domingo, 16 de janeiro de 2011

“ O fator mais importante e decisivo na vida não é o que nos acontece e sim, a atitude que adotamos diante do ocorrido. A revelação mais certa do caráter da pessoa é a maneira como ela suporta o sofrimento. As circunstâncias e as situações podem colorir a vida, mas Deus nos concedeu a graça de poder escolher a cor...” (Charles R. Woodson).
Prezados leitores, tenho a percepção que não temos como prever o futuro, nem mesmo o que pode nos acontecer em alguns segundos a frente, mas podemos trabalhar nossas reações. O maior desafio que temos, é administrar tais reações de forma assertiva. Olhar os fatos e buscar neles um sentido que nos ajude a construir uma nova história, torna-se um desafio constante, pois nem sempre conseguimos compreender e aceitar os acontecimentos como conseqüências de nossas próprias escolhas.
Como aprender com os desacertos, sem procurar em outros, as justificativas pelo que nos afeta emocionalmente?
Penso que nossos comportamentos representam o que optamos por aprender através de nossas emoções . Nossas reações são reflexos de nossas percepções, nem sempre corretas ou analisadas por diferentes ângulos.Olhar a vida e remover de nossa mente as fantasias que nos impedem de amadurecer, é sempre um exercício a ser praticado.

Pais e Filhos

Prezados leitores, quero compartilhar com todos vocês uma reflexão importante a cerca dos relacionamentos familiares nas empresas; tema que tenho a oportunidade em acompanhar bem de perto, durante vários anos de experiência profissional.Na realidade este tema é extremamente delicado e merece uma análise profunda, pois em meus atendimentos em consultório pude acompanhar muitos pacientes através de trabalhos terapêuticos, em que as queixas eram solucionadas a partir de uma intervenção familiar.
Quando encontramos nas empresas, situações em que o espaço é compartilhado entre membros de uma mesma família, percebemos que alguns conflitos latentes, tornam-se mais evidenciados pelas expectativas que são geradas em relação a performace profissional. É comum que pais esperem de seus filhos, atitudes semelhantes as suas e ainda que projetem neles, sonhos que desejavam realizar e esperam que se confirmem através dos filhos.
Geralmente ,tais sentimentos tendem a impedir o crescimento profissional dos filhos que acabam atuando mais para agradar seus pais do que para promoverem a lucratividade do negócio.
Aspectos como : iniciativa, cumprimento de procedimentos, apresentação de resultados ficam comprometidos pela visão recíproca que se estabelece entre pais e filhos, pois os acertos não são tão evidenciados como os erros. Na verdade , a relação de amor e afeto estão sempre presentes, o que não necessariamente é ruim. O que dificulta é o fato de acharmos que por nos conhecermos há muitos anos, conhecemos todas as necessidades do outro e não precisamos conversar sobre elas.Pais e filhos se ajudam quando conseguem conversar sobre o negócio, independente do que pensam um do outro. Expõem idéias, sem competirem entre si, no sentido de provarem quem está certo e quem está errado.
Empresas familiares são riquíssimas em possibilidades de aprendizado e auto-conhecimento, fatores essenciais para o amadurecimento pessoal e profissional.Não podemos nos esquecer que antes dos pais assumirem este difícil papel, eles também foram filhos e continuam sendo. Eles também trazem em sua bagagem emocional, experiências vivenciadas com seus pais. Logo , espelham em seus filhos suas expectativas como Pais e também como Filhos . É comum ouvirmos dos pais: “Eu não tive do meu pai,nem um terço do que meu filho recebe de mim”.Logo se, meu pai fosse como eu sou, pra mim estaria ótimo.” Porém os filhos são outras pessoas, diferentes de seus pais, embora tragam uma herança genética na bagagem, ainda encontram espaço para colocar nesta bagagem suas próprias percepções e experiências. Assim, geralmente não reproduzem na íntegra o comportamento daqueles que os geraram. Podem ser melhores em alguns aspectos, ou apresentarem dificuldades que para seus pais, parecia sempre foi de fácil compreensão.
Desta forma, afirmo que vale a pena, pais e filhos investirem em uma relação saudável de diálogo, dentro e fora da empresa.Vale a pena se ouvirem e valorizarem o que cada um tem para ensinar ao outro. Pois, por mais experiência que um tenha em relação ao outro, sempre há algo novo para se aprender e algo antigo para se ensinar.

Quando é a hora de parar?

Prezados leitores, empresas familiares em sua maioria,apresentam histórias de luta, abdicação e muito emprenho.
É comum ouvirmos as pessoas lembrarem com saudade, do tempo em que não tinham sábado, domingo ou mesmo , não tiravam férias por terem que permanecer na empresa, com poucos funcionários e muito trabalho a ser realizado.
O que era um meio de sobrevivência, com o tempo passou a ser a própria vida e em muitos casos, até mesmo a família foi deixada de lado, em função da empresa.
Alguns empresários fizeram esta opção, jurando que seria por um tempo, pois logo que a empresa se estruturasse, se dedicariam um pouco mais a outros prazeres e ficariam mais tempo com a família, amigos e até, com ele próprio.
No entanto, até que ponto dedicação se confunde com obstinação, ou mesmo, obsessão.
É importante sabermos o momento em que precisamos renovar a empresa, rever hábitos, conceitos e atitudes.
Há momentos em que somos chamados a refletir sobre até quando iremos abrir mão da saúde física, espiritual,psicológica em prol de um faturamento mensal.
Vejo constantemente pessoas adoecerem dentro de suas empresas, por não perceberem que com o tempo e com o sucesso, precisamos nos desvincular das rotinas estressantes e ocupacionais para pensarmos o negócio, sem que necessariamente tenhamos que fazer tudo.
Já ouvi alguns empresários afirmarem que , por não confiarem em suas equipes, preferem tomar a frente e fazerem com suas próprias mãos, como se esta atitude fosse saudável e produtiva.
Depois, se queixam por estarem cercadas de pessoas sem iniciativa e descomprometidas. Logo, não é vantajoso, após anos de dedicação a empresa, estarmos fazendo as mesmas tarefas que fazíamos quando começamos.
Sei o quanto é difícil, mas precisamos parar.
Parar de buscarmos culpados e responsáveis por decisões que tínhamos que tomar e que ainda depende somente de nós.
Parar de nos queixarmos dos mesmos erros, tomando sempre as mesmas atitudes.
Parar de fazermos horas-extras, por não conseguirmos administrar nosso tempo na empresa, deixando de fazer o importante para nos dedicarmos ao emergencial, gerado pela nossa falta de planejamento.
Parar de fazermos pelos outros, passando a delegar e cobrar um pouco mais daqueles que devem assumir responsabilidades e fazer jus a sua função.
Parar de querer fazer tudo, conforme nosso entendimento, sem ouvir as pessoas com as quais trabalhamos.
Parar de viver do passado, acreditando que se continuarmos agindo como há anos atrás, iremos retardar os avanços e segurar o tempo.
Precisamos parar, para prosseguirmos arriscando-nos a aprender algo novo, mesmo estando no negócio há 40 anos.
Pausa, para que a vida não nos tire o tempo que ainda temos para admitirmos com sabedoria, o momento de Parar e recomeçar.

O valor das escolhas.

Prezados leitores, certa vez alguém perguntou a um homem bem sucedido: Qual o segredo de seu sucesso? Ele respondeu: A capacidade em ter feito as escolhas certas.
Ao ouvir esta explicação, senti um forte desejo em compartilhar com todos, sobre esta reflexão que constantemente faço junto aos meus coachees , alunos e clientes.
Nossas escolhas são fundamentais para a materialização de nossos projetos, ou ainda, para entendermos o porquê das nossas inquietações. Penso que nem sempre, fazemos as escolhas adequadas, porém a fazemos por sermos influenciados pelas circunstâncias, ou ainda, por sermos limitados em nossa visão de futuro e percepções de nossas reais necessidades. Pensamos no momento presente e nos esquecemos que ele; o presente, irá construir o nosso amanhã de alguma forma.
Pensemos que ao escolhermos um funcionário, um sócio, um emprego, um companheiro(a) ou seja lá o que for, estamos focados no retorno a curto prazo e nos esquecemos de que esta escolha influenciará a nossa história de vida de forma positiva ou não.
Não se trata de uma escolha para toda uma vida, mas de uma escolha que pode nos trazer conseqüências para toda nossa vida. Sabermos escolher, consiste em fazermos análises quanto aos possíveis riscos que poderemos ter; de situações que teremos que aprender a contornar e ainda, sacrifícios que teremos que nos submeter se desejamos permanecer com estas escolhas.
Escolhas favorecem eliminação de possibilidades, pois ao persistirmos em nossas convicções, abrimos mão de outras que também poderiam nos atender, mas que por razões conscientes e inconscientes, não quisemos nos comprometer.
Pode parecer subjetivo demais, porém ao estudar empresas e comportamentos de pessoas nas organizações, vejo diariamente que as escolhas no âmbito pessoal, precedem as escolhas profissionais e as influenciam de forma efetiva.
Nos planos de sucessão familiar, nos planos de melhoria contínua ou em outros, pessoas vivenciam seus valores através de atitudes que assumem em seus relacionamentos com clientes, fornecedores e pares.
Nem sempre percebem o que ocasionam os fracassos deste planos; as dificuldades em fazerem as escolhas no momento exato em que precisam ser feitas.
Uma empresa que busca crescimento e desenvolvimento, necessita de pessoas comprometidas com estes propósitos, mas se permanecermos insistindo com aquelas que resistem em aprender um comportamento novo, perdemos a energia e o entusiasmo necessário para investirmos em novas idéias e pessoas criativas e inovadoras.
Abrimos mão de uma escolha pessoal, para a tendermos as escolhas de outros que desejam algo diferente. Estes detém sobre nós, algum poder de influência e persuasão. Para fazermos escolhas , precisamos nos sentir “livres” e prontos a assumirmos riscos .
Os ricos na tomada de decisão existem e precisam ser amenizados pela competência daqueles que a tomam.
Competência consiste em termos a habilidade de fazermos adequadamente algo que seja importante.
Assim, escolher não é apenas eliminar alternativas e sim, estar preparado para assumir dificuldades,privações e perdas .Quem faz escolhas sabe que se quiser estar bem com todos, não fará o que precisa ser feito, pois preocupado em agradar, não fará nada que possa colocar em risco sua imagem ou reputação.
Desta forma, queridos leitores, preparem-se para fazer escolhas, perguntando-se sempre : -O que estamos escolhendo hoje, pode garantir-nos o que verdadeiramente desejamos obter e ser.
Podemos ter o que desejamos nossas escolhas , mas podemos não Ser a pessoa que gostaríamos com elas.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Arvorismo e caminhada planilhada em 28 de novembro.2010

Aventura em Socorro no interior de São Paulo, fechou as atividades radicais de 2010 Foi uma atividade diferente que exigiu coragem e esforço físico de todos.
Nossa equipe foi a campeã com menor tempo e menos irregularidades cometidas durante a prova.
Cumprimos os procedimentos e trabalhamos em equipe.

A arte de gerenciar pessoas e resultados

Prezados leitores, ao ler o livro “Gerente Minuto”, surpreendi-me com algo extremamente atualizado a cerca de pessoas e processos de trabalho que desejo compartilhar com todos. Em meus trabalhos como Consultora e Coach, verifico cotidianamente a dificuldade dos gestores em oferecerem aos seus colaboradores os feedbacks necessários de forma assertiva.Muitos afirmam não saberem mais como cobrar resultados, pois afirmam que suas equipes não estão comprometidas com os objetivos da empresa.Neste momento pergunto-lhes: Quais são os objetivos de sua empresa? Quais os resultados esperados e em que prazo? Você sabe como medirá estes resultados?
Perguntas como estas, fazem muitos gestores pararem para pensar. Para que possamos cobrar é fundamental estabelecermos objetivos claros que devem ser atingidos pelos colaboradores. Tais objetivos precisam ser tangíveis e mensuráveis, de forma que fique transparente para os colaboradores e gestores, como o desempenho será medido. É fundamental para os colaboradores terem metas contínuas e gradativas, durante sua permanência na empresa. Os gestores precisam planejar esta escalada individual e também de sua equipe.Quem não sabe o que deseja, qualquer resultado é válido...
No livro, Gerente Minuto, o autor fala-nos de objetivos minutos. Aqueles que devem ser atingidos em curto espaço de tempo, com a utilização dos recursos disponíveis, cuja realização trará resultados significativos para organização. Tais resultados devem ser transmitidos sob a forma de tarefas que são pertinentes ao colaborador e que somente ele, poderá realizar. Uma vez dito o que desejamos, vale perguntar se os colaboradores têm como fazer o que estamos lhes transmitindo. Se os mesmos disponibilizam dos recursos necessários e se possuem habilidades e conhecimentos para desenvolverem bem suas tarefas, pois serão cobrados justamente pela execução de cada uma delas . Em seguida, o autor fala-nos dos elogios minutos, que correspondem aos momentos de feedbacks, em que o reforço externo se faz necessário. Neste momento o gestor deve acompanhar a performance de seus colaboradores, dando-lhes respostas específicas sobre seus comportamentos, mostrando-lhes onde acertaram, como e ainda o que a organização ganhou com esta atuação. Porém, o Gerente Minuto também deve aplicar as repreensões minutos quando os colaboradores não desenvolverem bem suas tarefas.
O método é simples porém muito eficaz. O gestor deve chamar o colaborador imediatamente, falar-lhe sinceramente sobre o objetivo que não foi alcançado, demonstrando seu sentimento quanto a esta situação, deixando por último o encorajamento para que ele possa buscar um resultado mais favorável da próxima vez.
A importância em saber como oferecer o feedback, determina os resultados de uma equipe e boa parte dos lideres não dão ou não sabem oferecer feedback aos seus colaboradores.Desta forma, leve este método para sua empresa:
1.Estabeleça objetivos minutos com cada colaborador e com a equipe,
2.Faça elogios minutos e repreensões minutos.Como?
Separe o comportamento da pessoa. Fale de seu comportamento inadequado, mas reforce nela sua credibilidade em sua capacidade em corrigir-se. Faça isto olhando-a nos olhos e ao falar de seu sentimento, fique alguns instantes em silêncio para que ele (colaborador) possa interiorizar a mensagem.
Feito isto, vire a página e siga em frente, evitando ficar falando o tempo todo sobre o evento.Para concluir, faça reuniões sistemáticas de avaliação de resultados, demonstrando , através de indicadores os avanços, porém faça-as de forma planejada e rápida.Não concentre muito tempo em reuniões sem pauta definida, ou cuidado para não perder o foco com conversas de pouca importância para os propósitos que se desejam.
Vale a pena conferir...

Um momento para pensar...

Ao olhar para minhas mãos, percebi que minha pele está mudando. Já não tem mais a mesma juventude, nem é tão firme como já foi um dia. Percebi também que elas estão mais disponíveis, prontas para acolher e afagar. Parece não ter mais a insegurança da recusa, nem o medo da rejeição. Porém ela não é mais a mesma que eu tinha aos 20 anos.
Olho para meu corpo e percebo algumas transformações. Luto contra elas, mais elas estão cada dia mais fortes. Procuro prosseguir ágil, com leveza e encanto. Busco nas marcas , os aprendizados e as lembranças de fases tão boas de minha juventude.O que antes eram apenas sonhos, hoje é a agenda de amanhã. O que era distante, agora segura minhas pernas, impedindo-me de correr, mantendo-me mais calma e paciente diante do inevitável encontro com o futuro. Não é melancolia que sinto, nem nostalgia. Apenas saudades de uma mente que sonhava mais, pois ainda contava com o incerto das escolhas. Saudades da inocência perdida e dos amores impossíveis. Dos bailinhos na garagem de casa, da música lenta que juntava os corpos, e do coração que batia mais forte ao som de uma música chamada, romântica. Saudades dos encontros no portão para conversar sobre coisas sem muita importância. Saudades das brincadeiras de rua, das viagens para o litoral, do contato com o mar e com as águas dos rios, da cidade de meus avós maternos.Do cheiro do fogão a lenha, do curral e do lírio que brotava as margens dos rios, bem abaixo das pontes de madeira. Dos bambuzais, onde se escondiam os sacis e a mula sem cabeça. Do lampião de gás e do café de caldo de cana quentinho, servido no bule e na canequinha esmaltada. Saudades dos filmes da sessão da tarde, das novelas em preto e branco, do Chacrinha aos sábados. Dos bailes, das músicas, dos amigos de final de semana e das aventuras de faculdade. Saudades da primeira bicicleta ,do primeiro fusca, e dos primeiros momentos de conquista e maturidade.Tudo foi passando, passando e ficou para trás como se eu estivesse olhando tudo pela janela de um trem que só vai adiante e não volta na estação por onde passou. As pessoas me vêem e se despedem , acenando suas mãos desejando-me sorte na próxima estação. Me falam adeus e vão ficando presentes apenas em minhas lembranças contadas com palavras envelhecidas pela distância imposta pela tempo.
Sinto-me feliz por estar viva e poder contar histórias, ajudar pessoas e ajudar-me com minha vontade inexorável de compor, de construir e de faze acontecer. Sinto-me repleta e vazia, como se tudo e nada, fosse uma única pergunta ainda sem resposta.
Percebo que há um mistério e nele habita a existência humana. A minha própria existência que se encontra e se perde de tantas outras. Sinto que a realidade de hoje é a história contada amanhã com pouca riqueza de detalhes, esquecidas pela visão precária dos movimentos que acontecem todos, ao mesmo tempo em que eu respiro um momento desta imensidão de moléculas e átomos em movimento e transformação. Não consumo a vida, pois ela é intensa e não cabe em mim em sua plenitude.Fico com o que consigo dela: pequenos prazeres , vividos em encontros com horas marcadas para acabar. Apoio-me na esperança do amanhã. Ah ! como o amanhã é gostoso de se esperar. Como é bom sentir o seu chegar de mansinho, querendo fazer improviso no cotidiano planejado. Querendo criar novos caminhos em mapas já desenhados e ainda, apontar para direções que estão fora de nossa bússola mental.
Quando o amanhã se faz presente, ele se expressa e me invade de oxigênio e hormônios da felicidade. È um estágio de contemplação e ao mesmo tempo de resgate, pois me renovo a cada instante vivido em razão de uma causa maior. Uma causa que nem eu sei como chamar. Uma causa que se transforma em missão de vida e razão de existir, pois por ela vale a pena morrer e até viver todos os dias um pouquinho que seja.
Não há lógica, nem teórico que explique como as idéias vão se compondo em minha mente e como elas influenciam meu modo de ser, sentir e agir.Como os sentimentos formam redes e se conectam em minha projeção mental, criando um cenário de múltiplas possibilidades de ser feliz.
Sinto-me feliz por estar com as pessoas que conheço hoje e que se mostram, diante de meus olhos. Quero ter com cada uma delas, os meus melhores momentos, pois sei que elas também ficarão em alguma estação um dia, mesmo que eu deseje levá-las comigo elas têm suas vidas e irão fazer outras escolhas, onde eu não farei parte. Sinto-me imensamente grata a cada uma delas, por terem me permitido entrar em suas vidas e compartilhar com elas momentos de alegria, de risos, de tristezas e de vida. Agradeço por ter-me sentido tão bem como mulher, como gente, como profissional e como criatura humana. Agradeço por ter-me potencializado e me energizado com seus sonhos, seus olhos e seus lábios.
Tudo tornou-se grande demais, que as vezes sinto que preciso de mais espaço para colocar tantas pessoas incríveis que eu não quero mais deixar. Quero estar sempre com elas. Quero estar sempre ao seu lado, mas... como????
Não há como prever o amanhã, nem tão pouco o quanto tudo isto vai durar...
Só sei que está sendo tão bom acordar para viver todos os dias da semana, de segunda a segunda. Todos os minutos e todas as horas estão sendo plenos de vida. Tudo isto, eu devo as pessoas que me permitem estar ao seu lado. Tudo isto eu agradeço a cada uma delas. Elas me fazem sentir –me especial.Não pelo que sou, mas pelo que elas me fazem acreditar que posso ser.

Retrospectiva 2010.

Um ano se passou. Muitos afirmam que passou tão rápido que nem nos demos conta do quanto fizemos.
Foi um ano de Copa do Mundo, um ano em que o Brasil foi escolhido para sediar as próximas Olímpiadas em 2016 ; a Copa do mundo em 2014, um ano de eleição presidencial ; Salão do Automóvel, Fórmula 1 no Brasil e tantas outros acontecimentos, que certamente marcaram a nossa história e da humanidade.
Um ano de implementações de novas formas de tributação, novas regras no cenário financeiro e um apelo cada vez maior por qualidade e otimização de recursos. Foi um ano de discussões ambientais, de avanços na ciência, de crescimento da frota de carros novos rodando pelas nossas estradas devido a facilidade de créditos e financiamentos, e ainda um ano de inspeção veicular.
Para muitos empresários, foi um ano de muito trabalho. Um ano de muito planejamento, para administrar um cenário incerto, repleto de variáveis que fugiram do nosso padrão pessoal de compreensão e solução de problemas. Um ano em que eu vivi de perto, a dificuldade em recrutar e selecionar profissionais em todas as áreas, devido o aquecimento do mercado, que levou muitas empresas a investirem no aumento de seu quadro de colaboradores para atender a demanda . Olhando este cenário, percebi o quanto precisamos investir no conhecimento, como uma possibilidade viável de sustentabilidade.
Não vejo como as empresas se manterem competitivas, sem que haja uma produção criativa de conhecimento que caminhe alinhada a prática. Ou seja, precisamos formar profissionais que possam contribuir com as empresas, além da aplicação de conceitos técnicos.
Precisamos investir na formação de colaboradores éticos, que tenham e pratiquem valores dos quais possamos nos orgulhar, enquanto empresa e como cidadãos.
A gestão do conhecimento deve estar integrada a gestão de pessoas, construindo desta forma, para que o ambiente empresarial possa desenvolver-se de forma humanizada e com profissionais capazes de pensar e se comprometerem com os resultados desejados pelas organizações, assumindo e reconhecendo estes objetivos.
Ou seja, é preciso informar as pessoas o que queremos delas e ainda, o que esperamos delas na forma de comportamentos mensuráveis e tangíveis.
É fundamental, para o gestor de empresa, traçar os objetivos para um novo ano , com base em resultados obtidos no ano que se encerra, adotando parâmetros claros de análise e avaliação de resultados. Dizer como foi o ano, é mais que fazer uma avaliação superficial conceituando-o como bom, ótimo ou regular. È preciso medir resultados com base em cálculos precisos de faturamento, investimentos, retiradas, entre outros. É necessário, desenhar um novo ano, utilizando o conhecimento assimilado em anos anteriores, planejando-se para uma mudança de comportamentos antigos, comprovadamente não funcionais para um novo cenário econômico, social e político.
Só há avanço com aprendizagens que quando são intensas e verdadeiras, são capazes de gerar mudanças.
Assim, aprender com os erros só acontece quando estes deixam de ser cometidos mediante uma nova postura assumida.
O que vale é ter a coragem de assumir novas possibilidades de ação e até errar na tentativa de não permanecer passivo diante de um novo ano que em breve estará em nossos calendários e agendas. Desta forma, convido todos vocês a investirem em um novo ano, de uma forma mais comprometida com resultados que desejam atingir.
Sabemos que resultados, são frutos de escolhas e que escolher sem conhecimento, é uma aventura, cujo os riscos podem comprometer não apenas mais um ano, mas todo um desempenho profissional e pessoal. Assim, iniciemos uma nova trajetória, investindo no conhecimento de novas competências e novas atitudes.