sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Quantas vezes podemos nos apaixonar?

Parece que foi ontem, mas já se passaram 23 anos.
Ontem eu tinha 20 anos, estava saindo da faculdade.Não tinha ainda, minha independência financeira e não sabia, quanto custava uma conta de luz ou água.
Não podia escolher pelo prazer e sim , pelo que era viável.
Não sabia se iria seguir carreira como professora ou se teria que começar algo diferente em outra área. Não sabia se aqueles que eu considerava serem meus amigos,continuariam sendo nos próximos 23 anos.Não sabia se encontraria alguém e se aos 40 anos estaria com esta mesma pessoa. Aos 20 anos, não sabia avaliar uma relação afetiva; um vínculo amoroso ou ainda, um amor e uma paixão. 
Na verdade, durante toda minha  adolescência e juventude ,sempre tive o hábito de sorrir para vida.De não me preocupar com o para sempre e sim, com o presente. Assim , compartilhei experiências de vida com pessoas maravilhosos e  fui intensa em meus sentimentos, como ainda sou até hoje.Me preocupo com as pessoas e procuro sempre ser para elas, uma possibilidade de esperança e otimismo. Embora, preocupada sempre com o futuro e suas consequências, sempre procurei me apaixonar pelo tempo presente.Hoje vejo que valeu a pena, pois passamos pela vida , rápido demais. Passamos pela vida das pessoas, com a mesma rapidez com que os carros passam por nós em uma estrada. Ontem éramos seus parceiros e confidentes; amanhã, seremos somente uma lembrança...
Quantas destas pessoas passaram por minha vida e que eu não consegui segurá-las? Elas tinham seu tempo certo e quando eu ví, já tinham ido embora.Ví a cada ano, nomes desaparecerem de minha agenda de endereços e telefones e outros serem acrescentados. É estranho constatar que também fomos arrancados da memória de muitos celulares. certamente, algumas destas pessoas, já nõa me tem mais como alguém que deva fazer parte de sua vida, ou de seu momento atual. Assim, vamos colorindo nossa tela com nomes e imagens.Temos um tempo para iniciar e concluir esta tela chamada Consultora.
Onde eu ainda permaneço e quem ainda permanece? Poucos, mais tão significativos que me emociono ao lembrar-me de cada um deles.
Me emociono em saber que em breve serei só uma lembrança para aqueles com os quais estou me relacionando hoje. Me emociono em saber que o tempo está passando e que já temos uma história para contar. Me emociono em saber que esta missão tem prazo de validade. Porém também me emociono em saber que posso escolher minha atitude no tempo,não me omitindo de viver por algo que Acredito  valer a pena.

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