Ação determina o que existe de coerência entre o que se escreve e o que se pratica dentro da Empresa.
Digo isto pois, diariamente convivo com situações em que o Gestor da Empresa é colocado a prova por seus colaboradores que emitem cobranças quanto a adoção de uma postura clara de Direcionamento e Foco. Quem leu o “O monge e o executivo” ,vai se lembrar de uma passagem deste livro, em que o Líder é colocado como aquele que administra a necessidade e não a vontade de seus liderados . Na prática significa, tomar decisões que poderão desagradar alguns, porém é preciso analisar o que é melhor para a Corporação. Na verdade, prezados leitores, esta é uma das tarefas mais árduas, para aqueles lideres que buscam a aceitação e o comprometimento da equipe; pois há situações em que todo o esforço não é suficiente para convencer aqueles que se mostram contrários as mudanças.
Conversas particulares, demonstrações e palestras de sensibilização já não trazem o resultado desejado,induzindo o líder a perguntar-se :”- Até que ponto vale a pena tanto investimento, tanto desgaste para convencer? Quanta energia e tempo eu gasto em discussões onde o foco do negócio é deixado de lado, para buscar uma estratégia que atenda as vontades , os sentimentos e percepções de colaboradores que mostram-se resistentes em relação ao processo de mudanças?”.
Identificar melhorias no processo, requer preparo também para administrar estas situações, onde a emoção fala mais alto que a razão. Onde o que está em jogo é o sentimento de perda de status, poder ou mesmo, perda do conforto do “tempo de casa.”
Nesta hora, o processo de coaching lhe permite formular algumas perguntas do tipo:
O que eu estou ganhando com esta situação?
O que eu estou valorizando, a medida em que eu atendo estas vontades destes colaboradores?
Qual é a minha verdadeira intenção em relação a estes colaboradores? O quanto ganho com sua adesão? O quanto perco por tê-lo como apoiadores camuflados ? Quais as outras pessoas envolvidas neste processo que também sofrem sua influência? O que eu posso fazer de diferente que ainda não fiz em relação a isto? Como seria se...?Será que eu já perguntei a estes colaboradores se eles estão felizes por trabalharem nesta Empresa e ainda, se pretende permanecer nela?
Qual o comportamento que eles julgam apropriado para permanecerem e demonstrarem apoio verdadeiro em relação a missão organizacional?
São várias perguntas e você leitor, pode criar tantas outras que lhe darão alguns fortes indicadores, para definir sua estratégia e decisão.
O fato é que, processos de mudança tomam nosso tempo e nos fazem percorrer caminhos já conhecidos, porém de um forma diferente.
È como descobrir um comportamento novo, para lidar com algo já conhecido. Este aprendizado é para muitos, sofrido, porém não menos rico e valioso.
Ele nos ensina a lidar com a natureza humana respeitando suas limitações e possibilidades.
Nos ensina que governar e liderar é também desagradar, romper , desconstruir e recomeçar. Chorar e sorrir, mais acima de tudo, na hora certa e pelo que de fato, possa valer a pena ser lembrado como aprendizado e crescimento.
É valorizar o meu tempo de existência, canalizando minha energia para algo MAIOR que possa inspirar-me a praticar minha missão empreendedora de ser e deixar um legado do qual possa me orgulhar.

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