domingo, 26 de setembro de 2010

O valor das escolhas

Prezados leitores, certa vez alguém perguntou a um homem bem sucedido: Qual o segredo de seu sucesso? Ele respondeu: A capacidade em ter feito as escolhas certas.
Ao ouvir esta explicação, senti um forte desejo em compartilhar com todos, sobre esta reflexão que constantemente faço junto aos meus coachees , alunos e clientes.
Nossas escolhas são fundamentais para a materialização de nossos projetos, ou ainda, para entendermos o porquê das nossas inquietações. Penso que nem sempre, fazemos as escolhas adequadas, porém a fazemos por sermos influenciados pelas circunstâncias, ou ainda, por sermos limitados em nossa visão de futuro e percepções de nossas reais necessidades. Pensamos no momento presente e nos esquecemos que ele; o presente, irá construir o nosso amanhã de alguma forma.
Pensemos que ao escolhermos um funcionário, um sócio, um emprego, um companheiro(a) ou seja lá o que for, estamos focados no retorno a curto prazo e nos esquecemos de que esta escolha influenciará a nossa história de vida de forma positiva ou não.
Não se trata de uma escolha para toda uma vida, mas de uma escolha que pode nos trazer conseqüências para toda nossa vida. Sabermos escolher, consiste em fazermos análises quanto aos possíveis riscos que poderemos ter; de situações que teremos que aprender a contornar e ainda, sacrifícios que teremos que nos submeter se desejamos permanecer com estas escolhas.
Escolhas favorecem eliminação de possibilidades, pois ao persistirmos em nossas convicções, abrimos mão de outras que também poderiam nos atender, mas que por razões conscientes e inconscientes, não quisemos nos comprometer.
Pode parecer subjetivo demais, porém ao estudar empresas e comportamentos de pessoas nas organizações, vejo diariamente que as escolhas no âmbito pessoal, precedem as escolhas profissionais e as influenciam de forma efetiva.
Nos planos de sucessão familiar, nos planos de melhoria contínua ou em outros, pessoas vivenciam seus valores através de atitudes que assumem em seus relacionamentos com clientes, fornecedores e pares.
Nem sempre percebem o que ocasionam os fracassos deste planos; as dificuldades em fazerem as escolhas no momento exato em que precisam ser feitas.
Uma empresa que busca crescimento e desenvolvimento, necessita de pessoas comprometidas com estes propósitos, mas se permanecermos insistindo com aquelas que resistem em aprender um comportamento novo, perdemos a energia e o entusiasmo necessário para investirmos em novas idéias e pessoas criativas e inovadoras.
Abrimos mão de uma escolha pessoal, para a tendermos as escolhas de outros que desejam algo diferente. Estes detém sobre nós, algum poder de influência e persuasão. Para fazermos escolhas , precisamos nos sentir “livres” e prontos a assumirmos riscos .
Os ricos na tomada de decisão existem e precisam ser amenizados pela competência daqueles que a tomam.
Competência consiste em termos a habilidade de fazermos adequadamente algo que seja importante.
Assim, escolher não é apenas eliminar alternativas e sim, estar preparado para assumir dificuldades,privações e perdas .Quem faz escolhas sabe que se quiser estar bem com todos, não fará o que precisa ser feito, pois preocupado em agradar, não fará nada que possa colocar em risco sua imagem ou reputação.
Desta forma, queridos leitores, preparem-se para fazer escolhas, perguntando-se sempre : -O que estamos escolhendo hoje, pode garantir-nos o que verdadeiramente desejamos obter e ser.
Podemos ter o que desejamos nossas escolhas , mas podemos não Ser a pessoa que gostaríamos com elas.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O imediatismo que retarda o crescimento

Caros leitores, quero compartilhar com todos vocês sobre um aspecto importante que pode atrapalhar os processos de melhorias nas empresas de nosso segmento e empresas no geral.Vamos refletir sobre o Imediatismo.
Muitos reconhecem que os tempos atuais exigem agilidade e precisão nas respostas. As pessoas vivem correndo de um lado para o outro, em busca de soluções que requeiram pouco esforço e baixo nível de comprometimento. Na minha percepção, falta-nos o hábito de planejarmos o que desejamos e ainda mais, nos prepararmos para atingirmos objetivos, identificando as tarefas a serem feitas. Todos desejamos obter os melhores resultados, mas nem sempre estamos dispostos a fazer os “sacrifícios”, ou seja, mudar nossas práticas e nossos antigos hábitos.
Isto leva-nos a encarar as decisões como atos heróicos e momentâneos, tomados de forma impulsiva, quando a emoção prevalece sobre a razão.
Constantemente ouvimos empresários relatarem suas experiências, colocando no mercado a justificativa para suas perdas de rendimentos, dificuldades em atenderem, venderem serviços e produtos. Porém ao serem questionados sobre o que estão fazendo dentro das empresas, para reverterem a situação, ainda ouço: - “Mas o que eu posso fazer?”
Muitos não conseguem fazer a leitura crítica de suas práticas, identificando suas falhas de controle e planejamento. Na verdade, trabalha-se muito no segmento automotivo, porém muitas vezes sem “foco”, não estabelecendo claramente onde deseja-se chegar.A falta de metas e de clareza nos resultados, provoca imediatismos, pois quando as oficinas estão cheias, as lojas vendendo, os distribuidores abastecendo o mercado, não existe a mesma preocupação em discutir processos e procedimentos. Aliás, não há monitoramento e controle quanto ao que fazemos e os resultados são medidos apenas pela capacidade em pagarmos as contas e não baixarmos nossas retiradas.
É preciso rever nosso pensamento e nossos comportamentos, se quisermos atingir um ponto de equilíbrio em nossas empresas. Temos que sair um pouco do operacional e nos dedicarmos um pouco mais ao planejamento. Precisamos entender o que significa planejar e ainda, adquirirmos o hábito de olharmos para trás e vermos o que fizemos e os resultados que obtivemos, tanto positivos como negativos.Mais ainda, termos a coragem de assumirmos nossos erros e aceitarmos aprender uma forma diferente de trabalhar.Precisamos aproveitar melhor o tempo, não esperando que o problema entre em nossa empresa para reagirmos. È preciso ser pró-ativo e deixarmos o imediatismo para os amadores.
Somos profissionais que podem reagir as mudanças do mercado como também podemos influenciá-lo.
O que desejamos para o futuro, precisamos começar a planejar hoje.Mais ainda, precisamos fazer a lição de casa que exige: dedicação, prontidão, vontade e racionalidade sobre nossa administração.
O imediato nem sempre é o que irá se manter, pode ser apenas o mais fácil não o mais duradouro.
Aí reside a diferença entre o eficiente e o mais eficaz.

A prática da paz

Vivemos tempos de guerra. Tempo em que saímos as ruas, sem a certeza de que voltaremos para nossos lares.Pior que esta percepção, é o sentimento de perda de proteção ou , descrença na seriedade de nossas Instituições Governamentais.
Tempo de revisão de valores sobre o que é importante e o que é essencial. Lendo um livro:”Os 7 hábitos das pessoas muitos eficazes”, li algo que me fez refletir.O autor fala sobre a ética da personalidade e do caráter. Mostra-nos que hoje: Parecer Ser é mais importante do que, Ser de fato.
A ética da personalidade, que consiste em você se moldar as exigências sociais, prevalece sobre a ética do caráter que considera a base do sucesso a integridade, persistência, coragem, justiça,diligência e a integridade.
A frase “ De tão habituados a colher onde não semeamos, tenhamos esquecido da necessidade de semear”.As pessoas sempre colhem o que semeiam, não há atalhos.
Diante de todas estas idéias, pensei em Nós. Pensei no Grupo do qual fazemos parte e da importância que ele ocupa em nossa vida. Refleti sobre a necessidade inerente ao ser humano de se agrupar para cultivar e promover a manutenção de valores. De poder em grupo, praticar a ética do caráter, mesmo que não seja esta a tônica pregada pelos homens que detêm o poder da informação, da força e de promoverem a guerra, com argumentos de que desejam a PAZ.
Tempos de guerra, pedem gestos concretos pela paz. Gestos que possam ser praticados em nossa casa, junto aos nossos familiares.Gestos que possam ser praticados em nossa empresa e em nosso Grupo de Trabalho.
A prática e o exercício de semear o bem, precisam voltar a fazer parte de nossa rotina. O desejo de que podemos Ser, deve prevalecer sobre a pressão social em Ter.
Se cultivarmos a ética do caráter, não nos curvaremos a representar um personagem passivo e alienado, o qual nos obrigam a interpretar, tentando tirar de nós nosso senso crítico e nossa capacidade de indignação.Mais ainda, tentam tirar de nós a fé, a esperança e o sentimento de compaixão.
A intolerância, o orgulho e a vaidade, tornam a arte do Poder, um instrumento frágil e inoperante, nas mãos daqueles que se omitem, perante as aflições da humanidade.
A necessidade de estarmos em Grupo, se traduz hoje não apenas pela necessidade humana de nos integrarmos, mas de nos protegermos e proteger nossas crenças, sentimentos e utopias.De não nos perdermos entre a multidão confusa entre o que ético, moral ou legal; sem referências ou perspectivas de melhorias em sua vida,de seus filhos e amigos.
O Grupo representa um espaço de exercício humano, onde podemos praticar a ajuda mútua, sem interesses;o amor fraterno que prevalece sobre as diferenças;o aprendizado empírico que reforça as ideologias e práticas tecnológicas. A humanização das relações, sobre a superficialidade dos encontros informais e descomprometidos com os interesses comuns e a felicidade coletiva.
O encontro pode ser ocasional, porém permanecermos juntos, é opcional. O re-encontro é um desejo planejado, transformado em realidade através de nossa disponibilidade em querermos estar junto com o outro.
Todos os meses, temos oportunidades de nos re-encontrarmos e experimentarmos emoções que fortaleçam o verdadeiro encontro, que não é de pessoas mas de almas e mentes que acreditam no poder da construção coletiva.Que nossos encontros sejam sempre motivo de celebração da vida.
Que saibamos valorizar este presente que construímos juntos, pois fizemos-nos merecedores e protagonistas desta história de 12 anos de convivência.
Que Deus possa iluminar nossas mentes e nos mobilizar para vermos as oportunidades que temos em Grupo, de promovermos a PAZ e de desenvolvermos a ética do caráter entre nós.
Paz a todos.
Vânia

Competências dos Diretores Executivos mais eficientes:

Liderança – Capacidade em inspirar e guiar indivíduos e grupos


Líderes destacados, conforme pesquisa realizada por Daniel Goleman, revelou que a competência emocional corresponde, de forma geral, a cerca de dois terços dos ingredientes do desempenho de um profissional de ponta.

Competências Emocionais, ao contrário das dicas técnicas ou cognitivas, correspondem entre 80% a 100% das que são apontadas pelas próprias companhias como cruciais para o êxito. A Competência emocional interage com as demais Mathev Juechter, presidente da American Siciety for Training and Development, afirma: “A Liderança é quase só inteligência emocional”.

Competências dos Diretores Executivos mais eficientes:

1 – Competências Pessoais como busca de realização, autoconfiança e engajamento.

2 – Competências Sociais como influência, percepção política e empatia.

Essa ampla gama de capacidades caracteriza os diretores executivos de alto desempenho na Ásia, nas Américas e na Europa

3 - Competências Cognitivas - como pensamentos estratégicos, pensamento conceitual e visão de futuro, identificando padrões relevantes m meio à enxurrada de informações.

O poder de um líder de estabelecer um tom emocional positivo ou negativo numa organização; interferem diretamente no desempenho da equipe.

Existem líderes que priorizam a execução de tarefas, outros, as relações de equipe.

De qualquer forma, a liderança exige tomada de decisões que requerem um equilíbrio entre atuar de forma firme, utilizando o poder da posição que detém e usar de persuasão.

O Líder não deve ser passivo, preocupando-se em ser “querido”, não se comprometendo com resultados.

A incompetência pode ser revelada em algo muito comum, como esquivar-se de assumir a direção e deixar que ela vá se arrastando sinuosamente, em vez de conduzí-la diretamente.

De qualquer modo, o Líder precisa estar em constante preparo e aprendizagem, para adequar sua postura aos objetivos propostos.

A força do ECO

Olharmos as dificuldades e não as possibilidades, é uma característica comum nos seres humanos.
Fomos educados a pensar “Não” e pouco exercitamos os “Sins”
Ser otimista passou a ser uma habilidade pouco estimulada e os que a praticam, muitas vezes são vistos como alienados poéticos.
Pois bem, tudo é uma questão de opção. Todos os dias temos oportunidades de escolhas, embora em alguns momentos possamos acreditar que tudo já está definido e não há nada a fazer.
Os fatos e acontecimentos, independem de nossa vontade, porém a maneira como reagirmos a eles, fazem toda diferença.
Certo dia, um empresário falou-me: -”Será que eu deveria reclamar mais? Parece que quem não lamenta, ou proclama a todos suas dificuldades , é mais aceito que aqueles que estão sempre procurando ver as coisas de outra forma.”
O fato de não estarmos o tempo todo reclamando, não significa que não tenhamos dificuldades.
Indo para São Paulo, em uma destas minhas viagens de Pássaro Marrom, ouvi uma passageira contar a outra a seguinte história : “ Um jovem que só reclamava da vida e de suas amarguras, encontrou um homem que orientou-lhe a subir a montanha do ECO para fazer uma terapia breve. Pediu a ele que lá, falasse tudo que estava em sua mente e que constantemente dizia para seus funcionários, amigos e parentes. Que gritasse e colocasse para fora tudo que pensava sobre o mundo, seus negócios , sua família. Assim ele o fez. Após algum tempo , ele percebeu que tudo que ele falava voltava para ele com a mesma força.
Resolveu então, gritar coisas boas, seus sonhos, sentimentos bons que um dia cultivou e começou a sentir algo estranho, diferente da sensação anterior, pois enquanto gritava coisas negativas, sentia um aperto no peito e uma revolta o envolvia, causando-lhe um mau estar.
Quando mudou as palavras, o ECO gerou nele sentimentos de vitória, entusiasmo e paz.
Assim desceu a montanha decidido a não exaltar as coisas que não lhe fazia bem, pois em nada o ajudavam.Tomou a sua decisão ao perceber que enquanto ele só via as dificuldades, mais força elas ganhavam sobre ele.
Meus queridos, pois tomo a liberdade de chamá-los desta forma.No Grupo encontramos muitos ECOS. Para cada palavra nossa, podemos provocar este ECO, seja positivo ou negativo. Na vida não é diferente.Temos diferentes papéis a desempenhar e em cada um deles, nossos sentimentos se manifestam de forma a comprometer nossas reações perante situações de perdas, inquietações e oportunidades.
Temos em nosso Grupo pessoas que desempenham outros papéis, além de serem empresários.
São filhos, mães, pais, irmãos,esposas, avós,maridos, amantes,cristãos,voluntários, cidadãos, entre outros. Para cada situação estabelecemos comportamentos que revelam a maneira como os sentimentos são processados em nossa mente.
Geralmente, as pessoas nos oferecem o ECO daquilo que fazemos, mostrando-nos que o que oferecemos, recebemos de volta.

Procrastinar: ato de adiar, atrasar, deixar para depois.

Diante desta definição, podemos refletir sobre como agimos no dia-a-dia.
Conseguimos identificar o que é urgente, importante e acidental?
Na verdade a organização do tempo está intimamente vinculada ao estabelecimento de prioridades. Quando temos muitas coisas por fazer, cabe uma análise sobre o que o atraso, poderia nos trazer de aborrecimentos e complicações. Assim, pode ser mais interessante , fazer o que precisa ser feito por nós mesmos e não adiarmos, ou transferirmos para outros.
O ato de procrastinar, pode nos trazer sérios transtornos . Um pesquisador da USP, defendeu sua tese de mestrado afirmando que pessoas que utilizam desta prática, tornam-se pessoas não confiáveis nas organizações. Ou seja, as pessoas percebem com o tempo que não podem contar com ela, deixando de oferecer-lhe tarefas de maior responsabilidade.
O que pode ser engraçado no início, torna-se trágico quando se trata de relacionamentos que exigem precisão e pró-atividade.
Nos tempos atuais, a velocidade da informação adquire aspectos cada vez mais exigentes. Ninguém tem tempo ou quer esperar. Tudo é pra ontem e na maioria das vezes, ocorrem com atraso e sem a qualidade necessária.
Assim, vamos refletir como cada um de nós, enquanto prestadores de serviço agimos em relação aos nossos compromissos.
Estamos sempre deixando pra última hora, pois gostamos de adrenalina? Gostamos do perigo?Ficamos esperando a melhor idéia que surge sempre no último momento?
Este especialista da USP, em entrevista afirmou que pessoas que deixam as coisas pra última hora, ou adiam muito, na verdade são inseguras e temem o fracasso. Assim utilizam-se da falta de tempo para justificarem seus trabalhos: “Se eu tivesse mais tempo, ficaria melhor”.Por não confiarem em sí mesmas, ficam aguardando por algo que possa livrar-lhe do compromisso e na última hora , seja dispensado da tarefa.
O momento nos solicita uma reflexão: Que profissionais somos? Que profissionais desejamos ser?
O que precisamos rever em nosso comportamento, para que tenhamos melhores resultados? Aliás , como avaliamos nossos resultados diários?
Nossos relacionamentos, podem nos dar este feedback. Se as pessoas estão sempre nos cobrando algo, ou ainda se estamos sempre sendo pressionados, podem ser sinais ou sintomas de nossa procrastinação.
Vamos refletir e começar a entender melhor:
O que é importante: Precisa ser feito por nós.Agrega valor ao trabalho
O que é urgente: Não pode ser adiado, pois já era importante e agora, já não temos mais tempo para adiamentos.Geralmente não agrega valor e sim estresse, culpa e cobrança.
O que é acidental? Vai acontecer de qualquer forma, independente de nós.
Como todos nós , estamos sempre em processo de aprendizagem, vale a pena nos auto-avaliarmos e promovermos um plano de mudança e melhoria pessoal.

Bom trabalho!

sábado, 11 de setembro de 2010

SORVETE DE BAUNILHA E A GM:

Olhem como qualquer reclamação de um cliente pode levar a uma descoberta
totalmente inesperada do seu produto. Parece coisa de louco, mas não é. Esta é a moral de uma história que está circulando de boca em boca entre os principais especialistas
norte-americanos em atendimento ao cliente.
A história ou "causo", como está sendo batizada aqui no Brasil, começa
quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu
uma curiosa carta de reclamação de um cliente. Eis o que ele escreveu:
“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês, e não os culpo por
não me responder. Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós temos uma
tradição em nossa família, que é a de comer sorvete depois do jantar.
Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e
eu sou o encarregado de ir comprá-lo. Recentemente comprei um novo Pontiac
e, desde então, minhas idas à sorveteria se transformaram num problema.
Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o
carro não funciona se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro
funciona normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é que
estou muito irritado com meu Pontiac modelo 99".
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da empresa
acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar a sério e
mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.
O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de
vários carros foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac. O engenheiro
sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro efetivamente não
funcionou.
O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o mesmo
trajeto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só não
pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a
fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis e, depois
de duas semanas, chegou a primeira grande descoberta. Quando escolhia
baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque este tipo de sorvete
estava bem na frente.
Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de
compra era muito mais reduzido no caso da baunilha, em comparação com o
tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso, os
vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida
fosse instantânea.
A partir deste episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de
combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha
99. Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da
reforma do que não pegava com sorvete de baunilha. A GM distribuiu também
um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as
reclamações mais estapafúrdias “porque pode ser que uma grande inovação •esteja por atrás de um sorvete de baunilha” diz a carta da GM.
Isso serve para as empresas nacionais que não tem o costume de dar atenção
a seus clientes, tratando-os até mal. Com certeza esse consumidor americano
comprará um outro Pontiac, porque qualidade não está dentro da empresa,
está também no atendimento que despendemos aos nossos clientes.

"Tempos Loucos, exigem empresas Malucas”.

Tom Peters.

VOCÊ SABE QUE ESTÁ FICANDO LOUCO NO SÉCULO XXI QUANDO:

1. Você envia e-mail ou MSN para conversar com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da sua;
2. Você usa o celular na garagem de casa para pedir a alguém que o ajude a desembarcar as compras;
3. Esquecendo seu celular em casa (coisa que você não tinha há 10 anos), você fica apavorado e volta para buscá-lo;
4. Você levanta pela manhã e quase que liga o computador antes de tomar o café;
5. Você conhece o significado de naum, tbm, qdo, xau, msm, dps, Cc, Cco,...;
6. Você não sabe o preço de um envelope comum;
7. A maioria das piadas que você conhece, você recebeu por e-mail (e ainda por cima ri sozinho...);
8. Você fala o nome da firma onde trabalha quando atende ao telefone em sua própria casa (ou até mesmo o celular !!);
Você digita o '0' para telefonar de sua casa;
10. Você vai ao trabalho quando o dia ainda está clareando e volta para casa quando já escureceu de novo;
11. Quando seu computador pára de funcionar, parece que foi seu coração que parou;
11. Você está lendo esta lista e está concordando com a cabeça e sorrindo;
12. Você está concordando tão interessado na leitura que nem reparou que a lista não tem o número 9;
13. Você retornou à lista para verificar se é verdade que falta o número 9 e nem viu que tem dois números 11;
14. E AGORA VOCÊ ESTÁ RINDO CONSIGO MESMO;
15. Você já está pensando para quem você vai enviar esta mensagem;
16. Provavelmente agora você vai clicar no botão ''Encaminhar''... É a vida...fazer o quê... foi o que eu fiz também...

Feliz modernidade !!!j

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O PRINCÍPIO 90/10 - Stephen Covey

Que princípio é este? Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.
O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho.
Mas, você é quem determinará os outros 90%. Como ? Com sua reação.
Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família. Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho. Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação. Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal.
Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai para o trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. De atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso para o dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã. Pense: por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?

A resposta correta é a E). Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim. O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "Está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado". Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença? Duas situações iguais, que terminam muito diferente.
Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.
Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10.
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.

Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará. Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia.
Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o. Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo. Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabe ça. Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10. Pode mudar a sua vida!
Para complementar o texto, segue uma historinha...
"O colunista Sydney Harris acompanhava um amigo à banca de jornal. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Sydney sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:
- Ele sempre te trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam, e sim nós que transformamos os ambientes.
NINGUÉM PODE ESTRAGAR O SEU DIA, A MENOS QUE VOCÊ PERMITA!

Fique de olho em seu negócio

Prezados leitores, não sou contadora, nem analista financeira. Porém, como consultora de recursos humanos, tenho visitado inúmeras empresas de reparação e reposição que simplesmente ignoram o que chamamos de controle financeiro. Compram e vendem, sem uma análise apurada de resultados e lucratividade, não fazem um inventário de seu estoque e recorrem a empréstimos bancários, com tarifas altíssimas, para financiar o décimo terceiro dos funcionários.
É preciso estar atento e fazer o controle financeiro da empresa o quanto antes. Torna-se uma tarefa de rotina quando encarada como procedimento fundamental para a sobrevivência do negócio.
Não se faz investimento se não soubermos onde queremos chegar e, principalmente, como a empresa está se comportando no mercado.
Muitos empresários de formação técnica fogem desta tarefa e acabam entregando nas mãos de um funcionário considerado de confiança, ou não fazem o trabalho como deveria ser feito. Assim, acabam se decepcionando com o que pensavam ser uma empresa rentável.
Não se pode conduzir uma empresa com controles amadores ou superficiais. É o futuro de uma vida de trabalho que está em jogo. A empresa não deve ficar anotada simplesmente em um caderninho, guardado em uma gaveta. Ela deve estar sendo monitorada a cada investimento realizado, a cada conta a pagar e receber, planilhada e com dados bem apurados.
Muitas vezes a situação chega ao limite e os proprietários perdem o controle, não sabendo mais quanto ganham ou quanto precisam para manter a empresa aberta.
Trabalhar os Recursos Humanos das empresas passa também por esta discussão, já que a finalidade do negócio é gerar renda. Porém, renda é conseqüência de boa administração, com pessoas capacitadas para analisar números e tomar decisões certas para o desenvolvimento e melhoria constante do negócio.
Pessoas capacitadas tornam o gerenciamento eficaz, e o plano de desenvolvimento torna-se sustentável.
O funcionário fica mais seguro quando percebe a solidez da empresa e sua competência em gerar recursos financeiros para o crescimento de todos. Porém, uma empresa que não zela por seu patrimônio, nem trabalha com resultados e metas, está sempre a mercê dos ventos do mercado e não consegue projetar o futuro, pois vive apenas administrando as perdas do presente.
Pensem nisto e reflitam:
“Eu sei quanto custa a minha empresa?”
“Eu sei quanto preciso faturar para mantê-la aberta?”
Quanto tempo por dia me dedico a analisar e fazer o controle financeiro da empresa?”
Se você ainda não parou para pensar nisto, aproveite e comece hoje a se dedicar a esta tarefa de casa.

O profissional aprendiz

Quero convidar a todos para uma reflexão acerca do nosso comportamento e formas como reagimos as mais diversas situações do dia-a-dia.
Muito se tem visto, ouvido e falado sobre as constantes exigências do mercado, sobre a competitividade e busca pela qualidade na prestação de serviço, como na venda de produtos. Isto tem levado muitos profissionais de volta para a sala de aula, com o propósito de assimilar novos conhecimentos que possam ser aplicados a esta nova realidade. No entanto existem barreiras que precisam ser derrubadas no contexto emocional. Primeiro, precisamos nos libertar de algumas experiências, que acabaram marcando negativamente nossa trajetória escolar. É comum ouvir pessoas dizerem que detestam matemática, que tem dificuldade em elaborar uma redação e julgam-se incapazes de lerem um texto e explicarem o que entenderam. Quando questionadas sobre suas dificuldades, surge a figura de um professor. Na verdade a dificuldade de relacionamento com o professor acabou se estendendo para a matéria e dificultando o aprendizado. Isto nos remete a uma reflexão: aprendemos melhor quando existe uma relação afetiva positiva entre quem ensina e quem aprende. A inteligência é movida pela emoção. Assim, quando colocamos a nossa emoção à disposição do nosso desenvolvimento intelectual, o aprendizado é mais rápido e significativo.
O que eu estou tentando demonstrar é que nossa inteligência e nossa criatividade são movidas pelas nossas habilidades emocionais.
Assim temos que buscar este aprendizado, até como pré-requisito para qualquer setor em que venhamos atuar. Precisamos explorar mais nossas reações e os sentimentos que nos impulsionam, para termos maior consciência e controle sobre eles. Muitos autores afirmam: o profissional de sucesso é aquele que adquire seu autoconhecimento e busca seu autodesenvolvimento abrangendo não apenas aspectos intelectuais, mas também emocionais, físico, espiritual e social. É preciso estar bem consigo, para estar bem com as pessoas que estão ao redor. É preciso Ser ,antes mesmo do Ter. Somos pessoas empreendedoras, simpáticas, otimistas, negativas ou tristes, independente do que temos. Para ser um bom vendedor, representante, gerente ou supervisor, faz-se necessário um reconhecimento de quem somos, qualquer que seja o nosso ofício. Certamente o que fazemos em nosso trabalho não representa tudo que ainda somos capazes de produzir. Assim, precisamos investir em nosso autoconhecimento, em nossas habilidades pessoais para que possamos encontrar uma coerência entre quem somos, o que fazemos e como podemos fazer. Existe uma definição de aprendizagem que é muito utilizada pelos educadores: aprendizagem significa mudança de comportamento. Podemos afirmar que aprendemos algo, quando mudamos nosso comportamento, caso contrário, as informações, os cursos, não tiveram o aproveitamento necessário e eficaz. Adquirimos mais informações, mas não nos tornamos pessoas melhores. Logo, não podemos afirmar que aprendemos.

Quanto “vale” esta dependência...

É comum ouvirmos proprietários de oficinas se queixarem de suas equipes, alegando que elas não têm iniciativa, postura profissional e tão pouco se comprometem com o trabalho realizado.
O que muitas vezes não fazemos é a leitura destas atitudes, dentro de uma rotina que nós mesmos criamos, favorecendo a manutenção destes comportamentos.
A informalidade ainda se faz presente em muitas empresas, em que a relação de trabalho não está clara para as partes envolvidas, ou seja, nem tudo é discutido ou esclarecido no ato da contratação. Assim, com o tempo e a convivência, vão surgindo conflitos decorrentes de expectativas frustradas de ambas as partes.
Sinto que existem muitas dificuldades em ver a oficina como empresa por parte dos proprietários e funcionários. A relação paternalista se manifesta nas mais diversas situações, tornando-se até mesmo subjetiva e meramente emocional e impulsiva.
Trabalhar tão próximo do “dono” faz com que muitos confundam o propósito em estar trabalhando para si ou para o outro. Conheço proprietários que até escondem seu carro novo, com medo de seus funcionários acharem que ele está ganhando muito dinheiro e não está repassando o que lhes é de direito.
Funcionários presos a uma relação de dependência gerada pelos conhecidos “valinhos”. Aqueles em que a empresa assume a prestação atrasada da geladeira, o remédio da farmácia, o aluguel e outros contratempos, esperando a tão sonhada compreensão pelas horas- extras não pagas. Nada contra ser solidário e ajudar um funcionário em uma situação de emergência. No entanto, fazer disto uma prática constante em nada o ajuda. Pois o mesmo torna-se um dependente, não responsável pelos compromissos que assume e, pior, não aprende a administrar seu orçamento, acreditando que o “patrão” sempre tem um pouquinho mais do que oferece ou paga.
O “patrão”, por sua vez, sente-se na posição de cobrar sempre um pouco mais também, afinal existe uma dívida de gratidão pendente, o que inconscientemente faz com que esperemos reconhecimento pelos nossos gestos, desapegados e humanitários.
Se desejamos ter equipes comprometidas, responsáveis e maduras, precisamos ensiná-las a serem responsáveis por si mesmas. Vocês devem conhecer a história dos senhores de engenho, na época da abolição da escravatura, que mantinham seus escravos através das compras feitas em seus empórios, localizados nas próprias fazendas, fazendo com que o chamado “funcionário” trabalhasse o mês todo para pagar o que já havia consumido. Falsa liberdade, fortalecida por vales, muito semelhantes ao que ainda vemos hoje.
Funcionários devem para empresa e vêm trabalhar desmotivados por saberem que não terão o que receber na data do pagamento. Muitas vezes julgamos estar ajudando o funcionário e a nós mesmos, quando na realidade estamos fortalecendo uma relação de dependência afetiva e comercial que poderá gerar danos maiores no futuro, no momento de uma rescisão por exemplo.

Direito ao ócio

Caros leitores, quero compartilhar com vocês uma história que ouvi de um padre, durante seu sermão em uma missa dominical. Ela é mais ou menos assim: em um teste de seleção de candidatos para uma vaga em uma grande empresa, foi aplicada uma questão, cujo candidato escolhido surpreendeu a todos com sua resposta.
A pergunta solicitava que fosse feita uma opção. Propunha o seguinte: você está dirigindo seu carro, em um dia de chuva. De repente, você passa por um ponto de ônibus e vê uma velhinha precisando de atendimento médico. Ela está parada justamente no mesmo ponto em que também se encontra um médico, amigo seu, a quem você deve um grande favor. Para completar, neste ponto de ônibus também está aquela pessoa que você tanto ama e que há tempos não vê, a quem você sempre quis revelar seu grande amor. Você somente pode levar uma destas pessoas com você. Quem você levaria, a velhinha, o médico ou a pessoa amada?
O candidato que foi escolhido deu a seguinte resposta:
“Eu entregaria o meu carro para meu amigo médico levar a velhinha para o hospital e ficaria no ponto de ônibus, junto à pessoa amada, aguardando a condução”.
Tal episódio foi utilizado para que refletíssemos sobre o valor do desapego, para que possamos desfrutar de momentos de prazer e felicidade.
Ao ouvir esta história, lembrei-me de imediato de clientes que sofrem em suas empresas por não conseguirem fazer a experiência do desapego. Privam-se de outras oportunidades de realização, por concentrarem toda sua dedicação dentro do negócio, esquecendo-se de si mesmos e das pessoas que os amam.
Na verdade, vivemos uma realidade que precisa ser encarada de frente: “eu posso estar doente e minha doença pode ser miopia provocada pelo trabalho”.
Cabe ressaltar que todos os seres humanos precisam de momentos para desenvolver sua criatividade, sua sensibilidade, suas percepções e promover seu autoconhecimento. Isto ocorre em momentos de ócio, em que deixamos a mente livre dos problemas do cotidiano.
Dar-se o direito a férias, ao descanso, não é um luxo e sim uma necessidade para que tenhamos uma mente aberta e saudável para administrarmos a rotina, com menos estresse e mais sabedoria. Você entregaria seu carro, assim como fez nosso protagonista desta história? Ou ainda, você deixaria sua empresa uma semana, para desfrutar de alguns momentos de ócio?
Pense nisto, você ainda pode fazer escolhas...

As relações que determinam o sucesso nas empresas

Cultivar práticas de melhoria nas empresas requer um olhar profundo sob nossas próprias crenças. As crenças acompanham nossas ações diárias e subsidiam qualquer processo de mudanças.
As empresas representam espaços de disputa, em que constantemente somos colocados em situações de conflitos que geram, de alguma forma, novas aprendizagens sobre relacionamentos.
Investir nos relacionamentos tornou-se tarefa obrigatória para quem deseja manter-se competitivo no mercado, pois administrar a pressão, o medo e o stress que afetam o desempenho das equipes corresponde a uma decisão estratégica que precisa ser tomada com consciência pelos líderes.
O estilo de liderança na empresa pode definir o nível de eficiência e eficácia das equipes. “O peixe apodrece pela cabeça”. Esta frase me fez pensar que se não houver um firme propósito de mudanças, por aqueles que detém o poder de decisão, de nada vale investir na equipe. A equipe é fruto da liderança e responde fielmente a sua prática no cotidiano.
Relacionamentos são construídos em torno de necessidades sociais, emocionais, comerciais e técnicas. Mesmo que as pessoas estejam ligadas por interesses de venda e compra, existem aspectos intrínsecos que formam os vínculos afetivos nas relações entre coordenadores e coordenados.
As pessoas sentem e pensam sobre seus sentimentos. Tais sentimentos acompanham seu comportamento e definem sua forma de se posicionar diante dos conflitos e situações que exigem negociação.
Cabe-nos refletir sobre o poder da liderança nas empresas, pois conforme pesquisas realizadas por Daniel Goleman, autor do livro “Inteligência Emocional”, a competência emocional corresponde a cerca de dois terços dos ingredientes do desempenho de um profissional de ponta. Esta competência, ao contrário das dicas técnicas e intelectuais, corresponde entre 80% e 100% das apontadas pelas próprias companhias como cruciais para o êxito. A competência emocional interage com as demais e define o sucesso ou fracasso de uma empresa.
Assim, competências pessoais, sociais e intelectuais precisam ser desenvolvidas constantemente através de programas de capacitação e desenvolvimento pessoal. Estes devem atender aos propósitos de promover os profissionais que deverão estar à frente de equipes de trabalho. Liderar é a capacidade em inspirar e guiar indivíduos e grupos. Os líderes precisam adquirir ou desenvolver habilidades de engajamento e encorajamento de melhorias contínuas com suas equipes.
Vale a pena estarmos sempre atentos às redes de relacionamentos que estão sendo formadas na empresa e, principalmente, estarmos sensíveis aos sentimentos da equipe com relação aos objetivos propostos e procedimentos adotados na resolução de problemas.
É fundamental investirmos em lideranças comprometidas com um processo de auto-desenvolvimento. Pessoas que aceitam e desejam investir em sua melhoria emocional, buscando auto-realização através do trabalho e auto-conhecimento através das dificuldades encontradas nos relacionamentos cotidianos.

Minha empresa é minha vida

Quero nesta edição compartilhar experiências que venho construindo diariamente com as pessoas acerca do papel que as empresas passaram a ter em suas vidas. É um privilégio e uma imensa responsabilidade poder falar para tantos leitores, sabendo que posso influenciá-los em suas decisões. Encaro este privilégio com toda seriedade, pois sinto diariamente o quanto estamos carentes e perdidos mediante tantas exigências, cobranças e expectativas que nos são impostas neste mercado altamente competitivo. Na verdade, ouço a cada dia histórias de empresas que surgiram sem grandes pretensões, cresceram e se tornaram o centro da vida de empresários e suas famílias. E eles só se deram conta desse crescimento quando perceberam que já tinham muito a perder.
Muitas empresas cresceram sem qualquer planejamento, em uma fase em que a intuição, a ousadia e a vontade superaram qualquer outro sentimento. Fazer contas nem era tão importante, pois a empresa podia ser administrada com os olhos. A matemática era: comprar bem para vender bem. Hoje, a matemática inclui outras variáveis que nem sempre conseguimos compreender sem o auxílio de profissionais especializados.
Mas não quero falar sobre análise financeira ou tributos, pois não é a minha especialidade. Quero falar sobre o espaço que as empresas tomaram em nossa vida e o quanto outras prioridades foram deixadas de lado. Vejo o quanto as pessoas estão infelizes dentro de suas empresas. Relacionamentos que foram sacrificados e que deixaram um patrimônio que se tornou motivo de disputa entre herdeiros. Meus amigos, onde estão nossos verdadeiros valores? O que de fato nos move e nos faz sentirmos vivos, realizados e felizes?
Quando o sucesso vem acompanhado de desenvolvimento pessoal, ou seja, quando as pessoas reconhecem que estão melhores em sua vida familiar, pessoal e que a empresa proporcionou-lhes isto, temos casos verdadeiros de sucesso. Porém quando as pessoas utilizam a empresa para esconderem-se da própria vida, tornando-se prisioneiros dela.
E isto é muito mais comum do que imaginamos. Certo dia, uma esposa cansada me revelou: “Não temos, eu e meu marido, mais diálogo, só conversamos sobre a empresa. Quando isto não está em pauta, reina um imenso silêncio entre nós”.
Meus queridos leitores, olhem para vossas empresas e se perguntem que lugar elas vêm ocupando em vossas vidas. Do que estamos abrindo mão em prol delas?
Digo isto porque a empresa só pode ser saudável sendo administradas por pessoas saudáveis. Se nossa vida familiar, pessoal e emocional estiver nos possibilitando este desenvolvimento saudável, faremos uma empresa bem sucedida. Ela será uma parte importante de nossa vida. Mas, certamente, não será tudo. Pois nem tudo depende unicamente de um bom faturamento.

Vamos nos Comunicar?

A comunicação nas Empresas, sempre foi alvo de desencontros, pois muitas coisas são tratadas apenas verbalmente, não havendo a prática de se registrar o que foi dito, nem tão pouco os encaminhamentos definidos como sendo necessários.
Em Oficinas,Centros Automotivos,Auto Peças e Distribuidoras, geralmente encontramos certas resistências quando tratamos de implantações de check-list, controles de resultados, Ordens de Serviço,etc, pois a pressa na execução do serviço ou no atendimento do pedido, faz com que os profissionais queimem etapas importantes de procedimentos preventivos.
A falta de prática em promovermos anotações, cria uma cultura de “negação aos papéis”, pois os mesmos retardam os atendimentos.
Quantas vezes, serviços são refeitos, prejuízos são acumulados, devido a falta de informações nos diagnósticos, bem como a falta de leitura do que está escrito, por parte daqueles que estão diretamente envolvidos na execução do trabalho.
È comum ouvirmos os reparadores, reclamarem do atendimento do balconista, que pouco explora as informações e enviam peças erradas, gerando re-trabalho.Por outro lado, temos os balconistas que se queixam do reparadores que solicitam as peças erradas , por não conhecerem as especificações de aplicação, o código do produto,etc. Os motoqueiros que se queixam de sairem várias vezes, para o mesmo destino, pois os reparadores não solicitam as peças de uma única vez.
Enfim, todos se queixam de todos. Porém onde reside e começa o problema?
Em quem compra, que não identifica claramente o que deseja?
Em quem vende, que não faz questionamentos sobre a aplicação do produto a ser adquirido e que muitas vezes não conhece o produto que está vendendo?
Do motoqueiro que está sempre apressado em ir buscar a peça?
Há quem diga que nossos profissionais não têm o hábito de lerem. Agem por impulso e por ensaio e erro;isto porque não contabilizam as despesas geradas por transtornos gerados pela ineficiência de processos de comunicação.
Se formos mais a fundo, quantas vezes o colaborador é informado sobre as regras do jogo, já estando dentro da partida. Ou seja, as normas da empresa são passadas aos poucos, quando surgem os problemas e não logo no início do contrato. Aliás, o contrato muitas vezes é apenas de caráter moral, nada documentado, contando com o bom senso das partes envolvidas, que a princípio concordam com tudo e somente com a convivência, começam a questionar os acordos feitos, por se julgarem prejudicados .
Nossas empresas realmente precisam trabalhar na construção de uma nova cultura.
Precisamos criar em nossos profissionais , o hábito de documentar, de monitorar resultados e promoverem análises.
Certa vez perguntei aos colaboradores de uma empresa, se os mesmos sabiam quantos carros eram reparados por mês e ninguém soube me responder, pois não tinham este feedback.
Quantas peças foram vendidas? Quantas devoluções foram feitas? Quantos orçamentos perdidos?
Meus amigos vamos refletir sobre o óbvio:
Como atingir metas sem parâmetros ou comparativos?
Como visualizar o todo, fragmentando as informações?