Prezados leitores, quando vocês contratam os serviços de Consultoria, estão de certa forma, favorecendo que jogos de poder sejam desvendados, ou mesmo, potencializados com a chegada deste (a) intrometido que irá navegarem mares agitados e profundos.
Tal profissional precisa desenvolver competências de navegação política , pois estes jogos não tem regras fixas, nem obedecem limites.
Para que todos possam compreender melhor sobre o tema, quando colaboradores que atuam nas empresas, percebem que suas ascensões profissionais dependem de questões políticas, tendem a instaurar os jogos de poder(Freitas,Décio.O dragão e a serpente.Porto Alegre,sulina,2003).
Como o Consultor, geralmente domina esta estratégia, rapidamente percebe os jogos instalados e passa ser alvo de ataques, que tem com objetivo único de tirá-lo o mais rápido possível da empresa, a fim de que o status quo seja preservado.
A eficiência do trabalho do Consultor dependerá de como ele irá decifrar o ambiente que irá influenciar seu trabalho de forma brutal. Neste ambiente, cabe identificar os símbolos de poder, como: ocupar a sala mais próxima da sala do chefe; torcer pelo seu time de futebol, praticar o mesmo esporte, abrir e fechar a empresa, etc.
O status e o poder são alvos desejados pelo ser humano,mesmo que inconscientes. Buscamos desenvolvendo comportamentos, a princípio aplaudidos pelos gestores,mostrando-nos parceiros leais, irrepreensíveis. Vestimos a camisa, ficamos até tarde na empresa e não reclamamos por pagamento de horas extras. Conversamos sobre nossos problemas pessoais e servimos como conselheiros e amigos de nossos Gestores.
No entanto, o jogo começa a ser montado, quando uma das partes (colaboradores ) iniciam suas jogadas, enfatizando suas dedicação sem limites; como sendo algo que só beneficia a empresa e não a ele próprio. Dão o sangue pelo negócio e pregam que o fazem “por amor”, o que é facilmente é desmascarado quando a empresa deixa de dar-lhe o Poder ou Status que sempre julgaram ter.
Não é somente a remuneração, o foco de disputa entre as pessoas ,mas também a posição que ocupam no “tabuleiro de xadrez ”.
Logo , percebemos que Jogos de Poder estão presentes em todas as organizações. Quando o consultor chega na empresa ele precisa de patrocinadores; pessoas que apóiam seu trabalho e facilitam sua intervenção,neutralizando os jogos de poder.
Assim, logo surgem movimentações, mais ou menos padronizadas como:
1. Agendar reuniões e deixar o interlocutor/Consultor esperar, até ser atendido.
2. Atender ao telefone, deixando o Consultor esperando o término do assunto, ignorando sua agenda , seu trabalho, desmerecendo seu tempo,
3. Depreciar o trabalho do Consultor perante o Grupo,
4. Tirar sua credibilidade, invertendo suas colocações,
5. Desmerecer e sonegar-lhe os méritos,
6. Ridicularizá-lo e desestabilizá-lo emocionalmente de preferência perante o Grupo,
Todos este artifícios são utilizadas contra o Consultor que consciente deste jogo, alerta seu contratante que poderá manter-se firme no propósito de interromper este Jogo (que o torna refém e vulnerável a qualquer reação de seus colaboradores), ou deixar-se influenciar pelos jogadores e demitir o Consultor na primeira oportunidade.
Desta forma, muitas empresas interrompem seus processos de melhorias, por não perceberem, a quem interessa interromper a consultoria.
Quem serão os maiores beneficiados com a saída do Consultor?
Ao responder a estas perguntas podemos encontrar várias respostas e uma delas pode ser: “- Os que mais irão se beneficiar com a interrupção do trabalhor, são os que mais resistem as mudanças.Estes atacam a intervenção externa e torcem por seu fracasso, a fim de permanecerem fortalecidos.
Depois de tantos anos de trabalho como Consultora, tenho a percepção de que, todo início de trabalho é apoiado por todos, sem qualquer resistência, mas não posso me iludir.
Em pouco tempo de intervenção, de Anjo a Consultoria passa a ser vista como Vilã, muitas vezes por um pequeno grupo de jogadores inseguros . Neste momento, o equilíbrio emocional torna-se fundamental no processo de amadurecimento do consultor e da empresa.
Desta forma, cabe aos contratantes estarem atentos. Quando perceberem tais movimentações de seus colaboradores, isto pode significar que algo, realmente está sendo feito e portanto, surtindo efeitos importantes para que hajam mudanças.
Os jogos de poder, não necessariamente são ruins. Eles podem ser utilizados para causas nobres de ajuda coletiva. Mas, ainda precisamos aprender a utilizá-lo para este fim. Estejamos atentos e preparados para o Jogo e saber como devemos nos posicionar diante dele.
domingo, 3 de janeiro de 2010
sábado, 2 de janeiro de 2010
CASE HAVAINAS – AS LEGÍTIMAS
Consideradas a mais simples resposta à necessidade de proteger os pés, as
sandálias percorreram os séculos sob as mais diferentes formas. Sua simplicidade as faz perfeitas para os países de clima quente, sendo incorporada nas culturas do Mediterrâneo e de alguns países da Ásia. Trocar os sapatos que se está usando por sandálias, antes de entrar em casa, é um costume no Japão que demonstra respeito e humildade.
Tudo leva a crer que foi a Zori, sandália japonesa, a fonte de inspiração para a
criação das sandálias Havaianas em 14 de junho de 1962.
Mas a versão nacional trazia um diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, 100% nacional e que garantia calçados duráveis e confortáveis.
Era tão simples a idéia da nova sandália que sua fama se espalhou feito rastilho de pólvora. Em menos de um ano, a São Paulo Alpargatas fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento das imitações. A concorrência bem que tentou...mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que "não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras".Bonita e gostosa, a sandália Havaianas se transformou num cult. Quem não tem pelo menos um par - de qualquer cor, não importa - está completamente desatualizado das peças básicas para qualquer guarda-roupa ou mala que se preze Um bom par de Havaianas combina com cidade, com praia, mar, céu azul, piscina e com vida dura. Em uma marcha do Movimento dos Sem-Terra sobre Brasília,milhares de homens, mulheres e crianças cruzaram o país calçando Sandálias Havaianas. Na outra ponta, socialites, artistas, o presidente da República,famosos pezinhos (e outros menos cotados) podem ser vistos dentro de coloridas Havaianas. Sem dúvida é a sandália mais democrática que se tem notícia. Calça “do mais pobre ao mais rico” - como disse o escritor Jorge Amado, que não dispensa a calça jeans e um par de Havaianas.
Elas são a cara de pelo menos três gerações de brasileiros. Passaram pelo
movimento hippie, pelos anos 70, 80 e 90 e vão muito bem, obrigado! Aliás,
sempre alerta, não perdeu nenhum movimento, adaptando suas ações às ordens da moda. Em 1994 ganharam uma nova versão: as monocromáticas Havaianas Top. Uma clara referência a seu posicionamento no mercado: um produto mais caro do que as tradicionais. Mídia e vips foram os primeiros a receber a novidade em mãos. Foi um delírio. Os editoriais de moda, jornais e revistas foram unânimes: as Havaianas Top estavam provocando uma revoluçâo na moda e no mercado.
Transformaram-se em ícone, em objeto de desejo, em peça obrigatória. E em
sinônimo de sandália.
Tema de teses de mestrado, de trabalhos de escola ou de faculdade, o case
Havaianas atrai gregos e troianos. Foi seu desenho simples e inteligente que as levou para a mostra Artesanato e Design: Um Processo Contínuo, a ser
representante do Brasil na Expo-98, em Lisboa, Portugal, e que as fez merecer
destaque na exposição Design e Materiais, realizada em São Paulo no final de 97.Segmentando seu mercado, a São Paulo Alpargatas criou uma versão para cada pé e cada gosto: as Tradicionais; a Top, as Havaianas Brasil, lançadas durante a Copa do Mundo de 98; a Surf; a Fashion; a Fashion Cristal; a Kids; a Clubes; a Floral; a Alamoana; a Milênio entre outros modelos que logo surgirão.
Na Fábrica de Havaianas em Campina Grande (PB), são fabricados cinco pares de sandálias Havaianas por segundo, o que dá 105 milhões de pares em um ano.Desde o seu lançamento, 2,2 bilhões de pares de sandálias Havaianas foram fabricados e vendidos. Alinhados os pés de tamanho 37, chega-se a quase 50 voltas de circunferência da Terra. E hoje chega-se a uma constatação: a cada três brasileiros, dois em média consomem um par de Havaianas por ano.A qualidade do produto, a estratégia de marketing e a campanha publicitária baseada em depoimentos - gente famosa usando Havaianas - um antigo hábito da São Paulo Alpargatas, trouxeram vida para a tradicional sandália, ainda que ela dispensasse maiores apresentações.
Quem primeiro apresentou o produto, por muitos anos, foi Chico Anysio. Na
década de 90, voltou em um dos anúncios do lançamento das Havaianas Top
proclamando “Isso é amor antigo”. A simbiose entre o produto e o artista foi tão
grande que houve um tempo em que se acreditava ser ele o dono da empresa.
Saiu Chico Anysio e entrou Thereza Collor, eleita, em uma pesquisa feita pela São Paulo Alpargatas, a musa do Nordeste. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Luis Fernando Guimarães. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Bebeto e Maurício Mattar usando as sandálias.
Na TV, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas Havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança, quebrada, não acusava. Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois, um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani, outro pedia as Havaianas da Déborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira e Reinaldo Gianechini também apareceram nas telinhas em divertidas situações relacionadas às Havaianas.
As Havaianas foram a estrela dos últimos verões do milênio. Elas apareceram em sua versão de fábrica em mais de 60 cores. Foram decoradas pela criatividade daqueles que bordaram suas tiras com lantejoulas, vidrilhos, conchinhas ou pintaram seu solado. Tiveram suas tiras e solados misturados, ganhando uma cara personalizada. Ousados inverteram a posição das tiras criando uma sandália diferente ou usaram um pé de cada cor.
Se, como diz Fernando de Barros, “quase nada mudará na moda, pelo menos nos próximos dez anos, até que uma nova geração apareça e invente uma nova moda”, uma coisa é certa: objeto de desejo, as Havaianas têm glamour,
personalidade e estilo. Básicas, irresistíveis, imprescindíveis, elas serão eternas enquanto durarem.
Algumas notícias sobre o produto atual .Alpargatas vai distribuir Havainas na festa do Oscar São Paulo, 7 de março (Portal EXAME) Caetano Veloso não será o único representante brasileiro na festa de entrega do Oscar, na noite de 23 de março. A Alpargatas também estará presente,distribuindo 50 pares de Havaianas a estrelas como Meryl Streep, Nicole Kidman,Paul Newman e Jack Nicholson.
A ação faz parte da campanha da empresa paulista para impulsionar as vendas do produto no exterior. Nos Estados Unidos, ao contrário do que acontece no Brasil, a sandália virou uma peça cult, cobiçada pelo mundo fashion. Um par de Havaianas chega a valer 80 dólares no mercado americano.
Musas não salvam Havaianas Vendas caíram 3%. Exportações
Compensaram O aumento da concorrência e a redução da renda do consumidor deram uma rasteira nas vendas das sandálias Havaianas em 2002, apesar do apelo do marketing em campanhas milionárias com várias beldades da TV. No ano passado, o número de pares comercializados caiu 3%, de 119 milhões para 115,5 milhões - uma redução de 3,5 milhões de sandálias em relação a 2001. A queda só não foi maior devido ao aumento de 18% nas exportações para 47 países.
- Sofremos com a retração da renda, com a alta do juro, inflação e desemprego.As pessoas deixam de trocar a sandália para reduzir gastos. Há ainda a concorrência com modelos similares e mais baratos - disse José Sálvio, gerente da Alpargatas, dona da marca.
As despesas da empresa para vender seus produtos cresceram 10,5%, atingindo R$ 187 milhões. A publicidade foi agressiva. Um exército de atrizes e modelos invadiu os comerciais para convencer o país a calçar a sandália, que fez 40 anos no ano passado.
Entre as artistas escaladas para a campanha, intitulada Deusas estavam as
atrizes Vera Fischer, Malu Mader, Luma de Oliveira, Patrícia Pillar e Giovanna
Antonelli, além da modelo Daniela Cicarelli. Também foi ao ar um filme com os
atores Reinaldo Gianechini, Marcos Palmeira e o ex-jogador de futebol Raí.
Tantas celebridades tentaram segurar a ofensiva da concorrente Grendene, que escalou a top model Gisele Bündchen para vender a sandália Ipanema e atacou ainda com a modelo Adriane Galisteu com a marca Grendha, o tenista Guga com o chinelo Rider, além de sandálias das apresentadoras Xuxa e Eliana e da cantora Sandy.
Para compensar a redução das vendas das Havaianas, que respondem por 45%do seu faturamento, a Alpargatas conseguiu ampliar a receita com outras marcas (tênis Tooper, Rainha e as licenciadas Mizuno e Timberland). Os destaques foram o aumento de 27% das vendas da marca licenciada Timberland (botas e acessórios para esportes de aventura) e de 26% do esportivo Mizuno.Em 2002, a empresa lucrou R$ 47,7 milhões, um aumento de 46% em relação a 2001 (R$ 32,6 milhões). Considerando todas as marcas, a companhia conseguiu empatar o volume vendido (129,2 milhões de pares) com o de 2001. Neste ano, o orçamento da empresa prevê investimentos de cerca de R$ 46 milhões, acima dos R$ 25 milhões de 2002.
Da Agência Folha [27/FEV/2003]
A volta por cima
Até mesmo uma grande marca não está livre de cair na armadilha da
indiferenciação. As Havaianas, sinônimo de sandália desde que foi lançada, em
junho 1962, experimentou esse tipo de dissabor. A marca chegou aos anos 90
com a imagem desbotada. Seu principal público consumidor, a classe média, a
havia trocado por produtos mais sofisticados. "Usá-la virou atestado de pobreza",afirma Paulo Lalli, diretor da Alpargatas. Popularizada pelas campanhas protagonizadas pelo humorista Chico Anysio ("não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras" era seu slogan), passou a ser difícil encontrar as Havaianas à venda nos grandes centros, a não ser na periferia. O foco no produto barato havia se sobreposto à estratégia de marca. "Todo nosso esforço, naquela época, concentrava-se em reduzir custos", diz Lalli. Foi em 1994, justamente no ano em que marcas mais baratas de sandália começaram a emergir, que a Alpargatas decidiu dar a volta por cima. O primeiro passo para reconstruir a imagem da Havaianas foi o lançamento de uma linha com um nome sugestivo: Top monocromática, com um solado mais alto, o nome gravado em relevo. Com ações que conjugaram publicidade e relações públicas, a sandália evoluiu de confortável pé de chinelo para artefato de moda. "As Havaianas devem seu boom em parte à propaganda gratuita de fãs como as supermodelos Naomi Campbell, Kate Moss e a brasileira Gisele Bündchen", escreveu o The Wall Street Journal numa reportagem de primeira página publicada em agosto do ano passado. (Gisele bandeou-se para a concorrente Grendene, que com seu empurrão projeta vender 8 milhões de pares em menos de um ano.)
Nessa estratégia de reconstrução (na verdade, de ressurreição) da marca,
nenhum "P" do marketing foi esquecido. A verba de publicidade cresceu e passou a corresponder a 12% das vendas da Alpargatas (728 milhões de reais no ano passado). Craques do futebol (Bebeto, Raí), atores (Malu Mader, Patrícia Pillar, Marcos Palmeira) e modelos (Luana Piovani, Fernanda Lima), protagonizaram situações divertidas em comerciais de TV e anúncios de revistas. Quando a Alpargatas foi reforçar o estoque nas lojas de calçados freqüentadas pela classe média, deparou com um obstáculo. Como parte do salário dos vendedores provém de comissões, eles preferiam vender um tênis da Nike de 150 reais a oferecer uma Havaiana da moda, que custa menos de 10. Eis o que fez a Alpargatas:
espalhou displays nos caixas e caprichou na embalagem, a fim de estimular as
compras por impulso. Atacadistas foram convocados para massificar a distribuição em 150 000 pontos-de-venda pelo Brasil afora. Uma equipe de designers foi despachada para a Europa. "Fizemos pesquisas de cores para selecionar as que melhor combinavam com os trajes de banho", diz Lalli. As coleções passaram a ser renovadas a cada ano (foram lançados sete novos modelos no ano passado).
Atraídas pela variedade de cores, as jovens consumidoras compram dois ou três pares, em vez de um. "Mudamos, finalmente, a equação de valor", diz Lalli. Com tudo isso, as vendas dobraram em uma década. Em 2001 foram comercializados 119 milhões de pares de Havaianas, que movimentaram acima de 600 milhões de reais no varejo. O renascimento da marca abriu novas possibilidades de crescimento. Uma delas é o merchandising e as estratégias de extensão de linha.
"Descobrimos que, além das cores, as Havaianas combinam com temas", afirma Lalli. A coleção temática mais bem-sucedida foi alusiva à Copa do Mundo em 1998, com 400 000 pares comercializados até hoje. Atualmente, a Alpargatas está negociando a produção de uma série especial para a Coca-Cola, numa promoção para atingir a faixa de 15 a 25 anos. "Vamos estender a marca com todo o cuidado", diz Lalli. A precaução de manter os pés no chão se explica: tempos atrás, a Alpargatas, na tentativa de inovar, mexeu na fórmula do produto, uma mistura de borracha natural com sintética que, a exemplo da Coca-Cola, esconde a sete chaves, e enfrentou um fiasco no lançamento de uma nova linha.
Outra possibilidade é o crescimento das exportações. Badaladas em editoriais de moda de revistas européias, vendidas nas Galleries Laffayette, em Paris, ao lado de itens de estilistas como Yves Saint Laurent e Chanel, as Havaianas têm chance de se tornar uma das primeiras marcas brasileiras a alcançar o status de global.
Distribuídas atualmente em 47 países, as sandálias venderam no exterior cerca de 5 milhões de pares no ano passado. "São volumes pequenos ainda, mas
expressivos para divulgar a marca", diz Lalli. "Queremos que as exportações
rapidamente avancem de 4% para 15% de nosso faturamento
Leitura complementar: Entevista com o Ex Presidente da Apargatas
A Alpargatas foi a primeira empresa a fazer o índigo nacional e criou as sandálias Havaianas. Podemos dizer que este é um lema da empresa: procurar sempre inovar? "No nosso negócio, inovação é sobrevivência. Todos usamos, no mínimo, um calçado, e precisamos que as pessoas usem mais calçados.
Antigamente, as sandálias Havaianas eram voltadas à classe C. Antes da minha chegada na empresa, foram criadas as Havaianas de uma cor só (as de antes, eram brancas com as tiras coloridas, e as pessoas viravam as tiras para que as sandálias ficassem de uma só cor). A Alpargatas demorou dez anos para se convencer a criar as Havaianas de uma cor só. Foram criadas, então, quatro cores da sandália monocolor, dando origem à Havaiana Top. Hoje, são 13 cores de Havaianas Top, além de vários padrões.Percebemos, então, que teríamos que inovar sempre.Hoje, as Havaianas atravessam todas as classes sociais, de A à E. A idéia é fazer com que as mulheres queiram ir à praia e à piscina com uma Havaiana combinando com cada um de seus biquinis.
Hoje, vendemos quase 120 milhões de pares de Havaianas ao ano e foi a inovação que nos possibilitou alcançar todas as classes sociais, por isso o slogan 'Todo mundo usa'.Não adianta perguntar o que o cliente quer, mas sim descobrir o que ele ainda não sabe que quer, pois se fizer a primeira pergunta, provavelmente a resposta será 'preço' e 'prazo'.Porém, o que ele não diz querer é a chave do sucesso."A Alpargatas surgiu em 1907, com outro nome: Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados. O que a empresa produzia na época? "Encerado Locomotiva, que vemos por aí nos caminhões, e Alpargatas Roda, um sapato de tecido com solado de corda, que ficava pendurada nos armazéns."Como e por que se deu a compra da Jeaneration, em 1975?
"A Jeaneration foi uma tentativa de criar algo semelhante à GAP americana, mas tivemos algumas dificuldades, culminando no fechamento da marca como loja.A Jeaneration era uma marca voltada à classe média, e foi difícil competir neste mercado.Creio que não soubemos inovar na velocidade necessária."
Qual foi a intenção do licenciamento da Timberland, em 1995?
"A Alpargatas perdeu a licença da Nike em 1995. Considerávamos importante manter a ligação com uma marca internacional. Então, vieram os licenciamentos da Timberland e da Mizuno. A Timberland é uma das marcas internacionais mais sensacionais que conheço, mas reconhecemos que ela tem um preço alto para a média dos consumidores brasileiros. Começou sólida, porém devagar no nosso mercado. Perdeu dinheiro durante algum tempo, mas agora já começou a empatar. Hoje, 85% dos produtos vendidos no Brasil são fabricados aqui, e a marca tem um bom nome."
Quais são os produtos que a Alpargatas produz hoje?
"A Alpargatas é a empresa que tem mais marcas registradas no INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Somos os maiores fabricantes e comercializadores de tênis do Brasil."
As principais marcas são: 1º - Havaianas – "Todo mundo usa" -> carro-chefe
2º - Rainha – "Esporte no limite do prazer" -> segunda marca mais vendida e a que tem menos rejeição no Brasil
3º - Topper – "Futebol é coisa séria" -> terceira marca mais vendida; 90% da linha é futebol e patrocinamos vários clubes com a marca
4º - Mizuno – "Serious performance" -> quarta marca mais vendida e a marca internacional (japonesa) mais vendida no Brasil atualmente; é a melhor marca do mundo para tênis de corrida
5º - Conga – "Conga é 10" -> o Fusca da marca, ou seja, o de hoje é diferente do antigo,mas é inconfundível
Hoje, as Havaianas são vendidas em grandes magazines e lojas de grife na Europa. A empresa é líder nos mercados de sandálias e calçados esportivos?
"A empresa é líder neste segmento, sim. E batemos vários recordes de vendas. No ano passado, vendemos 116 milhões de pares de Havaianas, sendo 5 milhões exportados para 53 países. O país que mais compra Havaianas hoje é a Austrália, seguido pelo Japão,Estados Unidos e Colômbia. Na Europa, quem mais compra é a França."
O que significa ter a Alpargatas entre As 100 Melhores Empresas para se Trabalhar,segundo a Revista Exame?
"Muito. Nós já recebemos o título uma vez e estamos concorrendo novamente neste ano.
Esperamos ganhar de novo, porém, temos que trabalhar muito para isso, sempre para tratar cada vez melhor nossos funcionários. Aqui na empresa, temos três valores: ética,respeito às pessoas (somos reconhecidos como uma das empresas mais seguras do Brasil,sem atacar o meio-ambiente) e ccountability."A Alpargatas tem programas de responsabilidade social?
"Temos o Instituto Alpargatas, criado em janeiro de 2003, para melhor direcionar os investimentos da empresa na comunidade onde atua. Hoje, o Instituto tem foco na educação pelo esporte. Elegemos a cidade de Santa Rita – PB, uma das cidades que têm o menor índice de desenvolvimento humano do país, para investir. Pretendemos levar as crianças para a escola, romovendo a prática de esportes ao nosso público-alvo, que temde sete a 17 anos. Atuamos nas cidades onde estão localizadas nossas fábricas. Também
trabalhamos com o objetivo de definir melhor as doações da Alpargatas, principalmente a doação de produtos, além de trabalhar fortemente na linha do voluntariado. Fizemos uma pesquisa interna e percebemos que o voluntariado já é bem praticado na empresa, e que somente precisa ser estimulado para se caracterizar como um dos braços do Instituto."
Como a empresa investe em treinamento e capacitação profissional?
"Temos um programa de desenvolvimento gerencial chamado TOP 6, que atua em nível gerencial, investindo na melhoria das competências individuais. Para o nível operacional,temos o Centro de Capacitação e Desenvolvimento, localizado no Nordeste, que visa desenvolver os operários para trabalhar com melhor desempenho. No nível educacional,temos uma política de incentivo que patrocina 50% de cursos de graduação, pósgraduação e MBA para todo funcionário interessado em estudar."
A empresa também investe no programa Caminhar e Aprender, construindo escolas em todas as fábricas com o objetivo de eliminar a carência do Ensino Fundamental para a classe operária, com diploma reconhecido pelo MEC - Ministério da Educação e Cultura,correspondente ao 1° e 2° Graus."
Existe algum programa de participação nos resultados da empresa?
"Sim, para todos os níveis."
Para o nível gerencial, existe um programa de bônus bastante competitivo.
Para funcionários mensalistas e horistas, existe o PPR, que é a distribuição de resultados com base no lucro operacional da empresa, negociado com o sindicato em todas as localidades."
A Alpargatas se preocupa com a qualidade de vida dos funcionários?
"Promovemos algumas ações com participação dos funcionários."
Todos os meses, são organizadas palestras, cursos, atividades de marketing pessoal,caminhadas, passeios, visitas a escolas e creches e aulas de artesanato e modelagem. Todas as atividades são abertas e não-obrigatórias.
"Também existe o Mizuno Runners Team, um grupo de pessoas que corre com o patrocínio da marca. Estimulamos muito a prática de esportes - temos campeonatos internos de futebol, vôlei e tênis – e contamos com uma forte participação dos funcionários."
Todos os anos, a empresa organiza a Semana da Saúde, com diversas especialistas medicinais para fazerem exames nos funcionários e ministrarem palestras."Contamos ainda com serviço odontológico móvel que visita às comunidades com regularidade."
Como funciona a comunicação interna na Alpargatas?
A melhor comunicação é a direta, feita pela supervisão e pela liderança, mas existem várias outras formas, como a via intranet e o tradicional quadro de avisos.
O A palavra é sua é um veículo que permite que qualquer funcionário se comunique com a empresa sem se identificar. O jornal interno Alpargatas Hoje, além do Balanço Social e do DDS – Diálogo Diário de Segurança, onde supervisores conversam com seus subordinados sobre segurança do trabalho, independentemente de ter ocorrido algum acidente, ou seja,tem finalidade preventiva. A Alpargatas conta, ainda, com um programa de reconhecimento, o Destaque, e um forte programa de sugestões, a Ciranda de Idéias Proposta de Estudo do Caso :
Definir a evolução do posicionamento da Marca “Havaina “ ao longo do
tempo
Considerar no estudo, o caminho de reconstrução da Marca , através do
Mix de Marketing
Do ponto de vista do grupo , qual seria a sugestão estratégica para os
próximos anos levando em consideração o Macro e Micro ambiente de MKT
Dicas
Posicionamento
É a definição clara de como o produto ou o serviço será apresentado ao
mercado , de que forma será percebido .
É a soma da imagem e do conceito direcionados a um detrminado target .
Definir os conceitos administrativos e aplicação dos fundamentos do Mix de
Marketing – 4Ps Visitar
sandálias percorreram os séculos sob as mais diferentes formas. Sua simplicidade as faz perfeitas para os países de clima quente, sendo incorporada nas culturas do Mediterrâneo e de alguns países da Ásia. Trocar os sapatos que se está usando por sandálias, antes de entrar em casa, é um costume no Japão que demonstra respeito e humildade.
Tudo leva a crer que foi a Zori, sandália japonesa, a fonte de inspiração para a
criação das sandálias Havaianas em 14 de junho de 1962.
Mas a versão nacional trazia um diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, 100% nacional e que garantia calçados duráveis e confortáveis.
Era tão simples a idéia da nova sandália que sua fama se espalhou feito rastilho de pólvora. Em menos de um ano, a São Paulo Alpargatas fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento das imitações. A concorrência bem que tentou...mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que "não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras".Bonita e gostosa, a sandália Havaianas se transformou num cult. Quem não tem pelo menos um par - de qualquer cor, não importa - está completamente desatualizado das peças básicas para qualquer guarda-roupa ou mala que se preze Um bom par de Havaianas combina com cidade, com praia, mar, céu azul, piscina e com vida dura. Em uma marcha do Movimento dos Sem-Terra sobre Brasília,milhares de homens, mulheres e crianças cruzaram o país calçando Sandálias Havaianas. Na outra ponta, socialites, artistas, o presidente da República,famosos pezinhos (e outros menos cotados) podem ser vistos dentro de coloridas Havaianas. Sem dúvida é a sandália mais democrática que se tem notícia. Calça “do mais pobre ao mais rico” - como disse o escritor Jorge Amado, que não dispensa a calça jeans e um par de Havaianas.
Elas são a cara de pelo menos três gerações de brasileiros. Passaram pelo
movimento hippie, pelos anos 70, 80 e 90 e vão muito bem, obrigado! Aliás,
sempre alerta, não perdeu nenhum movimento, adaptando suas ações às ordens da moda. Em 1994 ganharam uma nova versão: as monocromáticas Havaianas Top. Uma clara referência a seu posicionamento no mercado: um produto mais caro do que as tradicionais. Mídia e vips foram os primeiros a receber a novidade em mãos. Foi um delírio. Os editoriais de moda, jornais e revistas foram unânimes: as Havaianas Top estavam provocando uma revoluçâo na moda e no mercado.
Transformaram-se em ícone, em objeto de desejo, em peça obrigatória. E em
sinônimo de sandália.
Tema de teses de mestrado, de trabalhos de escola ou de faculdade, o case
Havaianas atrai gregos e troianos. Foi seu desenho simples e inteligente que as levou para a mostra Artesanato e Design: Um Processo Contínuo, a ser
representante do Brasil na Expo-98, em Lisboa, Portugal, e que as fez merecer
destaque na exposição Design e Materiais, realizada em São Paulo no final de 97.Segmentando seu mercado, a São Paulo Alpargatas criou uma versão para cada pé e cada gosto: as Tradicionais; a Top, as Havaianas Brasil, lançadas durante a Copa do Mundo de 98; a Surf; a Fashion; a Fashion Cristal; a Kids; a Clubes; a Floral; a Alamoana; a Milênio entre outros modelos que logo surgirão.
Na Fábrica de Havaianas em Campina Grande (PB), são fabricados cinco pares de sandálias Havaianas por segundo, o que dá 105 milhões de pares em um ano.Desde o seu lançamento, 2,2 bilhões de pares de sandálias Havaianas foram fabricados e vendidos. Alinhados os pés de tamanho 37, chega-se a quase 50 voltas de circunferência da Terra. E hoje chega-se a uma constatação: a cada três brasileiros, dois em média consomem um par de Havaianas por ano.A qualidade do produto, a estratégia de marketing e a campanha publicitária baseada em depoimentos - gente famosa usando Havaianas - um antigo hábito da São Paulo Alpargatas, trouxeram vida para a tradicional sandália, ainda que ela dispensasse maiores apresentações.
Quem primeiro apresentou o produto, por muitos anos, foi Chico Anysio. Na
década de 90, voltou em um dos anúncios do lançamento das Havaianas Top
proclamando “Isso é amor antigo”. A simbiose entre o produto e o artista foi tão
grande que houve um tempo em que se acreditava ser ele o dono da empresa.
Saiu Chico Anysio e entrou Thereza Collor, eleita, em uma pesquisa feita pela São Paulo Alpargatas, a musa do Nordeste. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Luis Fernando Guimarães. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Bebeto e Maurício Mattar usando as sandálias.
Na TV, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas Havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança, quebrada, não acusava. Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois, um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani, outro pedia as Havaianas da Déborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira e Reinaldo Gianechini também apareceram nas telinhas em divertidas situações relacionadas às Havaianas.
As Havaianas foram a estrela dos últimos verões do milênio. Elas apareceram em sua versão de fábrica em mais de 60 cores. Foram decoradas pela criatividade daqueles que bordaram suas tiras com lantejoulas, vidrilhos, conchinhas ou pintaram seu solado. Tiveram suas tiras e solados misturados, ganhando uma cara personalizada. Ousados inverteram a posição das tiras criando uma sandália diferente ou usaram um pé de cada cor.
Se, como diz Fernando de Barros, “quase nada mudará na moda, pelo menos nos próximos dez anos, até que uma nova geração apareça e invente uma nova moda”, uma coisa é certa: objeto de desejo, as Havaianas têm glamour,
personalidade e estilo. Básicas, irresistíveis, imprescindíveis, elas serão eternas enquanto durarem.
Algumas notícias sobre o produto atual .Alpargatas vai distribuir Havainas na festa do Oscar São Paulo, 7 de março (Portal EXAME) Caetano Veloso não será o único representante brasileiro na festa de entrega do Oscar, na noite de 23 de março. A Alpargatas também estará presente,distribuindo 50 pares de Havaianas a estrelas como Meryl Streep, Nicole Kidman,Paul Newman e Jack Nicholson.
A ação faz parte da campanha da empresa paulista para impulsionar as vendas do produto no exterior. Nos Estados Unidos, ao contrário do que acontece no Brasil, a sandália virou uma peça cult, cobiçada pelo mundo fashion. Um par de Havaianas chega a valer 80 dólares no mercado americano.
Musas não salvam Havaianas Vendas caíram 3%. Exportações
Compensaram O aumento da concorrência e a redução da renda do consumidor deram uma rasteira nas vendas das sandálias Havaianas em 2002, apesar do apelo do marketing em campanhas milionárias com várias beldades da TV. No ano passado, o número de pares comercializados caiu 3%, de 119 milhões para 115,5 milhões - uma redução de 3,5 milhões de sandálias em relação a 2001. A queda só não foi maior devido ao aumento de 18% nas exportações para 47 países.
- Sofremos com a retração da renda, com a alta do juro, inflação e desemprego.As pessoas deixam de trocar a sandália para reduzir gastos. Há ainda a concorrência com modelos similares e mais baratos - disse José Sálvio, gerente da Alpargatas, dona da marca.
As despesas da empresa para vender seus produtos cresceram 10,5%, atingindo R$ 187 milhões. A publicidade foi agressiva. Um exército de atrizes e modelos invadiu os comerciais para convencer o país a calçar a sandália, que fez 40 anos no ano passado.
Entre as artistas escaladas para a campanha, intitulada Deusas estavam as
atrizes Vera Fischer, Malu Mader, Luma de Oliveira, Patrícia Pillar e Giovanna
Antonelli, além da modelo Daniela Cicarelli. Também foi ao ar um filme com os
atores Reinaldo Gianechini, Marcos Palmeira e o ex-jogador de futebol Raí.
Tantas celebridades tentaram segurar a ofensiva da concorrente Grendene, que escalou a top model Gisele Bündchen para vender a sandália Ipanema e atacou ainda com a modelo Adriane Galisteu com a marca Grendha, o tenista Guga com o chinelo Rider, além de sandálias das apresentadoras Xuxa e Eliana e da cantora Sandy.
Para compensar a redução das vendas das Havaianas, que respondem por 45%do seu faturamento, a Alpargatas conseguiu ampliar a receita com outras marcas (tênis Tooper, Rainha e as licenciadas Mizuno e Timberland). Os destaques foram o aumento de 27% das vendas da marca licenciada Timberland (botas e acessórios para esportes de aventura) e de 26% do esportivo Mizuno.Em 2002, a empresa lucrou R$ 47,7 milhões, um aumento de 46% em relação a 2001 (R$ 32,6 milhões). Considerando todas as marcas, a companhia conseguiu empatar o volume vendido (129,2 milhões de pares) com o de 2001. Neste ano, o orçamento da empresa prevê investimentos de cerca de R$ 46 milhões, acima dos R$ 25 milhões de 2002.
Da Agência Folha [27/FEV/2003]
A volta por cima
Até mesmo uma grande marca não está livre de cair na armadilha da
indiferenciação. As Havaianas, sinônimo de sandália desde que foi lançada, em
junho 1962, experimentou esse tipo de dissabor. A marca chegou aos anos 90
com a imagem desbotada. Seu principal público consumidor, a classe média, a
havia trocado por produtos mais sofisticados. "Usá-la virou atestado de pobreza",afirma Paulo Lalli, diretor da Alpargatas. Popularizada pelas campanhas protagonizadas pelo humorista Chico Anysio ("não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras" era seu slogan), passou a ser difícil encontrar as Havaianas à venda nos grandes centros, a não ser na periferia. O foco no produto barato havia se sobreposto à estratégia de marca. "Todo nosso esforço, naquela época, concentrava-se em reduzir custos", diz Lalli. Foi em 1994, justamente no ano em que marcas mais baratas de sandália começaram a emergir, que a Alpargatas decidiu dar a volta por cima. O primeiro passo para reconstruir a imagem da Havaianas foi o lançamento de uma linha com um nome sugestivo: Top monocromática, com um solado mais alto, o nome gravado em relevo. Com ações que conjugaram publicidade e relações públicas, a sandália evoluiu de confortável pé de chinelo para artefato de moda. "As Havaianas devem seu boom em parte à propaganda gratuita de fãs como as supermodelos Naomi Campbell, Kate Moss e a brasileira Gisele Bündchen", escreveu o The Wall Street Journal numa reportagem de primeira página publicada em agosto do ano passado. (Gisele bandeou-se para a concorrente Grendene, que com seu empurrão projeta vender 8 milhões de pares em menos de um ano.)
Nessa estratégia de reconstrução (na verdade, de ressurreição) da marca,
nenhum "P" do marketing foi esquecido. A verba de publicidade cresceu e passou a corresponder a 12% das vendas da Alpargatas (728 milhões de reais no ano passado). Craques do futebol (Bebeto, Raí), atores (Malu Mader, Patrícia Pillar, Marcos Palmeira) e modelos (Luana Piovani, Fernanda Lima), protagonizaram situações divertidas em comerciais de TV e anúncios de revistas. Quando a Alpargatas foi reforçar o estoque nas lojas de calçados freqüentadas pela classe média, deparou com um obstáculo. Como parte do salário dos vendedores provém de comissões, eles preferiam vender um tênis da Nike de 150 reais a oferecer uma Havaiana da moda, que custa menos de 10. Eis o que fez a Alpargatas:
espalhou displays nos caixas e caprichou na embalagem, a fim de estimular as
compras por impulso. Atacadistas foram convocados para massificar a distribuição em 150 000 pontos-de-venda pelo Brasil afora. Uma equipe de designers foi despachada para a Europa. "Fizemos pesquisas de cores para selecionar as que melhor combinavam com os trajes de banho", diz Lalli. As coleções passaram a ser renovadas a cada ano (foram lançados sete novos modelos no ano passado).
Atraídas pela variedade de cores, as jovens consumidoras compram dois ou três pares, em vez de um. "Mudamos, finalmente, a equação de valor", diz Lalli. Com tudo isso, as vendas dobraram em uma década. Em 2001 foram comercializados 119 milhões de pares de Havaianas, que movimentaram acima de 600 milhões de reais no varejo. O renascimento da marca abriu novas possibilidades de crescimento. Uma delas é o merchandising e as estratégias de extensão de linha.
"Descobrimos que, além das cores, as Havaianas combinam com temas", afirma Lalli. A coleção temática mais bem-sucedida foi alusiva à Copa do Mundo em 1998, com 400 000 pares comercializados até hoje. Atualmente, a Alpargatas está negociando a produção de uma série especial para a Coca-Cola, numa promoção para atingir a faixa de 15 a 25 anos. "Vamos estender a marca com todo o cuidado", diz Lalli. A precaução de manter os pés no chão se explica: tempos atrás, a Alpargatas, na tentativa de inovar, mexeu na fórmula do produto, uma mistura de borracha natural com sintética que, a exemplo da Coca-Cola, esconde a sete chaves, e enfrentou um fiasco no lançamento de uma nova linha.
Outra possibilidade é o crescimento das exportações. Badaladas em editoriais de moda de revistas européias, vendidas nas Galleries Laffayette, em Paris, ao lado de itens de estilistas como Yves Saint Laurent e Chanel, as Havaianas têm chance de se tornar uma das primeiras marcas brasileiras a alcançar o status de global.
Distribuídas atualmente em 47 países, as sandálias venderam no exterior cerca de 5 milhões de pares no ano passado. "São volumes pequenos ainda, mas
expressivos para divulgar a marca", diz Lalli. "Queremos que as exportações
rapidamente avancem de 4% para 15% de nosso faturamento
Leitura complementar: Entevista com o Ex Presidente da Apargatas
A Alpargatas foi a primeira empresa a fazer o índigo nacional e criou as sandálias Havaianas. Podemos dizer que este é um lema da empresa: procurar sempre inovar? "No nosso negócio, inovação é sobrevivência. Todos usamos, no mínimo, um calçado, e precisamos que as pessoas usem mais calçados.
Antigamente, as sandálias Havaianas eram voltadas à classe C. Antes da minha chegada na empresa, foram criadas as Havaianas de uma cor só (as de antes, eram brancas com as tiras coloridas, e as pessoas viravam as tiras para que as sandálias ficassem de uma só cor). A Alpargatas demorou dez anos para se convencer a criar as Havaianas de uma cor só. Foram criadas, então, quatro cores da sandália monocolor, dando origem à Havaiana Top. Hoje, são 13 cores de Havaianas Top, além de vários padrões.Percebemos, então, que teríamos que inovar sempre.Hoje, as Havaianas atravessam todas as classes sociais, de A à E. A idéia é fazer com que as mulheres queiram ir à praia e à piscina com uma Havaiana combinando com cada um de seus biquinis.
Hoje, vendemos quase 120 milhões de pares de Havaianas ao ano e foi a inovação que nos possibilitou alcançar todas as classes sociais, por isso o slogan 'Todo mundo usa'.Não adianta perguntar o que o cliente quer, mas sim descobrir o que ele ainda não sabe que quer, pois se fizer a primeira pergunta, provavelmente a resposta será 'preço' e 'prazo'.Porém, o que ele não diz querer é a chave do sucesso."A Alpargatas surgiu em 1907, com outro nome: Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados. O que a empresa produzia na época? "Encerado Locomotiva, que vemos por aí nos caminhões, e Alpargatas Roda, um sapato de tecido com solado de corda, que ficava pendurada nos armazéns."Como e por que se deu a compra da Jeaneration, em 1975?
"A Jeaneration foi uma tentativa de criar algo semelhante à GAP americana, mas tivemos algumas dificuldades, culminando no fechamento da marca como loja.A Jeaneration era uma marca voltada à classe média, e foi difícil competir neste mercado.Creio que não soubemos inovar na velocidade necessária."
Qual foi a intenção do licenciamento da Timberland, em 1995?
"A Alpargatas perdeu a licença da Nike em 1995. Considerávamos importante manter a ligação com uma marca internacional. Então, vieram os licenciamentos da Timberland e da Mizuno. A Timberland é uma das marcas internacionais mais sensacionais que conheço, mas reconhecemos que ela tem um preço alto para a média dos consumidores brasileiros. Começou sólida, porém devagar no nosso mercado. Perdeu dinheiro durante algum tempo, mas agora já começou a empatar. Hoje, 85% dos produtos vendidos no Brasil são fabricados aqui, e a marca tem um bom nome."
Quais são os produtos que a Alpargatas produz hoje?
"A Alpargatas é a empresa que tem mais marcas registradas no INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Somos os maiores fabricantes e comercializadores de tênis do Brasil."
As principais marcas são: 1º - Havaianas – "Todo mundo usa" -> carro-chefe
2º - Rainha – "Esporte no limite do prazer" -> segunda marca mais vendida e a que tem menos rejeição no Brasil
3º - Topper – "Futebol é coisa séria" -> terceira marca mais vendida; 90% da linha é futebol e patrocinamos vários clubes com a marca
4º - Mizuno – "Serious performance" -> quarta marca mais vendida e a marca internacional (japonesa) mais vendida no Brasil atualmente; é a melhor marca do mundo para tênis de corrida
5º - Conga – "Conga é 10" -> o Fusca da marca, ou seja, o de hoje é diferente do antigo,mas é inconfundível
Hoje, as Havaianas são vendidas em grandes magazines e lojas de grife na Europa. A empresa é líder nos mercados de sandálias e calçados esportivos?
"A empresa é líder neste segmento, sim. E batemos vários recordes de vendas. No ano passado, vendemos 116 milhões de pares de Havaianas, sendo 5 milhões exportados para 53 países. O país que mais compra Havaianas hoje é a Austrália, seguido pelo Japão,Estados Unidos e Colômbia. Na Europa, quem mais compra é a França."
O que significa ter a Alpargatas entre As 100 Melhores Empresas para se Trabalhar,segundo a Revista Exame?
"Muito. Nós já recebemos o título uma vez e estamos concorrendo novamente neste ano.
Esperamos ganhar de novo, porém, temos que trabalhar muito para isso, sempre para tratar cada vez melhor nossos funcionários. Aqui na empresa, temos três valores: ética,respeito às pessoas (somos reconhecidos como uma das empresas mais seguras do Brasil,sem atacar o meio-ambiente) e ccountability."A Alpargatas tem programas de responsabilidade social?
"Temos o Instituto Alpargatas, criado em janeiro de 2003, para melhor direcionar os investimentos da empresa na comunidade onde atua. Hoje, o Instituto tem foco na educação pelo esporte. Elegemos a cidade de Santa Rita – PB, uma das cidades que têm o menor índice de desenvolvimento humano do país, para investir. Pretendemos levar as crianças para a escola, romovendo a prática de esportes ao nosso público-alvo, que temde sete a 17 anos. Atuamos nas cidades onde estão localizadas nossas fábricas. Também
trabalhamos com o objetivo de definir melhor as doações da Alpargatas, principalmente a doação de produtos, além de trabalhar fortemente na linha do voluntariado. Fizemos uma pesquisa interna e percebemos que o voluntariado já é bem praticado na empresa, e que somente precisa ser estimulado para se caracterizar como um dos braços do Instituto."
Como a empresa investe em treinamento e capacitação profissional?
"Temos um programa de desenvolvimento gerencial chamado TOP 6, que atua em nível gerencial, investindo na melhoria das competências individuais. Para o nível operacional,temos o Centro de Capacitação e Desenvolvimento, localizado no Nordeste, que visa desenvolver os operários para trabalhar com melhor desempenho. No nível educacional,temos uma política de incentivo que patrocina 50% de cursos de graduação, pósgraduação e MBA para todo funcionário interessado em estudar."
A empresa também investe no programa Caminhar e Aprender, construindo escolas em todas as fábricas com o objetivo de eliminar a carência do Ensino Fundamental para a classe operária, com diploma reconhecido pelo MEC - Ministério da Educação e Cultura,correspondente ao 1° e 2° Graus."
Existe algum programa de participação nos resultados da empresa?
"Sim, para todos os níveis."
Para o nível gerencial, existe um programa de bônus bastante competitivo.
Para funcionários mensalistas e horistas, existe o PPR, que é a distribuição de resultados com base no lucro operacional da empresa, negociado com o sindicato em todas as localidades."
A Alpargatas se preocupa com a qualidade de vida dos funcionários?
"Promovemos algumas ações com participação dos funcionários."
Todos os meses, são organizadas palestras, cursos, atividades de marketing pessoal,caminhadas, passeios, visitas a escolas e creches e aulas de artesanato e modelagem. Todas as atividades são abertas e não-obrigatórias.
"Também existe o Mizuno Runners Team, um grupo de pessoas que corre com o patrocínio da marca. Estimulamos muito a prática de esportes - temos campeonatos internos de futebol, vôlei e tênis – e contamos com uma forte participação dos funcionários."
Todos os anos, a empresa organiza a Semana da Saúde, com diversas especialistas medicinais para fazerem exames nos funcionários e ministrarem palestras."Contamos ainda com serviço odontológico móvel que visita às comunidades com regularidade."
Como funciona a comunicação interna na Alpargatas?
A melhor comunicação é a direta, feita pela supervisão e pela liderança, mas existem várias outras formas, como a via intranet e o tradicional quadro de avisos.
O A palavra é sua é um veículo que permite que qualquer funcionário se comunique com a empresa sem se identificar. O jornal interno Alpargatas Hoje, além do Balanço Social e do DDS – Diálogo Diário de Segurança, onde supervisores conversam com seus subordinados sobre segurança do trabalho, independentemente de ter ocorrido algum acidente, ou seja,tem finalidade preventiva. A Alpargatas conta, ainda, com um programa de reconhecimento, o Destaque, e um forte programa de sugestões, a Ciranda de Idéias Proposta de Estudo do Caso :
Definir a evolução do posicionamento da Marca “Havaina “ ao longo do
tempo
Considerar no estudo, o caminho de reconstrução da Marca , através do
Mix de Marketing
Do ponto de vista do grupo , qual seria a sugestão estratégica para os
próximos anos levando em consideração o Macro e Micro ambiente de MKT
Dicas
Posicionamento
É a definição clara de como o produto ou o serviço será apresentado ao
mercado , de que forma será percebido .
É a soma da imagem e do conceito direcionados a um detrminado target .
Definir os conceitos administrativos e aplicação dos fundamentos do Mix de
Marketing – 4Ps Visitar
Vale a pena refletir: O Julgamento
Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. O homem comprou um filhote de pastor alemão.
Conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos "pegar” amizade...
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi viajar com a família e o coelho ficou sozinho.
No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma surra! Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam..
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha.
E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho.
Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das Crianças.
- Descobriram! Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes de viajarmos as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo.
E o ser humano continua julgando os outros...
Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência e julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Histórias como estas são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes fazemos os outros sofrerem por nosso torpe julgamento, pense....
"A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer".
Por isso: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre que possível...
Mas NÃO JULGUE DIANTE DA 1ª. VISÃO OU COMENTÁRIO!
Conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos "pegar” amizade...
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi viajar com a família e o coelho ficou sozinho.
No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo, o cão levou uma surra! Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora? Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam..
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha.
E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho.
Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das Crianças.
- Descobriram! Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?
- Foi. Antes de viajarmos as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois não importa. Mas o grande personagem desta história é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando fazer ressuscitá-lo.
E o ser humano continua julgando os outros...
Outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência e julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Histórias como estas são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes fazemos os outros sofrerem por nosso torpe julgamento, pense....
"A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer".
Por isso: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre que possível...
Mas NÃO JULGUE DIANTE DA 1ª. VISÃO OU COMENTÁRIO!
A negociação no momento da venda
Caros leitores, quero compartilhar com todos vocês , uma situação muito ouvida hoje nos pontos de varejo sobre : “O momento da venda”
È comum os gerentes comentarem sobre a dificuldade de suas equipes de vendas, em negociarem com os clientes ou mesmo oferecerem um produto com segurança. Na verdade existem itens, ou produtos que se vendem e outros que precisam ser apresentados ao cliente.Estes geralmente ficam nas prateleiras, pois não existe um trabalho sistemático junto aos vendedores, no sentido de apresentá-los produtos que possam ser agregados no momento da venda, ou mesmo, como lidar com os diferentes tipos de clientes, perdendo o medo de negociar e até de dizer “Não”.Conhecer o que está sendo vendido, juntamente com seus agregados, é de fundamental importância para o vendedor, pois somente assim seus argumentos, tornam-se confiáveis, perante o consumidor final. Porém , ainda temos “tiradores de pedido” em nossos pontos de venda e ainda temos muito a investir no segmento para que tenhamos os consultores de venda que desejamos. Na verdade, toda exigência presente hoje no setor automotivo, faz com que pensemos:
-Quem serão os vendedores de amanhã? Como e onde prepará-los?
Se fossemos montar um curso para estes vendedores , certamente teríamos que ampliar o leque de disciplinas, incluindo provavelmente temas como: logística de distribuição, formação de preço, negociação,administração de conflitos, comunicação e técnicas de venda, administração de estoque, entre outros.
A cada dia, vemo-nos sensibilizados a pensar em uma formação mais integrada, em que conhecimento técnico, as atitudes e os sentimentos possam ser desenvolvidos com o mesmo valor de importância para obtenção de melhores resultados.
O processo de investimento em um perfil de profissional que tenha atitudes pró-ativas, ou seja, se antecipa no momento da venda, buscando despertar no cliente o interesse por novos produtos, corresponde a uma estratégia de sobrevivência do próprio negócio. Sabemos que nos tempos atuais, não há mais espaço para amadores e ainda, o preço que pagamos por não termos uma equipe qualificada. Este preço torna-se muito mais alto que qualquer outro investimento que venhamos a fazer com nossa equipe.
Esta conscientização torna-se necessária, para que tenhamos um varejo renovado em suas práticas de vendas.
Para que isto aconteça, precisamos ver o profissional de vendas, não mais como um balconista. A valorização deste profissional, passa pelo seu processo de qualificação. Se formos aprofundar esta discussão, podemos levantar algumas reflexões importantes sobre como o varejo de auto peças vem se comportando nos últimos anos.
O que mudou?Qual a aparência das lojas?Qual a aparência de nossos vendedores?Como estamos apresentando nossos produtos?
Se fizermos a mesma leitura em relação a outros tipos de comércio, poderemos observar que muitos deles, mudaram drasticamente a apresentação de seu negócio, desde o lay-out até mesmo quanto a abordagem de vendas, tornando-o mais atrativo para o cliente .
Precisamos repensar nosso negócio e verdadeiramente nos apropriarmos destes novos conceitos de prestação de serviços e vendas de produtos.
Produto, processos e pessoas, estão fazendo cada vez mais a diferença entre aqueles que prosperam e os que acabam fechando suas portas.
A hora é agora e o momento requer um estudo; um investimento a médio prazo, pois é toda uma cultura que precisa ser reconstruída, a luz de um olhar planejado estrategicamente. Isto leva tempo, porém se começarmos já, estaremos antecipando novas conquistas para o Setor de auto peças. Pensem nisto...
È comum os gerentes comentarem sobre a dificuldade de suas equipes de vendas, em negociarem com os clientes ou mesmo oferecerem um produto com segurança. Na verdade existem itens, ou produtos que se vendem e outros que precisam ser apresentados ao cliente.Estes geralmente ficam nas prateleiras, pois não existe um trabalho sistemático junto aos vendedores, no sentido de apresentá-los produtos que possam ser agregados no momento da venda, ou mesmo, como lidar com os diferentes tipos de clientes, perdendo o medo de negociar e até de dizer “Não”.Conhecer o que está sendo vendido, juntamente com seus agregados, é de fundamental importância para o vendedor, pois somente assim seus argumentos, tornam-se confiáveis, perante o consumidor final. Porém , ainda temos “tiradores de pedido” em nossos pontos de venda e ainda temos muito a investir no segmento para que tenhamos os consultores de venda que desejamos. Na verdade, toda exigência presente hoje no setor automotivo, faz com que pensemos:
-Quem serão os vendedores de amanhã? Como e onde prepará-los?
Se fossemos montar um curso para estes vendedores , certamente teríamos que ampliar o leque de disciplinas, incluindo provavelmente temas como: logística de distribuição, formação de preço, negociação,administração de conflitos, comunicação e técnicas de venda, administração de estoque, entre outros.
A cada dia, vemo-nos sensibilizados a pensar em uma formação mais integrada, em que conhecimento técnico, as atitudes e os sentimentos possam ser desenvolvidos com o mesmo valor de importância para obtenção de melhores resultados.
O processo de investimento em um perfil de profissional que tenha atitudes pró-ativas, ou seja, se antecipa no momento da venda, buscando despertar no cliente o interesse por novos produtos, corresponde a uma estratégia de sobrevivência do próprio negócio. Sabemos que nos tempos atuais, não há mais espaço para amadores e ainda, o preço que pagamos por não termos uma equipe qualificada. Este preço torna-se muito mais alto que qualquer outro investimento que venhamos a fazer com nossa equipe.
Esta conscientização torna-se necessária, para que tenhamos um varejo renovado em suas práticas de vendas.
Para que isto aconteça, precisamos ver o profissional de vendas, não mais como um balconista. A valorização deste profissional, passa pelo seu processo de qualificação. Se formos aprofundar esta discussão, podemos levantar algumas reflexões importantes sobre como o varejo de auto peças vem se comportando nos últimos anos.
O que mudou?Qual a aparência das lojas?Qual a aparência de nossos vendedores?Como estamos apresentando nossos produtos?
Se fizermos a mesma leitura em relação a outros tipos de comércio, poderemos observar que muitos deles, mudaram drasticamente a apresentação de seu negócio, desde o lay-out até mesmo quanto a abordagem de vendas, tornando-o mais atrativo para o cliente .
Precisamos repensar nosso negócio e verdadeiramente nos apropriarmos destes novos conceitos de prestação de serviços e vendas de produtos.
Produto, processos e pessoas, estão fazendo cada vez mais a diferença entre aqueles que prosperam e os que acabam fechando suas portas.
A hora é agora e o momento requer um estudo; um investimento a médio prazo, pois é toda uma cultura que precisa ser reconstruída, a luz de um olhar planejado estrategicamente. Isto leva tempo, porém se começarmos já, estaremos antecipando novas conquistas para o Setor de auto peças. Pensem nisto...
A atuação feminina nas oficinas de reparação automotiva
Vânia Lúcia de Oliveira é pedagoga com pós-graduação em Psicopedagogia e Desenvolvimento de Recursos Humanos, MBA Gestão estratégica de Pessoas,Prof FGV,Coach Organizacional. Informações pelos telefones (12) 9186 7063.
Quero nesta edição ressaltar a importância de inúmeras mulheres que hoje atuam no mercado de reparação, auxiliando na administração do negocio. Muitos dos clientes que atendo vivem esta realidade.
São esposas, mães e filhas que optam em desenvolver seu papel enquanto profissionais, dentro das oficinas que, até então, sempre foram território de domínio masculino.
Cabe salientarmos que muitas acabam se saindo muito bem nesta função, obtendo êxito como profissionais e contribuindo para o crescimento das empresas de forma extremamente eficiente e eficaz. O que eu venho aprendendo com estas mulheres e que eu quero compartilhar com vocês hoje, são os seguintes tópicos:
+ Não se pode ver a oficina como extensão de sua casa. Ela deve ser o seu local de trabalho, mesmo se lá atuam também seus maridos e filhos. Logo você tem compromissos, horários, como todos os funcionários.
+ A mulher pode e deve conquistar o seu espaço e o mesmo deve ser ocupado por competência, ou seja, conhecer a fundo o seu trabalho e saber administrá-lo.
+ A mulher pode e deve ter uma visão geral da empresa e não ficar apenas fixa no cumprimento de suas tarefas. Deve procurar compreender a dinâmica do setor e ter uma participação nele, não como agente passiva ,mas ativa capaz de sugerir, inovar e reconstruir uma cultura organizacional, ou seja, mudar hábitos valores, crenças e costumes praticados na rotina deste ambiente.
+ A busca pelo aperfeiçoamento, pela capacitação, precisa ser tratada como condição básica para todo profissional atuar com qualidade, independente da questão de gênero. Logo, faz-se necessário investir no conhecimento sempre, independente da atuação feminina se desenvolver na área administrativa/financeira, atendimento, estoque, compra, etc.
+ A sensibilidade feminina, quando bem canalizada, pode acrescentar muito às relações existentes na empresa, favorecendo o dialogo, a negociação, a busca pelo equilíbrio entre razão/emoção, favorecendo na apresentação pessoal dos funcionários perante seus clientes e fornecedores, estando atenta a imagem que a empresa esta passando para o mercado.
É muito gratificante vermos a cada dia aumentar o numero de mulheres comprometidas com as mudanças neste setor. Estas não vêem a empresa como um passa-tempo, mas sim como um ambiente em que as mesmas podem potencializar ainda mais seu desenvolvimento profissional. São de fato colaboradoras diretas para o sucesso das empresas. E aqui quero deixar uma singela homenagem a uma delas, Maria Aparecida Ferreira Ragozzini, com quem pude conviver, através do Grupo dos 15, para o qual presto serviço como consultora. Com ela pude aprender que, mais do que ser esposa, mãe e mulher, podemos ser empreendedoras e verdadeiras alvancadoras de sucesso onde quer que estejamos atuando. Em várias oficinas, muitas mulheres estão sendo um ponto de equilíbrio, capaz de definir muitas vezes pela sustentabilidade da mesma no mercado. Valorizar e reconhecer a importância desta profissional pode ser o inicio de mais uma quebra de paradigmas no setor. Para isto não basta somente a mulher estar na empresa. É preciso saber fazer a diferença estando nela. Isto com certeza, Cida Ragozzini fez e o exemplo deixado permanecerá vivo em nossas lembranças. (Cida faleceu em 17 de outubro de 2002).
Quero nesta edição ressaltar a importância de inúmeras mulheres que hoje atuam no mercado de reparação, auxiliando na administração do negocio. Muitos dos clientes que atendo vivem esta realidade.
São esposas, mães e filhas que optam em desenvolver seu papel enquanto profissionais, dentro das oficinas que, até então, sempre foram território de domínio masculino.
Cabe salientarmos que muitas acabam se saindo muito bem nesta função, obtendo êxito como profissionais e contribuindo para o crescimento das empresas de forma extremamente eficiente e eficaz. O que eu venho aprendendo com estas mulheres e que eu quero compartilhar com vocês hoje, são os seguintes tópicos:
+ Não se pode ver a oficina como extensão de sua casa. Ela deve ser o seu local de trabalho, mesmo se lá atuam também seus maridos e filhos. Logo você tem compromissos, horários, como todos os funcionários.
+ A mulher pode e deve conquistar o seu espaço e o mesmo deve ser ocupado por competência, ou seja, conhecer a fundo o seu trabalho e saber administrá-lo.
+ A mulher pode e deve ter uma visão geral da empresa e não ficar apenas fixa no cumprimento de suas tarefas. Deve procurar compreender a dinâmica do setor e ter uma participação nele, não como agente passiva ,mas ativa capaz de sugerir, inovar e reconstruir uma cultura organizacional, ou seja, mudar hábitos valores, crenças e costumes praticados na rotina deste ambiente.
+ A busca pelo aperfeiçoamento, pela capacitação, precisa ser tratada como condição básica para todo profissional atuar com qualidade, independente da questão de gênero. Logo, faz-se necessário investir no conhecimento sempre, independente da atuação feminina se desenvolver na área administrativa/financeira, atendimento, estoque, compra, etc.
+ A sensibilidade feminina, quando bem canalizada, pode acrescentar muito às relações existentes na empresa, favorecendo o dialogo, a negociação, a busca pelo equilíbrio entre razão/emoção, favorecendo na apresentação pessoal dos funcionários perante seus clientes e fornecedores, estando atenta a imagem que a empresa esta passando para o mercado.
É muito gratificante vermos a cada dia aumentar o numero de mulheres comprometidas com as mudanças neste setor. Estas não vêem a empresa como um passa-tempo, mas sim como um ambiente em que as mesmas podem potencializar ainda mais seu desenvolvimento profissional. São de fato colaboradoras diretas para o sucesso das empresas. E aqui quero deixar uma singela homenagem a uma delas, Maria Aparecida Ferreira Ragozzini, com quem pude conviver, através do Grupo dos 15, para o qual presto serviço como consultora. Com ela pude aprender que, mais do que ser esposa, mãe e mulher, podemos ser empreendedoras e verdadeiras alvancadoras de sucesso onde quer que estejamos atuando. Em várias oficinas, muitas mulheres estão sendo um ponto de equilíbrio, capaz de definir muitas vezes pela sustentabilidade da mesma no mercado. Valorizar e reconhecer a importância desta profissional pode ser o inicio de mais uma quebra de paradigmas no setor. Para isto não basta somente a mulher estar na empresa. É preciso saber fazer a diferença estando nela. Isto com certeza, Cida Ragozzini fez e o exemplo deixado permanecerá vivo em nossas lembranças. (Cida faleceu em 17 de outubro de 2002).
Nossa empresa é uma família
Prezados leitores, como consultora de empresas, tenho constantemente ouvido expressões como esta : ”Somos uma família”.Porém, quando estamos em pequenas e médias empresas descobrimos o real significado desta expressão quando iniciamos um processo de mudança em que, privilégios individuais são reavaliados, em função da organização. Sem dúvida, quando ouço esta expressão , pergunto: “- Se o seu salário deixasse de ser depositado, o que você faria? A resposta, nem sempre é uma resposta emocional e sim, de direito do trabalhador dentro de uma relação comercial entre empregador e empregado. O que eu quero refletir com todos vocês , diz respeito as formas com que nos relacionamos com nossos colaboradores, dando-lhes uma percepção de estabilidade, diante do direito adquirido. O que foi feito no passado, justifica a inércia do presente, ou ainda, mudanças são aceitas desde que não tragam riscos para a manutenção do poder instalado. Aceitamos mudanças , mas não nos preparamos para elas. Queremos que a empresa cresça e se desenvolva, mas nem sempre desejamos investir na capacitação pessoal para contribuirmos com este processo. Tudo que sabemos e aplicamos na empresa, pode ser melhorado desde que não retiremos os desafios do cenário empresarial. Colaboradores necessitam ser desafiados e colocados em estado de alerta constante. O que podemos concluir é que a falta de estresse ou cobrança por resultados, gera cristalização de competências. As pessoas deixam de lutar por seus objetivos e de acreditarem em seu poder competitivo.
Gestores devem estar atentos quanto aos sentimentos presentes no ambiente de trabalho. Devem deixar claro critérios de promoção, de gratificação atrelando-os sempre a resultados que devem ser conquistados. Todos são responsáveis diretos pelo seu desempenho e o mesmo deve ser mensurado através de metas bem planejadas pelos gestores.
Vale ressaltar que a empresa educa seus colaboradores e pode torná-los pró-ativos ou meros expectadores de crises que vão e vem. Pode gerar um ambiente intenso de aprendizado ou um ambiente protetor e reativo.
A empresa pode provocar o crescimento individual de seus colaboradores, mas não pode interferir na escolha de cada colaborador em aproveitar ou não oportunidades de crescimento por ela oferecidos. Nem sempre, o sucesso da corporação reflete o esforço individual de seus colaboradores. Podemos ter uma empresa empreendedora com colaboradores, cujos valores não convergem para uma melhoria contínua.
Nestas situações vale identificar competências a serem desenvolvidas e ainda, estabelecer parâmetros claros entre ser uma Empresa e ser uma Família, decodificando o que isto significa para o crescimento ou estagnação do negócio.
Gestores devem estar atentos quanto aos sentimentos presentes no ambiente de trabalho. Devem deixar claro critérios de promoção, de gratificação atrelando-os sempre a resultados que devem ser conquistados. Todos são responsáveis diretos pelo seu desempenho e o mesmo deve ser mensurado através de metas bem planejadas pelos gestores.
Vale ressaltar que a empresa educa seus colaboradores e pode torná-los pró-ativos ou meros expectadores de crises que vão e vem. Pode gerar um ambiente intenso de aprendizado ou um ambiente protetor e reativo.
A empresa pode provocar o crescimento individual de seus colaboradores, mas não pode interferir na escolha de cada colaborador em aproveitar ou não oportunidades de crescimento por ela oferecidos. Nem sempre, o sucesso da corporação reflete o esforço individual de seus colaboradores. Podemos ter uma empresa empreendedora com colaboradores, cujos valores não convergem para uma melhoria contínua.
Nestas situações vale identificar competências a serem desenvolvidas e ainda, estabelecer parâmetros claros entre ser uma Empresa e ser uma Família, decodificando o que isto significa para o crescimento ou estagnação do negócio.
Nossa empresa é uma família
Prezados leitores, como consultora de empresas, tenho constantemente ouvido expressões como esta : ”Somos uma família”.Porém, quando estamos em pequenas e médias empresas descobrimos o real significado desta expressão quando iniciamos um processo de mudança em que, privilégios individuais são reavaliados, em função da organização. Sem dúvida, quando ouço esta expressão , pergunto: “- Se o seu salário deixasse de ser depositado, o que você faria? A resposta, nem sempre é uma resposta emocional e sim, de direito do trabalhador dentro de uma relação comercial entre empregador e empregado. O que eu quero refletir com todos vocês , diz respeito as formas com que nos relacionamos com nossos colaboradores, dando-lhes uma percepção de estabilidade, diante do direito adquirido. O que foi feito no passado, justifica a inércia do presente, ou ainda, mudanças são aceitas desde que não tragam riscos para a manutenção do poder instalado. Aceitamos mudanças , mas não nos preparamos para elas. Queremos que a empresa cresça e se desenvolva, mas nem sempre desejamos investir na capacitação pessoal para contribuirmos com este processo. Tudo que sabemos e aplicamos na empresa, pode ser melhorado desde que não retiremos os desafios do cenário empresarial. Colaboradores necessitam ser desafiados e colocados em estado de alerta constante. O que podemos concluir é que a falta de estresse ou cobrança por resultados, gera cristalização de competências. As pessoas deixam de lutar por seus objetivos e de acreditarem em seu poder competitivo.
Gestores devem estar atentos quanto aos sentimentos presentes no ambiente de trabalho. Devem deixar claro critérios de promoção, de gratificação atrelando-os sempre a resultados que devem ser conquistados. Todos são responsáveis diretos pelo seu desempenho e o mesmo deve ser mensurado através de metas bem planejadas pelos gestores.
Vale ressaltar que a empresa educa seus colaboradores e pode torná-los pró-ativos ou meros expectadores de crises que vão e vem. Pode gerar um ambiente intenso de aprendizado ou um ambiente protetor e reativo.
A empresa pode provocar o crescimento individual de seus colaboradores, mas não pode interferir na escolha de cada colaborador em aproveitar ou não oportunidades de crescimento por ela oferecidos. Nem sempre, o sucesso da corporação reflete o esforço individual de seus colaboradores. Podemos ter uma empresa empreendedora com colaboradores, cujos valores não convergem para uma melhoria contínua.
Nestas situações vale identificar competências a serem desenvolvidas e ainda, estabelecer parâmetros claros entre ser uma Empresa e ser uma Família, decodificando o que isto significa para o crescimento ou estagnação do negócio.
Gestores devem estar atentos quanto aos sentimentos presentes no ambiente de trabalho. Devem deixar claro critérios de promoção, de gratificação atrelando-os sempre a resultados que devem ser conquistados. Todos são responsáveis diretos pelo seu desempenho e o mesmo deve ser mensurado através de metas bem planejadas pelos gestores.
Vale ressaltar que a empresa educa seus colaboradores e pode torná-los pró-ativos ou meros expectadores de crises que vão e vem. Pode gerar um ambiente intenso de aprendizado ou um ambiente protetor e reativo.
A empresa pode provocar o crescimento individual de seus colaboradores, mas não pode interferir na escolha de cada colaborador em aproveitar ou não oportunidades de crescimento por ela oferecidos. Nem sempre, o sucesso da corporação reflete o esforço individual de seus colaboradores. Podemos ter uma empresa empreendedora com colaboradores, cujos valores não convergem para uma melhoria contínua.
Nestas situações vale identificar competências a serem desenvolvidas e ainda, estabelecer parâmetros claros entre ser uma Empresa e ser uma Família, decodificando o que isto significa para o crescimento ou estagnação do negócio.
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