domingo, 14 de março de 2010

A atuação feminina na oficina de reparação



Quero ressaltar a importância de inúmeras mulheres que hoje atuam no mercado de reparação e reposição de autopeças, auxiliando na administração do negócio.
Muitos dos meus clientes vivem esta realidade.
São esposas, mães ,irmãs e filhas que optam em desenvolver seu papel enquanto profissionais, dentro das oficinas e lojas de autopeças ,mostrando competência em território, que até poucos anos atrás era de domínio exclusivamente masculino.
Cabe salientarmos que muitas se destacam, obtendo êxito como profissionais e contribuindo para o crescimento das empresas de forma extremamente eficiente e eficaz.
O que eu venho aprendendo com estas mulheres e que eu quero compartilhar com vocês hoje, são os seguintes tópicos:
1.Não se pode ver a oficina como extensão de sua casa. a empresa deve ser um local de trabalho, mesmo que lá atuem os maridos ,irmãos e filhos.Logo temos compromissos, horários, como todos os funcionários.
2.A mulher pode e deve conquistar o seu espaço por competência, ou seja, por conhecer o que faz e saber planejar o que a empresa necessita e deseja.
2.A mulher pode e deve ter uma visão geral da empresa e não ficar apenas fixa no cumprimento de suas tarefas. Deve procurar compreender a dinâmica dos setores e ter uma participação integrada, ativa , inovadora e alinhada aos objetivos organizacionais. Todos nós podemos mudar hábitos valores, crenças e costumes praticados na rotina deste ambiente corporativo.
3.A busca pelo aperfeiçoamento, pela capacitação, precisa deve ser tratada como condição básica para todo profissional atuar com qualidade, independente da questão de gênero. Logo, faz-se necessário investir no conhecimento sempre, independente da área de atuação feminina(área administrativa/financeira, atendimento, estoque, compra).
4. A sensibilidade feminina, quando bem canalizada, pode acrescentar muito às relações existentes nas empresas, favorecendo o diálogo, a negociação, a busca pelo equilíbrio entre razão/emoção, favorecendo uma troca saudável de experiências e percepções de cenários.
É muito gratificante vermos a cada dia aumentar o número de mulheres comprometidas com as mudanças deste setor. Estas não vêem a empresa como um passa-tempo, mas sim como um ambiente em que as mesmas podem contribuir e agregar valor social e econômico.
São de fato colaboradoras diretas para o sucesso das empresas. Quero mencionar o nome de algumas destas mulheres que fazem a diferença em seus negócios .São elas; Maria Aparecida Buzzi, proprietário da Pat Paulicéia e MBPimenta - Moto Buzzi em São Paulo;Daniely -sócia proprietária da Ninim reparações Automobilísticas;Márcia Koga- da distribuidora de autopeças Koga-Koga em São Paulo e Grasieli -gerente administrativa da Dispemec Auto peças em São José dos Campos.Grasieli em especial, por estar se superando diariamente , a medida em que se disponibilizou a aprender para atuar de forma competente e consciente em sua empresa.Esta jovem,através de um processo de coaching pessoal, identificou suas reais possibilidades de fazer a diferença no negócio, fortalecendo seus conhecimentos, habilidades e atitudes de forma comprometida e alinhada aos objetivos de seus familiares(pai e irmão) que também atuam na empresa.Assumiu seu lugar na empresa e vem se empenhando dia-a-dia, em fazer o seu melhor, contribuindo de forma extraordinária para o sucesso de todos.
Vale a pena ressaltar iniciativas como estas, pois quando ouvimos falar em sucessão familiar, nos deparamos com jovens que herdam empresas, sem saber o que fazer com elas. Vemos jovens que estão nas empresas, não por opção, mas por falta de perspectiva ou coragem em olhar o mercado e atuar nele de forma independente. Não é o caso de Grasieli que, optou em ser uma agente de mudança, primeiramente por ela própria.Posteriormente, por amor e respeito ao pai e ao irmão com quem divide de forma harmoniosa, as tomadas de decisões da empresa.

Em várias oficinas, muitas mulheres estão sendo um ponto de equilíbrio, capaz de definir muitas vezes a sustentabilidade da mesma no mercado.
Valorizar e reconhecer a importância destas profissionais é sempre necessário e pertinente.Não se trata de ser mulher ou homem e sim, de estar preparado para entrar em ação.
É preciso saber fazer a diferença estando nela.
Isto com certeza,aconteceu em uma das oficinas em que atuei como Consultora Organizacional. A Senhora Cida Ragozzini , mulher e mãe ,deixou-me um bom exemplo de atuação, junto ao seu marido,com quem promoveu o crescimento da empresa e a manteve competitiva no mercado .(Cida faleceu em 17 de outubro de 2002).

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