Prezados leitores, inúmeras empresas sofrem pela dificuldade em administrar os chamados recursos humanos . Entendo que administrar vai além de informar as tarefas diárias, aplicar advertências ou mesmo, disciplinar uma equipe de trabalho a fim de obter os melhores resultados.
Muitos gerentes são promovidos a este cargo , sem qualquer preparo ou investimento preliminar. Atuam baseados em suas experiências pessoais ou ainda, motivados pelo que julgam ser o melhor para maioria dos colaboradores. Porém, ao analisarmos perfis de equipes , juntamente com os perfis ideais de lideranças , percebemos que nem sempre estão alinhados.
Existem lideranças que estão focadas em processos, ou seja, o que importa são os resultados, independente das pessoas estarem ou não motivadas com seu trabalho. Vale aqui uma observação importante. Estas lideranças são valiosas e eficientes, porém por estarem tão voltadas para números, metas e lucratividade, seus olhares estão voltados para o que acreditam ser o previsível.
Existem lideranças que estão voltadas para as pessoas ,ou seja, preocupam-se demasiadamente com os comportamentos de seus colaboradores e perdem horas discutindo quem serve ou não aos propósitos da empresa , esquecendo-se as vezes de analisar o que pode ser revisado no processo e nos procedimentos de trabalho.
Lideranças que apresentam dificuldades em realizar análises de produtividade, constantemente pensam em beneficiar o cliente em detrimento da empresa, ou ainda , auxiliam os colaboradores e esquecem-se de ver o processo como um todo.
Desta forma torna-se um desafio capacitar lideranças que possam atuar com foco em processos, produtos e pessoas de forma eficiente e eficaz.
Este processo de formação demanda educação continuada e progressiva. Não se trata de um treinamento no ano, ou ainda, uma palestra motivacional sem qualquer relação com o contexto da empresa.
Torna-se importante alinhar a formação do profissional as necessidades da Empresa e sua equipe.
Equipes mais maduras, necessitam de lideranças mais seguras em suas posições, possibilitando-lhes uma auto gestão.
Orientar as lideranças na administração de suas energias, pode desencadear um processo de crescimento e de alta performace corporativa.
Cabe ressaltar que um Líder não precisa apenas de horas de treinamento para se desenvolver.
Ele precisa de investimento em sua área física, investindo em sua capacidade de reagir e se articular fisicamente. Precisa de investimento na área emocional, ampliando sua rede de relacionamentos verdadeiros. Investimento na área mental, que consiste em ter foco e saber onde se deseja chegar e habilitar-se com os recursos necessários e por último, investir na área espiritual , no sentido secular. Espiritualidade enquanto comportamento de generosidade, compaixão e engajamento espontâneo nas grandes causas humanitárias.
Concluo este artigo com a seguinte reflexão: “Como estamos investindo nestas áreas hoje e ainda; o que esperamos de nossos lideres?
Rescentemente em pesquisas realizadas com grandes CEOS e lideranças corporativas; perguntaram-lhes quais seriam suas grandes desmotivações e eles responderam:
1)Não saber o que a empresa deseja de nós.
2)Não receber feedback e não saber dar feedback.
3)E por último, a centralização do poder.
O que podemos fazer de diferentes para amenizarmos estes aspectos de descontentamento?
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