domingo, 4 de abril de 2010

"Quando o autoritarismo cega, o poder assume novas faces"

Já presenciei muitas cenas deprimentes em que a intolerância, assumiu o lugar do bom senso.
Já ví Homens abusarem de seus cargos e utilizarem de seu suposto poder, para humilhar seus funcionários. Já ví fraquezas serem expressas, através de frases feitas e mal coordenadas por pronomes pessoais, em que o verbo "mandar" foi conjugado na primeira pessoa do singular, meramente impulsivo com poucos recursos intelectuais.
Nunca fui adepta a força, a intolerância e ao abuso de poder.
Sempre tive dificuldade em lidar com desmandos, falta de humildade, educação ou promessas.
Porém, vivemos em um mundo repleto destas manifestações .
Estamos no terceiro milênio, tenho hoje 44 anos, três pós graduações e vários cursos voltados para a compreensão do comportamento humano.
Já ministrei aulas para crianças, jovens , adultos. Ministrei cursos, consultorias e palestras para milhares de pessoas. Escrevo há dez anos para uma revista e um jornal e estou atuando na área Organizacional há mais de 20 anos.
Tudo isto para tentar entender e até justificar minha falta de entendimento sobre o que leva alguém a destratar um colaborador por telefone, impondo-lhe sua verdade como se fosse a única.
O que leva um cidadão, um chefe, um ser humano como outro qualquer a impor suas prioridades sobre seus supostos subordinados, sem reconhecer suas escolhas pessoais ou se os mesmos têm outras prioridades, ou ainda, se podem atendê-lo em sua urgência, mesmo que não o seja. Ser funcionário, não significa ser "propriedade". Eu posso atender meu chefe, dentro de meu horário de trabalho e até atendê-lo após o horário, em casos excepcionais. Porém, não podemos fazer disto uma regra a ponto de não poder desligar o celular nos finais de semana. Como líder ou chefe de uma equipe, devo saber respeitar a privacidade de meus colaboradores, seus horários, hábitos e outras atividades que os mesmos desenvolvem após o expediente. A menos que isto tenha sido acordado entre as partes, ambos têm suas vidas além do trabalho.
Na verdade fico indignada ao percebr que liderar e trabalhar para uma causa e não para um homem , ainda é tema de conflito entre empregadores e empregados. Nada sei sobre comunicação interpessoal e escuta sem julgamento. Nada sei sobre respeito, mas sinto que se deixar-me invadir uma única vez, nunca mais terei meu amor próprio e ser tratada com dignidade.
Chefes ainda utilizam a força para se afirmarem ao sentirem-se fracos em pleno século XXI.
Chefes ainda utilizam do ataque quando sentem-se sobre pressão e nem percebem o quanto magoam e ferem as pessoas que poderiam ajudá-los, comprometendo-se em sua fragilidade de lideres.
É meus amigos, ser protagonista de situações como estas, me fazem pensar...
Por mais intimidade que tenhamos uns com os outros, nada justifica a aspereza das palavras, o julgamento prematuro ou a fúria antes do diálogo. Nada justifica desligar o telefone, deixando seu colaborador, empregado ou quem quer que seja, na linha porque a última palvra tem que ser a sua.
Quando não desejo mais uma relação não preciso magoar as pessoas , para dizer que elas já não me atendem em minhas necessidades.
Não preciso distorcer uma história para iniciar outra, esquecendo-me de tudo que já obtive, através destas pessoas. O quanto já me foram úteis e necessárias em outras fases de minha vida. A ingratidão não faz parte de meus princípios nem tão pouco de minhas atitudes.
Prefiro lembrar-me do que vivi sorrindo e sentindo saudades.
Lembrar-me das pessoas com carinho e poder sentar-me a mesa com elas sem culpa ou rescentimentos , só acontecerá se a minha inabilidade em lidar com perdas ou erros, não a afetou em seus valores.
Assim, fortaleço minhas crenças de que " Chefes que utlizam da força de seu cargo para se imporem , não são, nem nunca serão meus líderes".
Terão o medo de seus subordinados e súdidos , porém nunca o respeito.
Terão suas ordens cumpridas, mas não inspirarão outros a seguí-lo espontâneamente.
Serão esquecidos em pouco tempo. Não deixarão um legado, nem deixarão histórias inspiradoras para serem contadas por aqueles que o acompanharam durante um tempo de sua vida.
Fico com um aprendizado : nunca abusar de cargo, conhecimento, dinheiro, poder, status ou títulos para impor minhas verdades ou exigências. Pois segundo a rainha da Inglaterra:"Se você precisar dizer para os seus empregados quem você é, na verdade você Não É."

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