das expectativas, das regras informais e dos costumes sociais comuns que afetam o comportamento de todos, dos gerentes aos funcionários da expedição". (Livro: As melhores práticas Gerenciais,Carla O'Dell, C. Jackson Grayson Jr., Editora Futura).
Se a tendência de sua empresa é compartilhar e colaborar, tudo que temos a fazer é eliminar as barreiras estruturais e providenciar os viabilizadores (como tecnologia e facilitadores) para que a troca de conhecimento flua da melhor maneira possível. Porém, se a natureza da sua empresa é acumular e centralizar conhecimentos, estamos diante de uma questão comportamental, pois assimilar e compartilhar conhecimento são atividades sociais que acontecem entre as pessoas.
É importante ressaltar que quando estamos em grupo, não aprendemos somente regras e procedimentos manifestos. Aprendemos também o que forma o inconsciente coletivo deste grupo, suas estratégias de sobrevivência, seus processos de sabotagem, a manutenção do poder e os jogos existentes nas relações de conflito, etc. Para tornar isto mais claro, as vezes ouço as pessoas dizerem que sempre tiveram idéias para melhorar os resultados do seu setor, ou mesmo da empresa, mas nunca foram encorajadas a expor estas idéias, por questões simples: "Não há ambiente para isto. As pessoas não oferecem espaço para o diálogo aberto sobre os problemas, nem buscam as soluções através estratégias planejadas em conjunto. As coisas vêm de cima para baixo".
Pois bem, a cultura de uma empresa pode se transformar em uma grande inviabilizadora de novas práticas administrativas. Pois ela ocasiona demora na tomada de decisão, levando sempre ao culto pelo "tradicionalismo conservador" que menospreza toda iniciativa em prol da criação de algo novo. Fica-se na exaltação das experiências bem sucedidas do passado e não consegue-se enxergar os desafios do presente que exigem despojamento, capacidade em ouvir, trabalho em equipe e capacidade em negociar e aprender e ceder. Habilidades organizacionais modernas que requerem novos paradigmas. A oficina, a loja, o distribuidor podem e devem ser espaços que facilitem o aprendizado não somente técnico mas, acima de tudo, o aprendizado da gestão do trabalho pelo conhecimento compartilhado. Ou seja, as pessoas podem aprender mais que vender, comprar, receber, cobrar, arquivar, embalar, atender, reparar, etc. Elas podem aprender que são capazes de prover a empresa com seus conhecimentos, habilidades, percepções da realidade e sensibilidade para construir um projeto sustentável. Elas podem aprender que suas mentes podem criar várias empresas de sucesso, como podem ainda inviabilizar qualquer processo de melhoria nas já existentes. Aos empresários cabe ampliar este espaço. O resultado é consequência de uma boa organização e capacidade em "aprender a aprender".
Vânia Lucia de Oliveira, psicopedagoga, especialização em Desenvolvimento de Recursos Humanos, atua no segmento automotivo e de autopeças desenvolvendo palestras, treinamentos e consultorias às empresas de reparação automotiva, lojas de autopeças e distribuição.
Temos, primeiramente, que apontar quatro viabilizadores da transmissão de conhecimento que precisam ser planejados e alinhados: cultura, tecnologia, infra-estrutura e medições. Nenhum deles basta sozinho.
Embora todos sejam cruciais, um deles é o mais difícil de se modificar. Estamos nos referindo à existência da cultura que cada empresa, divisão e departamento possui.
"Cultura é a combinação da história, das expectativas, das regras informais e dos costumes sociais comuns que afetam o comportamento de todos, dos gerentes aos funcionários da expedição". (Livro: As melhores práticas Gerenciais,Carla O'Dell, C. Jackson Grayson Jr., Editora Futura).
Se a tendência de sua empresa é compartilhar e colaborar, tudo que temos a fazer é eliminar as barreiras estruturais e providenciar os viabilizadores (como tecnologia e facilitadores) para que a troca de conhecimento flua da melhor maneira possível. Porém, se a natureza da sua empresa é acumular e centralizar conhecimentos, estamos diante de uma questão comportamental, pois assimilar e compartilhar conhecimento são atividades sociais que acontecem entre as pessoas.
É importante ressaltar que quando estamos em grupo, não aprendemos somente regras e procedimentos manifestos. Aprendemos também o que forma o inconsciente coletivo deste grupo, suas estratégias de sobrevivência, seus processos de sabotagem, a manutenção do poder e os jogos existentes nas relações de conflito, etc. Para tornar isto mais claro, as vezes ouço as pessoas dizerem que sempre tiveram idéias para melhorar os resultados do seu setor, ou mesmo da empresa, mas nunca foram encorajadas a expor estas idéias, por questões simples: "Não há ambiente para isto. As pessoas não oferecem espaço para o diálogo aberto sobre os problemas, nem buscam as soluções através estratégias planejadas em conjunto. As coisas vêm de cima para baixo".
Pois bem, a cultura de uma empresa pode se transformar em uma grande inviabilizadora de novas práticas administrativas. Pois ela ocasiona demora na tomada de decisão, levando sempre ao culto pelo "tradicionalismo conservador" que menospreza toda iniciativa em prol da criação de algo novo. Fica-se na exaltação das experiências bem sucedidas do passado e não consegue-se enxergar os desafios do presente que exigem despojamento, capacidade em ouvir, trabalho em equipe e capacidade em negociar e aprender e ceder. Habilidades organizacionais modernas que requerem novos paradigmas. A oficina, a loja, o distribuidor podem e devem ser espaços que facilitem o aprendizado não somente técnico mas, acima de tudo, o aprendizado da gestão do trabalho pelo conhecimento compartilhado. Ou seja, as pessoas podem aprender mais que vender, comprar, receber, cobrar, arquivar, embalar, atender, reparar, etc. Elas podem aprender que são capazes de prover a empresa com seus conhecimentos, habilidades, percepções da realidade e sensibilidade para construir um projeto sustentável. Elas podem aprender que suas mentes podem criar várias empresas de sucesso, como podem ainda inviabilizar qualquer processo de melhoria nas já existentes. Aos empresários cabe ampliar este espaço. O resultado é consequência de uma boa organização e capacidade em "aprender a aprender".
Vânia Lucia de Oliveira, psicopedagoga, especialização em Desenvolvimento de Recursos Humanos, atua no segmento automotivo e de autopeças desenvolvendo palestras, treinamentos e consultorias às empresas de reparação automotiva, lojas de autopeças e distribuição.
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