domingo, 3 de janeiro de 2010

Os Jogos de Poder nas Organizações

Prezados leitores, quando vocês contratam os serviços de Consultoria, estão de certa forma, favorecendo que jogos de poder sejam desvendados, ou mesmo, potencializados com a chegada deste (a) intrometido que irá navegarem mares agitados e profundos.
Tal profissional precisa desenvolver competências de navegação política , pois estes jogos não tem regras fixas, nem obedecem limites.
Para que todos possam compreender melhor sobre o tema, quando colaboradores que atuam nas empresas, percebem que suas ascensões profissionais dependem de questões políticas, tendem a instaurar os jogos de poder(Freitas,Décio.O dragão e a serpente.Porto Alegre,sulina,2003).
Como o Consultor, geralmente domina esta estratégia, rapidamente percebe os jogos instalados e passa ser alvo de ataques, que tem com objetivo único de tirá-lo o mais rápido possível da empresa, a fim de que o status quo seja preservado.
A eficiência do trabalho do Consultor dependerá de como ele irá decifrar o ambiente que irá influenciar seu trabalho de forma brutal. Neste ambiente, cabe identificar os símbolos de poder, como: ocupar a sala mais próxima da sala do chefe; torcer pelo seu time de futebol, praticar o mesmo esporte, abrir e fechar a empresa, etc.
O status e o poder são alvos desejados pelo ser humano,mesmo que inconscientes. Buscamos desenvolvendo comportamentos, a princípio aplaudidos pelos gestores,mostrando-nos parceiros leais, irrepreensíveis. Vestimos a camisa, ficamos até tarde na empresa e não reclamamos por pagamento de horas extras. Conversamos sobre nossos problemas pessoais e servimos como conselheiros e amigos de nossos Gestores.
No entanto, o jogo começa a ser montado, quando uma das partes (colaboradores ) iniciam suas jogadas, enfatizando suas dedicação sem limites; como sendo algo que só beneficia a empresa e não a ele próprio. Dão o sangue pelo negócio e pregam que o fazem “por amor”, o que é facilmente é desmascarado quando a empresa deixa de dar-lhe o Poder ou Status que sempre julgaram ter.
Não é somente a remuneração, o foco de disputa entre as pessoas ,mas também a posição que ocupam no “tabuleiro de xadrez ”.
Logo , percebemos que Jogos de Poder estão presentes em todas as organizações. Quando o consultor chega na empresa ele precisa de patrocinadores; pessoas que apóiam seu trabalho e facilitam sua intervenção,neutralizando os jogos de poder.
Assim, logo surgem movimentações, mais ou menos padronizadas como:
1. Agendar reuniões e deixar o interlocutor/Consultor esperar, até ser atendido.
2. Atender ao telefone, deixando o Consultor esperando o término do assunto, ignorando sua agenda , seu trabalho, desmerecendo seu tempo,
3. Depreciar o trabalho do Consultor perante o Grupo,
4. Tirar sua credibilidade, invertendo suas colocações,
5. Desmerecer e sonegar-lhe os méritos,
6. Ridicularizá-lo e desestabilizá-lo emocionalmente de preferência perante o Grupo,
Todos este artifícios são utilizadas contra o Consultor que consciente deste jogo, alerta seu contratante que poderá manter-se firme no propósito de interromper este Jogo (que o torna refém e vulnerável a qualquer reação de seus colaboradores), ou deixar-se influenciar pelos jogadores e demitir o Consultor na primeira oportunidade.
Desta forma, muitas empresas interrompem seus processos de melhorias, por não perceberem, a quem interessa interromper a consultoria.
Quem serão os maiores beneficiados com a saída do Consultor?
Ao responder a estas perguntas podemos encontrar várias respostas e uma delas pode ser: “- Os que mais irão se beneficiar com a interrupção do trabalhor, são os que mais resistem as mudanças.Estes atacam a intervenção externa e torcem por seu fracasso, a fim de permanecerem fortalecidos.
Depois de tantos anos de trabalho como Consultora, tenho a percepção de que, todo início de trabalho é apoiado por todos, sem qualquer resistência, mas não posso me iludir.
Em pouco tempo de intervenção, de Anjo a Consultoria passa a ser vista como Vilã, muitas vezes por um pequeno grupo de jogadores inseguros . Neste momento, o equilíbrio emocional torna-se fundamental no processo de amadurecimento do consultor e da empresa.
Desta forma, cabe aos contratantes estarem atentos. Quando perceberem tais movimentações de seus colaboradores, isto pode significar que algo, realmente está sendo feito e portanto, surtindo efeitos importantes para que hajam mudanças.
Os jogos de poder, não necessariamente são ruins. Eles podem ser utilizados para causas nobres de ajuda coletiva. Mas, ainda precisamos aprender a utilizá-lo para este fim. Estejamos atentos e preparados para o Jogo e saber como devemos nos posicionar diante dele.

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