sábado, 2 de janeiro de 2010

A atuação feminina nas oficinas de reparação automotiva

Vânia Lúcia de Oliveira é pedagoga com pós-graduação em Psicopedagogia e Desenvolvimento de Recursos Humanos, MBA Gestão estratégica de Pessoas,Prof FGV,Coach Organizacional. Informações pelos telefones (12) 9186 7063.


Quero nesta edição ressaltar a importância de inúmeras mulheres que hoje atuam no mercado de reparação, auxiliando na administração do negocio. Muitos dos clientes que atendo vivem esta realidade.
São esposas, mães e filhas que optam em desenvolver seu papel enquanto profissionais, dentro das oficinas que, até então, sempre foram território de domínio masculino.
Cabe salientarmos que muitas acabam se saindo muito bem nesta função, obtendo êxito como profissionais e contribuindo para o crescimento das empresas de forma extremamente eficiente e eficaz. O que eu venho aprendendo com estas mulheres e que eu quero compartilhar com vocês hoje, são os seguintes tópicos:
+ Não se pode ver a oficina como extensão de sua casa. Ela deve ser o seu local de trabalho, mesmo se lá atuam também seus maridos e filhos. Logo você tem compromissos, horários, como todos os funcionários.
+ A mulher pode e deve conquistar o seu espaço e o mesmo deve ser ocupado por competência, ou seja, conhecer a fundo o seu trabalho e saber administrá-lo.
+ A mulher pode e deve ter uma visão geral da empresa e não ficar apenas fixa no cumprimento de suas tarefas. Deve procurar compreender a dinâmica do setor e ter uma participação nele, não como agente passiva ,mas ativa capaz de sugerir, inovar e reconstruir uma cultura organizacional, ou seja, mudar hábitos valores, crenças e costumes praticados na rotina deste ambiente.
+ A busca pelo aperfeiçoamento, pela capacitação, precisa ser tratada como condição básica para todo profissional atuar com qualidade, independente da questão de gênero. Logo, faz-se necessário investir no conhecimento sempre, independente da atuação feminina se desenvolver na área administrativa/financeira, atendimento, estoque, compra, etc.
+ A sensibilidade feminina, quando bem canalizada, pode acrescentar muito às relações existentes na empresa, favorecendo o dialogo, a negociação, a busca pelo equilíbrio entre razão/emoção, favorecendo na apresentação pessoal dos funcionários perante seus clientes e fornecedores, estando atenta a imagem que a empresa esta passando para o mercado.
É muito gratificante vermos a cada dia aumentar o numero de mulheres comprometidas com as mudanças neste setor. Estas não vêem a empresa como um passa-tempo, mas sim como um ambiente em que as mesmas podem potencializar ainda mais seu desenvolvimento profissional. São de fato colaboradoras diretas para o sucesso das empresas. E aqui quero deixar uma singela homenagem a uma delas, Maria Aparecida Ferreira Ragozzini, com quem pude conviver, através do Grupo dos 15, para o qual presto serviço como consultora. Com ela pude aprender que, mais do que ser esposa, mãe e mulher, podemos ser empreendedoras e verdadeiras alvancadoras de sucesso onde quer que estejamos atuando. Em várias oficinas, muitas mulheres estão sendo um ponto de equilíbrio, capaz de definir muitas vezes pela sustentabilidade da mesma no mercado. Valorizar e reconhecer a importância desta profissional pode ser o inicio de mais uma quebra de paradigmas no setor. Para isto não basta somente a mulher estar na empresa. É preciso saber fazer a diferença estando nela. Isto com certeza, Cida Ragozzini fez e o exemplo deixado permanecerá vivo em nossas lembranças. (Cida faleceu em 17 de outubro de 2002).

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