domingo, 1 de maio de 2011

Texto: Para nos capacitarmos para mudança, precisamos incluir coisas novas em sua vida.

Prezados leitores, falar de mudanças pode parecer repetitivo e não ser tão inovador, diante de inúmeros textos que certamente já lemos sobre este tema. Porém, sempre nos deparamos com aspectos relevantes que merecem nossa reflexão, pois vivemos os impactos das mudanças em nossas vidas e em nossas empresas.
Vale ressaltar que condutores de mudanças são vistos na maioria das vezes como ameaças. Desta forma, consultores e auditores não são bem aceitos, por aqueles que lutam em manter o status quo/estado funcional .
Estes temem o desconhecido e lutam para manterem seus cargos , suas atitudes e hábitos. Desta forma devemos evitar mudanças radicais , pois elas causam traumas na organização,principalmente quando não são bem planejadas .
É necessário conhecermos os detalhes de cada organização, identificando o que as pessoas definem como “Problema”, adotando uma intenção estratégica capaz de minimizar reações reativas.É importante buscarmos a conciliação criativa das percepções , ouvindo e considerando experiências construídas nas organizações, antes de propormos mudanças.
È comum identificarmos boas sugestões em diferentes níveis de cargo, pois as idéias nobres podem partir do coletivo.
Em todas as organizações encontramos comportamentos congruentes e incongruentes frente as mudanças.
Os congruentes são aqueles que estão alinhados a empresa. Gostam do que fazem e estão sempre dispostos a inovar em prol da competitividade.
Os incongruentes são aqueles que resistem as mudanças, assumindo atitudes de dissidência, apatia ou ressentimento.
Vale explicarmos cada um deles, para que saibamos identificá-los e tratá-los de forma adequada.
Dissidência: são aqueles que conhecem a organização, são técnicos, gostam da empresa porém não concordam com as decisões tomadas pela Direção e fazem criticas constantemente. Estes podem influenciar outros, pois possuem argumentos baseados na experiência e nos conhecimentos acumulados sobre a organização.
Apátia: são aqueles que não se posicionam e afirmam não terem poder de decisão. Não contribuem para mudanças, pois não se envolvem nem se comprometem com o sucesso das mesmas. Não influenciam outros, mas podem desanimá-los pois não compartilham experiências nem demonstram credibilidade pela organização.
Ressentimento: são os mais difíceis de serem trabalhados pois guardam mágoa e resistem as mudanças , por se julgarem injustiçados pela empresa,fazem de tudo para sabotarem as iniciativas, assumindo sentimentos derrotistas, ou seja,promovem a ” a cultura do fracasso”. Estes contaminam os ambientes e espalham suas opiniões divergentes, sem muito critério ou razão, pois falam de seus sentimentos e os colocam a frente dos objetivos organizacionais.
Assim, para que possamos implementar mudanças nas organizações é aconselhável que adotemos as ações incrementais, ou seja , por etapas. Porém , estas mudanças precisam ser contínuas, monitoradas e medidas de forma específica, focadas em resultados mensuráveis.
Sabemos que é comum não assumirmos os ônus da transição, pois desejamos que as mudanças tragam resultados imediatos, sem desgastes ou perdas.
Muitos desistem das mudanças, antes de implementá-las por completo, por não suportarem a pressão dos incongruentes.
È valioso termos nas organizações pessoas que pensam formas diferentes de obter resultados, porém quando estas diferenças comprometem os interesses organizacionais, é preciso saber o momento da tomada de decisão e desligá-los do quadro, antes que coloquem todo o processo em risco.
Transferir poder e iniciativa são fundamentais para o processo de mudança. Assim,precisamos ter para quem delegar e para quem atribuir as responsabilidades de gerarem entusiasmo e inovações coletivas.
Desta forma, os incongruentes precisam ser tratados, antes de inibirem as mudanças, tornando-as impraticáveis.
Para cultivarmos comportamentos propícios as mudanças, as organizações precisam implementar atividades novas a cada ano, gerando novidades na forma de atuar e pensar os processos organizacionais. Vale investir na criatividade individual e na inovação coletiva, capazes de gerarem o aprendizado contínuo que favoreça comportamentos congruentes.

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